O Nerd Escritor
Feed RSS do ONE

Feed RSS do ONE

Assine o feed e acompanhe o ONE.

Nerds Escritores

Nerds Escritores

Confira quem publica no ONE.

Quer publicar?

Quer publicar?

Você escreve e não sabe o que fazer? Publique aqui!

Fale com ONE

Fale com ONE

Quer falar algo? Dar dicas e tirar dúvidas, aqui é o lugar.

To Do - ONE

To Do - ONE

Espaço aberto para sugestão de melhorias no ONE.

Blog do Guns

Blog do Guns

Meus textos não totalmente literários, pra vocês. :)

Prompt de Escritor

Prompt de Escritor

Textos e idéias para sua criatividade.

Críticas e Resenhas

Críticas e Resenhas

Opinião sobre alguns livros.

Sem Assunto

Sem Assunto

Não sabemos muito bem o que fazer com estes artigos.

Fórum

Fórum

Ta bom, isso não é bem um fórum. :P

Projeto Conto em Conjunto

Projeto Conto em Conjunto

Contos em Conjunto em desenvolvimento!

Fan Page - O Nerd Escritor

Página do ONE no Facebook.

Confere e manda um Like!

@onerdescritor

@onerdescritor

Siga o Twitter do ONE!

Agenda

Agenda

Confira os contos e poemas à serem publicados.

Login

Login

Acesse a área de publicação através deste link.

Publicado por ehvos

– que publicou 3 textos no ONE.

Apenas alguém que descobriu na arte fascinante de escrever, um mundo onde pode se desligar da realidade e assim esquecer do estresse do dia a dia.

>> Confira outros textos de ehvos

>> Contate o autor

* Se você é o autor deste texto, mas não é você quem aparece aqui...
>> Fale com ONE <<

Oct
10
2015

As Crônicas de uma Guerra I

Imagine um cenário caótico, onde balas cortam o céu para todos os lados, explosões erguem pedaços de terra junto de estilhaços e aos berros, soldados tentam de todas as formas se manterem vivos. Nossa companhia aguardava os helicópteros no ponto marcado antes mesmo de descermos em território hostil. Tudo havia sido bem planejado, não tinha porquê disso estar acontecendo, mas uma falha, uma simples falha, e ficamos a mercê dos disparos intensos e do desejo de sangue daqueles malditos terroristas da Al-Qaeda.

Todos tentavam a todo custo se proteger, evitar a troca de tiros sem ao menos ter chance de evitar uma bala em meio aos olhos. Muitos se atiraram ao chão, rastejavam seus corpos para pontos do terreno que eram mais íngremes. Eu era a voz forte daquela companhia, tinha que salvar meus homens daquele cenário maldito. Desde que havíamos sido escalados para essa missão suicida, eu tentava a todo custo evitar momentos como esse, mas em meio à guerra nada pode ser evitado por completo.

– COMPANHIA BAD DOG, ABRIGAR ABRIGAR. EVITEM FICAR NA MIRA DESSES DESGRAÇADOS. APOIEM AQUELES QUE ESTÃO FICANDO SEM MUNIÇÃO.

Não sabia ao certo se meus gritos chegaram aos ouvidos de todos. Os fuzis AK-47 eram como relâmpagos cortando o céu empoeirado. Eu via um dos meus homens caindo ao chão com ambas as mãos segurando o abdômen. Ele urrava de dor, não conseguia parar de virar o corpo de um lado para o outro. Soldados gritavam “homem ferido” a todo tempo. Sem pensar duas vezes eu me levantava, saia de trás de um pequeno monte de terra. Dois soldados ao verem minha ação faziam o mesmo e me acompanhavam numa corrida contra a morte. Eu podia sentir os disparos passando bem próximo de mim, como se assoprassem em meus ouvidos o som da morte em meu encalço. Disparava com meu fuzil na direção de alguns deles que corriam em nossa direção. Eu pude ver três deles tombando sem vida, mas isso não impedia que aqueles desgraçados continuassem a vir contra nós. Gritavam palavras em sua língua. Pareciam proclamar alguma reza para seu Deus que os permitia ceifar vidas em troca do paraíso celeste.

Já próximo do meu soldado ferido, eu abaixava deslizando ao seu lado sobre a terra. Ele me fitava com os olhos lacrimejando. Pedia para não deixá-lo morrer. Queria ver sua mãe e seu irmão mais novo. Eu sentia que se a ajuda demorasse mais um pouco, iria perde-lo e perder mais homens que pediam por mais munição. Virava-o de barriga para cima vendo o sangue tomar toda sua farda e o colete que não segurou aquele disparo. Desprendia algumas partes e puxava para o lado com força vendo os botões se abrirem e eu ver a ferida deixando sangue escapar com facilidade. Largava minha arma, deixava-a pendurada pela lateral de meu corpo através da bandoleira. Com ambas as mãos pressionava a ferida tentando estancar aquele sangue. Outro soldado retirou do bolso de sua mochila uma pequena ampola de morfina que prontamente foi aplicada em sua coxa esquerda.

– Olhe para mim soldado. Olhe bem em meus olhos. Você vai voltar para casa junto comigo. Vai ver sua família.

– Não me deixa morrer capitão. – Ele fazia uma expressão de dor que chegava a me dar pena. – Deus como dói.

– Força soldado. Vamos tomar muitas cervejas juntos. Prometo uma rodada ou até duas, mas pra isso deve me prometer ficar firme.

Eu pedia força para um homem que parecia não estar resistindo. Olhava para todos os lados, via meus soldados lutando com tudo que tinham para se manterem vivos. Eram muitos que nos cercavam. Surgiam como baratas. A cada um que caía, dois apareciam clamando por nossas cabeças. Ficava firme. Ordenava aos homens que continuassem a lutar. Éramos a companhia mais repleta de vitórias, não seria esse momento que tombaríamos. Então o som de hélices cortando o céu chegavam aos meus ouvidos como o som de asas angelicais. Eu mal tinha noção de como era o som do bater de asas de um anjo, mas naquele momento era desse jeito. Erguia minha face e via quatro delas pairando sobre nossas cabeças. Disparos de armas pesadas ecoavam delas e rasgavam os inimigos ao meio. Era a hora de sair. Era a hora de sair daquele lugar com vida.

 

 

– Major Kenway, A.

 


Categorias: Agenda |

No Comments»

RSS feed for comments on this post.


Leave a Reply

Powered by WordPress. © 2009-2014 J. G. Valério