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Publicado por ehvos

– que publicou 3 textos no ONE.

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Oct
10
2015

As Crônicas de uma Guerra II

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– Por diante de todos mostrar extrema bravura e mais do que notável participação em combates que mudaram o rumo das missões, ignorando os riscos contra a própria vida, eu o Presidente Cerimonialista, representante legal do Congresso dos Estados Unidos da América, tenho o orgulho de chamar aqui diante de todos os presentes, o Major Arthur Kenway.

Os aplausos ecoavam por todo o salão do congresso mostrando a alegria daqueles que estavam ali presentes para assistirem as entregas de medalhas aos combatentes que retornaram com vida de uma maldita guerra que ninguém decidiu ir por conta própria. Eu por um momento hesitara em levantar, mas o olhar do Coronel me fitava com ar reprovativo, ele entendia bem o que eu sentia e o que achava sobre tudo aquilo, mas era melhor evitar um problema maior, ainda mais diante de tantos figurões do estado. Saia da minha posição cômoda e seguia até o palco montado com bandeiras do meu País e da ONU. Falando na “Organização das Nações Unidas”, eu queria entender o que esses desgraçados fizeram a favor dos soldados que tombaram sem vida. Baixava meu olhar ao passar do lado de representantes da ONU e parava diante do Presidente Cerimonialista. Ele me encarava com um largo sorriso no rosto tendo em suas mãos a pequena caixa contendo a Medalha de Honra que cintilava em contato com a luz.

– O presidente se sente orgulhoso por tudo que fez e nós ainda mais por sermos os responsáveis em entregar esta medalha a ti Major Kenway. Sabemos dos seus esforços diante de sua Companhia e das vitórias que conquistou liderando-os. Espero que guarde com carinho essa honraria e que ela lhe traga boas lembranças de seus momentos heroicos para com seu País em terras inimigas.

Nada foi dito, eu apenas batia continência vendo que outros faziam o mesmo e logo estendia uma das mãos para pegar a medalha. O peso daquela pequena caixa era algo insignificante, mas meu corpo sentia algo mais ali. Eu sentia o peso de inúmeras vidas. O peso dos irmãos de armas que não puderam estar aqui ou que não tiveram a chance de rever seus familiares. Esse desgraçado que me aplaude bem diante de meus olhos após entregar a medalha, nunca sentiu a dor de uma bala dilacerando sua carne e lhe causando dores intensas por dias afinco. Ele nunca teve que estancar o sangue que jorra do peito de um amigo e muito menos vai sentir o medo de estar cercado por inimigos que desejam pôr as mãos em você com vida, pois para eles é mais divertido lhe maltratar e assim mostrar ao mundo do que são capazes, do quanto podem ser terríveis. Por um instante eu fechava os olhos e virava meu corpo na direção da plateia que de pé me observava aguardando algumas palavras minhas. Poderia cuspir boas verdades para eles e o mundo inteiro através das câmeras que levavam minha imagem para a casa de milhões de americanos patriotas, mas não, nem sempre a verdade é o que eles desejam ouvir. Iria causar mal-estar e ainda seria tirado como louco de guerra.

Então diante dos microfones, eu ergui a medalha para que todos pudessem ver e com uma voz carregada de sentimentos bem distintos que uma guerra poderia causar num combatente, disse algumas palavras para todos eles.

– Uma medalha de honra que só é dada aos combatentes de intensa coragem. Não sou digno dessa honraria, muito menos de estar aqui e ver todos vocês que sacrificaram suas vidas bem mais que eu sentados nessas cadeiras. Eu fiz apenas aquilo que me foi ordenado e tentei de várias formas retornar para casa com meus homens com vida. Falhei com alguns, isso não posso negar e nem irei esquecer. Carregarei em vida a vida de todos que caíram ao meu lado. Essa medalha eu dedico a todos vocês e aqueles que só desejavam voltar para casa. Obrigado Companhia Bad Dog, vocês são os melhores soldados que esse País já teve.

Muitos aplausos e os tapas em minhas costas daqueles que eram detentores do futuro de muitos jovens desse País. A feição contente deles era contraste da minha que repudiava toda aquele circo. Fitava por um tempo a medalha em minhas mãos após descer do “picadeiro” e voltar para meu lugar. Ela não fazia sentido algum, ou pelo menos não conseguia encontrar utilidade para ela comigo.


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