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Oct
28
2015

Ferrovia 47

A ferrovia 47 era muito necessária, a única que atenderia a frentes durante o Grande Conflito Armado. muitos soldados  e cidadãos se empenharam para seu término, a extensão era tamanha que várias cidade e vilarejos cooperaram, ira trazia consequências boas e ruins, visto que haviam dias em que muitos ajudavam, enquanto noutros pouquíssimos vinham, fosse pelo medo, distância, acidentes, fome, doenças ou pela dificuldade climática, além do mais o serviço não era obrigatório, dessa forma era difícil ver a mesma pessoa mais de uma vez, não existia definição de postos de trabalho, ou seja de rostos amigos apenas os irmãos de pelotão.

Nossa missão passou a ser vital, terminar a ferrovia, e para concluí-la foi preciso suar, sangrar e morrer por ela, com isso muitos ideais estavam impregnados naqueles trilhos. Um de seus últimos trechos precisava cruzar obrigatoriamente uma propriedade particular e sem a permissão dos donos, haviam a muito falecido e dos parentes ninguém sabia nada ao certo, só sei que foram os meses mais difíceis, o conflito tornara-se violento, perdemos mais da metade dos nossos fosse em campo de combate fosse na construção, emboscadas frequentes, roubo de materiais, espiões e assassinatos, enterrei metade de meus irmãos, outros tantos abandonaram. Foi verdadeiramente um inferno, se ele existe fora da literatura, era exatamente daquele jeito, os gritos torturados, os sons constantes de dor e agonia, aqueles que não morriam ou viravam as costas, um dia estavam lá conosco, no outro, apenas sumiam, paramos de contar e enterrar os corpos, apenas recolhíamos, empilhávamos e deixávamos para os animais e o tempo cuidar daqueles para quem não tínhamos mais tempo, nos tornamos frios, não havia mais risos, calma, sono, apenas dor, medo e a chuva. A chuva tornava tudo pior, era um lamaçal, o cheiro de decomposição se alastrava, as torrentes eram constantes e sem dar trégua, avançávamos a passo mais lento dia após dia.

Antes de sucumbir, passamos a ter visões, alucinações e já não conseguíamos dormir de forma alguma, era vigília constante e numa noite quando éramos somente 10 do pelotão, relâmpagos rasgavam os céus, os gritos haviam cessado,aconteceu um último e mais devastador ataque, eramos arrastados e jogados, nossa carne dilacerada por atacantes invisíveis. Fugi, desertei, abandonei meus irmãos sem nem olhar para trás, aproveitei a oportunidade enquanto os tiros e gritos estavam altos, enquanto via um dos nossos deitado sendo estripado. Nunca voltei lá, o trecho foi acabado e a ferrovia concluída, graças a isso a batalha foi ganha, os reforços chegaram por ela, mas perdemos tanto que eu me isolei, deixei um aviso antes de vergonhosamente fugir, numa das placas, ninguém leu eu acho pois a ferrovia continua assim como o sangue que todos os dias lubrificam aquele maldito trecho.

 


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