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Publicado por Bruno Cavalcante

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Oct
11
2015

O Conto de Rigdard – O Rei do Deserto

Prólogo

Não posso parar pensou Não posso parar

E realmente não podia. Se parasse agora, seria o fim de tudo.

Bosta

Sua visão estava ficando turva

Agora não

Ele estava perdendo os sentidos

Agora… não…

O homem vinha surgindo da curva que o corredor fazia e não pretendia parar. Sangue pingava de seu machado e ele continuava se aproximando. Os passos fazendo eco a medida que se aproximava de Rigdard, que estava ferido. O ferimento feito pelo machado era grande e profundo, mas não o impossibilitou de fugir. Nada nunca o impossibilitara, não seria um corte como esse que o faria. Rigdard tampou a boca com a mão pois não parava de ofegar e sua respiração denunciava sua localização. Ele se escondeu atrás da pilastra e esperou que o homem viesse e ele veio. Quando surgiu a sua direita Rigdard segurou o machado pelo cabo e puxou-o com agressividade das mãos do assassino e jogou-o longe. Depois, com o resquicio de suas forças se despos a socar violentamente o homem enquanto o derrubava no chão. Um, dois, três socos e sua mão estava vermelha. Quatro, cinco e o homem havia parado de respirar.

Rigdard era um assassino também.

Ele passou a mão ensanguentada na testa suada e respirou tão profundamente que até estremeceu. Ali, em cima do homem que acabara de matar ele pensava em como tinha acabado daquela forma. O começo de tudo, de sua jornada sangrenta e perigosa, de sua missão suicida. Perigosa sim, mas tediosa não, pensava. E tinha razão. Tudo o que fez desde que aceitou a tal missão não foi nem um pouquinho tedioso e ele gostava disso, não de quase morrer a cada instante e de estar em constante perigo, mas a aventura o cativava. Rigdard gostava de adrenalina e isso era o que fazia dele o ladrão perfeito.

Princesa maldita… refletiu Espero que quando acabar além de todo aquele ouro tenha um lugar para minha mão dentro de seu corpete. 

Rigdard se levantou de cima do homem, estancou o sangramento e usou um pedaço de sua manga como curativo. Em seguida pegou o machado e se pôs a caminhar atentamente pelos corredores levemente iluminados por archotes cuja as chamas bruxuleavam.  Ele andou por tempo incalculável até achar o que procurava. A porta da sala era de marfim e tinha um leão rugindo esculpido nela, e o seu interior era tão reluzente quanto um raio de sol. E isso se dá em parte por que o que mais havia naquela sala eram tesouros, e de todo tipo. Joias, diamantes, rubis, esmeraldas, ouro, prata tudo isso e muito mais estavam lá. Estatuas de ouro, adagas ornamentadas, escudos, espadas todo o tipo de tapeçaria bordada a fios de ouro e baús e tiaras e coisas do gênero. Chamar o local de sala era quase uma ofensa pois aquele mar brilhante se estendia até perder-se de vista -e Rigdard enxergava longe. Não precisarei me preocupar com dinheiro por mil anos e ainda não vou ter gasto nem a metade disso. 

Porém, todo aquele tesouro, mesmo sendo o suficiente para comprar um país, não era o que tinha de mais valor naquela vasta imensidão. Comparada a isso, todo o ouro não passava de uma moeda de cobre furada. E esse tal tesouro, esse objeto, o motivo de Rigdard ter passado por tudo que havia passado não era nem de longe tão lindo e brilhante quanto qualquer outra das coisas que ali se encontravam. Numa bigorna negra estava cravada uma espada com o punho em forma de uma cobra. Escura como fumo, e esguia como as pernas de uma donzela podia não ser a coisa mais brilhante daquele lugar, mas sem sombra de duvida era a mais atraente.

Rigdard se aproximou com o ferimento ainda latejando com uma dor penetrante e com as mãos vermelhas e grudentas de sangue ele retirou com o auxilio de suas ultimas forças a espada cravada na bigorna. Ele a pôs em frente ao rosto e viu como era afiada -seria capaz de fazer o vento sangrar.

Consegui

Ele sussurrou pouco antes de cair no chão, ainda segurando a espada. Em meio aquela montanha de tesouros um rapaz de cabelos e pele escura segurava uma espada de cor não muito diferente, enquanto uma poça de liquido rubro se formava a seu redor.


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