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Publicado por Veronicalima

– que publicou 1 textos no ONE.

Tenho 22 anos, e o meu sonho é ser escritora desde criança, eu sempre tentei escrever mas sempre desistia, pois não achar que eu tinha capacidade ou que fosse bom o suficiente. Mas agora decidir ir adiante com esse livro, e me jogar no universo rs. Espero que um dia meu sonho se realize.

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Nov
07
2015

Pisando em cacos de vidros

 

Passos largos numa noite fria em uma rua enevoada, assim que Jude coloca os pés dentro de casa seu telefone toca, incrível como um simples telefonema pode mudar o rumo das coisas. Quando Jude atende, e escuta a voz de Anne, a mulher que ele amou a vida toda e claro que não esperava  pela aquela ligação depois de tanto tempo.

 

– Jude, desculpa te ligar tão tarde assim, desculpa por ligar, principalmente depois desde tempo. Mas não tenho mais pra quem ligar a não ser você. Eu estou na cidade, e bem, tenho pensando em tudo o que aconteceu durante esse dois anos, eu sinto sua falta Jude… Eu não amo o Peter, preciso resolver meu ultimo grande erro.. O inverno nunca foi minha estação favorita.

 

– Ninguém consegue achar o botão para voltar atrás, Anne. Você não pode mais sair dos trilhos, a vida é como uma ampulheta colada na mesa, então coloque a mão na sua consciência antes de tudo. – Diz Jude

Do outro lado da linha, do outro canto da cidade, Anne chora ao telefone. Se arrependendo das escolhas que fez, sentindo a agua quente que escorre do seus olhos , sentindo o peso das palavras ditas por Jude, o jovem que ela amou praticamente a sua vida inteira, pelo menos ate ali. Se lembrou que em janeiro ele fez 23 anos e que ela não ligou, nem nesse e nem no outro aniversario , Jude que não havia estado sóbrio desde da ultima primavera, muitas coisas havia acontecido na vida de ambos desde a ultima vez quem se falaram, Anne nem mesmo sabia que ele havia ido pro exercito  e que virá as coisas mais horríveis todos os dias, que passou noites sem conseguir dormir e que pensar nela, no rosto dela, no sorriso dela era a única coisa que o manteve vivo e que não acabasse enlouquecendo.

 

– Esses erros que você cometeu, você vai comete-los novamente , se continuar persistindo. Sinceramente, não é uma vida e tanto essa que você leva, você não vai conseguir ver a luz se continuar, tampando os olhos, e você não pode me ligar depois de todo esse tempo e simplesmente me dizer, que sente muito e que pensa em mim, esperava mais de você, pelo menos um pouco mais de criatividade no seu pedido de desculpas, seja la o que for que você esta querendo me dizer. – Diz Jude

 

– Engraçado é que nos dois estamos machucados , e eu sei que existem muitas lembranças do passado nem sempre foram boas, e que nos assombra…  Pelo menos para mim.  Mas só você acha que precisa ser concertado e salvo. Pra mim não foi e não tem sido fácil, eu não preciso ficar ensaiando desculpas na frente do espelho, porque ao contrario de você, eu sempre digo o que me vem a cabeça e o que realmente sinto… Você já deveria ter aprendido isso . Eu aprendi as duras pedras que o caminho mais fácil,nem sempre é melhor que o da dor

 

Jude sentiu o peso das palavras ditas por Anne, talvez ele devesse colocar a mão na consciência agora.

– O que eu posso fazer por você então? – Perguntou Jude

– Eu so preciso conversar com você, você sempre me escuta. Preciso desabafar

– Não foi isso o que você disse da ultima vez- Diz jude ríspido

– Eu era jovem Jude, e burra.. Mas preciso fazer o que não  fiz antes, preciso concertar as coisas agora. Peter não é a pessoa certa pra mim, eu sei que demorei tempo demais pra perceber isso. Eu, eu, so sinto muito Jude . Eu tenho que encontrar você, ver você.

 

Do outro lado da linha Jude, passava as mãos sobre o cabelo, tinha que pensar logo, tomar rápido a decisão de  encontrar Anne ou não, ou melhor se ia permitir que ela voltasse para sua vida. Justo agora quando estava começando a se recuperar de verdade, que tinha ate conhecido uma outra mulher, Summer. Uma mulher linda e doce. É claro que o fantasma de Anne o assombrou durante todo esse tempo, só agora ele tinha coragem de admitir para si. Mas havia decidio seguir em frente, e Summer estava ajudando.

