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Publicado por Maria Thereza Chehab

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Oct
18
2015

O caso Dellarck (Parte I)

Teria sido um crime comum, como o detetive John Rogers já estava acostumado, no entanto, aquele tinha seu toque especial, era artístico. O corpo da jovem havia sido deixado no jardim da casa do namorado, o que o colocaria como primeiro suspeito, se ele não estivesse morto também. A jovem estava sentada, sorrindo, nua com a barriga cortada formando desenhos surrealistas, assim como o corpo do seu namorado havia sido encontrado ao seu lado. Ambos sorrindo.

– Rogers, enfim você encontrou um caso à sua altura – disse Loren, também detetive, ajeitando seus longos cabelos morenos- Isso é obra de um novo psicopata nessa cidade, olha esses desenhos no corpo deles, essa posição, é como se o assassino…

– Estivesse brincando de boneca? Sim, também percebi- anunciou o perito ao aproximar-se dos corpos.

– Você já falou com a família dos jovens, Loren? – perguntou Rogers

– Sim. A garota é Juliet Prescoll, tem dezessete anos e namora o rapaz ao seu lado, Filipe Franco, que tem dezoito anos. Os familiares estão conversando com a polícia- apontou para a esquerda- Falaram comigo que não conhecem ninguém que faria algo assim com eles.

– Vejam isso – disse Lucke, o perito- Esses desenhos são símbolos, símbolos satânicos, reconheço isso de longe. Rogers, você se lembra…

– Do assassinato de Ruby Dellarck? Sim. Exatamente os mesmos símbolos, mas não pode ser, o assassino foi preso a mais de dez anos.

– Mas o filho não está, não é mesmo? – comentou Loren- Denyel Dellarck foi para um lar adotivo, talvez devêssemos fazer uma visitinha.

– Sim, vamos. Luck, qualquer novidade nos avise.

O Caso Dellarck acontecera em 2005. Uma família comum comemorava o aniversário de oito anos do filho, Denyel, até que o marido começa uma discursão e ataca a esposa. Tudo já tinha sido planejado, o assassinato foi feito para ensinar ao filho como matar, como seguir determinado ritual.

‘’ Eu tinha que matá-la, ela não entendia a história da minha família, não entendia a linhagem Dellarck, tenho que ensinar para o meu filho aos oito anos como manter a história viva.’’ – havia dito antes de ser preso.

O filho, que presenciou tudo, foi enviado para um lar adotivo e teve acompanhamento de diversos psicólogos durante esse período.

Ao chegarem no lar adotivo perguntaram imediatamente sobre o jovem.

– Senhor, infelizmente, o Danyel já foi embora, ele completou dezoito anos ontem. Mas, segundo a faxineira, ele não levou nada daqui, está tudo no quarto dele. – disse a recepcionista

– Obrigada, podemos ir até o quarto?- perguntou Loren- Ele pode ser suspeito por um assassinato e só queremos ver se as informações batem.

– Precisamos ter contato com a Dra. Frescop, ela era a psicóloga dele. – adicionou Rogers.

– Lamento informar que a psicóloga está de férias, mas vocês podem ir no quarto. Não acredito que o loirinho tenha matado alguém, ele é tão frágil e meigo, não seria capaz- disse enquanto entregava a chave do quarto 245.

Subiram dois andares de escada até chegarem no quarto. Quando abriram a porta perceberam o quanto aquele quarto era fora dos padrões. Ele não tinha colegas de quarto, segundo a direção, ele tinha problemas em socializar. As paredes eram da cor de sangue, havia uma estante de revistas e livros, e sem contar nos diversos posters de bandas, mas o que realmente chamava a atenção e Rogers era o quadro cheio de palavras, frases e desenhos.

Eram desenhos surrealistas, frases como: ‘’ A morte está por vir, a história deve se manter viva’’. Havia também fotos negativas, provavelmente de ruas, de pessoas, e também de Juliet.

– Rogers, acho que o nosso pequeno Danyel está seguindo os passos do papai. Veja essa frase- apontou para a parede do outro lado do quarto.

‘’ ELA NÃO ME AMOU, ELA É COMO MINHA MÃE E DEVE MORRER, DEVO MANTER A HISTÓRIA VIVA.’’

– ‘’ manter a história viva’’… nunca imaginei que essa frase voltaria a ser usada. – disse Rogers analisando outros papeis- Temos que encontrá-lo, ele não vai parar.

– Ele matou Juliet porque ela não o amava, então temos o perfil de um garoto de dezoito anos que mata as jovens que não o ‘’amam’’. – comentou Loren- E pelo visto a Juliet não é o único alvo do Sr. Dellarck. Veja essas fotos, não são apenas da Juliet, são outras garotas também.

-Chame a polícia e comunique o fato. Temos que identificar as garotas imediatamente, antes que ele ataque de novo.

Saíram do lar adotivo e comunicaram a polícia.

– Onde um jovem de dezoito anos iria para encontrar essas garotas? – perguntou Rogers no carro enquanto iam até a casa da Juliet.

– Não sei, mas talvez a mãe da Juliet saiba. A jovem deve ter dito aonde ela e as amigas iriam, e sabemos que aqui, cidade pequena, todos vão sempre ao mesmo lugar.

Chegaram a casa da Sra. Prescoll e foram muito bem recebidos, sentaram-se ao sofá e conversaram um pouco com a mãe da Juliet até conseguirem as informações que precisam para continuar a investigação. A jovem havia conhecido Danyel por uma rede social (ele podia usar a internet no lar adotivo), assim com suas amigas, e todos iriam hoje a uma festa no clube Royals.

– Obrigado pela atenção, Sra. Precoll, e desculpe-nos o incomodo. – disse Rogers antes de sair.

– Bom, Loren, acho que hoje vamos em uma festinha.

– Nossa, não vejo a hora!- brincou enquanto ligava o carro.


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