 

Jude suspirou e disse:

 

– Tudo bem, eu encontro você.

 

Anne já tinha trocado de roupa bilhões de vezes  e nada parecia adequado , bom o suficiente. Estava ansiosa e nervosa, parecia mais uma adolescente. Quando saiu de casa começava uma chuva fraca, agora quando já estava na estrada a chuva ficava cada vez mais forte. Dentro do carro, se lembrava da primeira vez que viu Jude, o jovem e lindo rapaz, alto dos olhos verdes, dos cabelos da cor de mel, quase podia sentir o cheiro de Jude, como se ele estivesse ali dentro do carro junto a ela. Estava ansiosa para rever Jude, tinha feito escolhas erradas no passado, Anne nunca quis escolher entre sua carreira e o amor de Jude, mas os dois juntos não dava certo… Decidiu escolher a carreira e no começo acho que realmente tinha feito a escolha certa, tinha ali o sonho de cantar nas mãos e com a sua agenda lotada de show, entrevistas nem dava tempo de pensar no pobre Jude. Teria ela sido egoísta? Ela pensava que sim, só que, só agora.  E foi em uma destas entrevistas que ela conheceu Peter e foi aí que fez uma das maiores burradas. No momento em que ela viu Peter lembrou-se Jude, mas quando Peter tocou suas mãos ela nem se lembrava do porque tinha lembrado Jude. E neste momento seus olhos começam a ficar embasados por conta das lágrimas que começava a brotar, se abaixou para pegar um lenço no porta-luvas para impedir que as lágrimas borrasse sua maquiagem que tudo aconteceu. Anne ouviu uma buzina incessante de um outro carro, um momento de descuido, percebeu que seu carro estava quase atravessando a pista indo em direção ao carro da buzina incessante. Rapidamente virou o volante e se recompôs.

 

Jude vinha caminhando tranquilamente sob a chuva, já que o café aonde eles tinham marcado de se encontrar era perto de sua casa. Jude vinha andando de cabeça baixa, com a mente cheia de palavras, lembranças, sentimentos soltos. Não sabia o que aconteceria naquela noite, no que sentiria quando visse Anne depois desses anos todos. Quando Jude chegou notou que ela ainda não havia chegado, escolheu uma mesa e esperou por Anne por alguns minutos que mais pareceram horas, quando Jude ouviu o sino da porta se abrindo, e se recusou a olhar pra atrás com medo dela ter o enganado mais uma vez, de ela não vir, foi então que ele sentiu o perfume, sentiu o cheiro dela. Aquele cheiro que o perturbou durante meses, que o impediu de dormir naquela primeira noite.

 

O coração de Anne batia num compasso de um samba dentro de seu peito, suas mãos suavam, e tremia. Mas já que havia chegado até ali não podia mais voltar atrás. Respirou fundo e tocou o ombro de Jude.

 

– oi – disse Anne tentando o máximo parecer tranquila. – há quanto tempo. Quando colocou  os olhos sobre Jude, teve a certeza que ter o procurado e ido até alí foi a escolha certa, só se arrepende de não ter feito isso antes, se sentia até feliz.

 

– oi – disse Jude com a cabeça baixa.

 

– está aqui há muito tempo? – pergunta Anne

 

– não.

 

– pediu alguma coisa? – pergunta Anne

 

– você está diferente. Antigamente você ia direto ao ponto, nunca foi de ficar de conversa fiada.

 

Anne bufou e disse

 

– não gostaria que você ficasse lembrando de quem eu era no passado.

 

Jude levantou a cabeça e a encarou.

 

– essa não é uma conversa sobre o passado? Não foi por isso que me ligou?. Uma coisa você não mudou ainda continua contraditória – disse Jude rude.

 

Ele quer me fazer desistir dessa conversa, mas não vai conseguir – pensou Anne.

 

Enquanto Anne se preparava pra falar, uma moça loira dos olhos cor de mel, com uniforme de garçonete se aproximou.

 

– já sabe o que vão pedir?

 

– dois cafés – disse Jude

 

Moça se virou e Anne respirou fundo tentando criar coragem pra começar a falar

 

– essa conversa não é fácil pra mim

 

– pra mim também não é fácil olhar pra você – disse Jude sorrindo

 

– por favor me deixe falar, me deixa falar tudo e quando eu terminar você pode vir com suas acusações e com sua grosseira. Pra começar tenho que dizer que sinto muito por tudo que houve – disse Anne

 

– sente muito pelo o que exatamente? – perguntou Jude

 

Anne o encarou e suspirou

 

– o que? Só estou curioso pra saber sobre o que exatamente você está se desculpando.

 

Nesse momento a garçonete se aproximou deixando os dois cafés sob a mesma, não se deu o trabalho de se anunciar e perguntar se eles queriam algo mais , sentindo que a conversa está tensa. Colocou os dois cafés e se afastou.

 

– sinto muito por ter brigado com você naquela noite, por ter te acusado de várias coisas, de não ter te ouvido, de não ter pedido sua opinião. Sinto muito ter tomado a decisão sem você, sinto muito por não ter dito a coragem de ter me despedido, por ter simplesmente ter-te escrevido uma carta e principalmente por ter te deixado.

 

– agora sim estou pronto pra essa conversa. – disse Jude provando do seu café

 

– eu sei que pra você tudo o que aconteceu, tudo o que eu fiz, não tem explicação, mas não é bem assim Jude. Não foi tão fácil pra mim deixar você, e ir embora daqui. Era o meu futuro em jogo, a minha vida, o meu sonho.

 

– E claro, que a sua vida, o seu futuro não podia me incluir né?! Eu não fazia parte. Só que, e quanto a mim? E quanto ao meu sonho? Quanto a minha vontade de ter uma família com você?!

 

Enquanto Jude falava, Anne observava o seu rosto, notou as mudanças que o tempo fizera nele, seu cabelo que era grande agora estava bem curto, seus olhos tom de verde esmeralda estavam do mesmo jeito da última vez que ela tinha visto, mas o corpo magro de Jude tinha mudado, estava mais esguio, e forte. Mas uma vez Anne se arrepende da escolha que fez..

 

– você se quer pensou em mim? Levou os meus sentimentos, o meu amor em conta ? – perguntou Jude

 

Anne não queria responder essa pergunta, se ela dissesse a verdade tudo iria por agua abaixo.

 

– Só me escute. Eu pisei na bola, você sabe, eu sei, todo mundo sabe.  Agora o que você não sabe é que eu me arrependo, e o que você não lembra e não faz questão de lembrar é que você também errou Jude, mas pra você é muito fácil apontar os meus erros e me crucificar.  E o que você não sabe é que apesar de tudo o que aconteceu, eu o quero de volta. Eu quero recomeçar, quero concertar os meus erros. Eu ainda amo você.

Não foi bem assim que Anne tinha planejado, e agora que tinha dito seu coração parecia que ia sair de dentro do peito com o silêncio de Jude.

 

– Eu não sou mais seu fantasma, você perdeu o amor que eu mais amei o amor puro que só tive por você e desde que você foi embora eu estive metade vivo e agora você quer voltar. Diga-me Anne com que direito você acha que pode me pedir isso?! É claro que as cicatrizes ainda existem. Você foi extremamente egoísta, e você só quer voltar por causa de arrependimentos, por ter tido uma vida infeliz, e não por me amar, se me amasse não teria me deixado. E agora te pergunto, eu te deixei faltar alguma coisa? Eu te dei o meu melhor. Eu te decepcionei alguma vez? Sei que essas perguntas são ridículas, porque no fundo eu sei que a culpa não foi minha, mas eu preciso saber. Acho que você se acostumou a sempre me ter por perto. Mas eu não consigo compreender como foi tão fácil pra você ir embora, fugir. Nas primeiras semanas eu achava que você voltaria, achei que você só precisava de um tempo, que veria as coisas com mais clareza, e depois voltaria rindo dizendo que estava tudo bem… Mas as semanas se transformaram em meses e os meses se transformaram em anos. Sinceramente eu achava que você me amava mais do que isso.  Eu juro, que não entendo porque não foi o suficiente pra você. E se a peças não se encaixam mais , não tem porque tentar.

 

Anne não conseguia olhar para Jude, havia uma batalha dentro dela para não chorar

– eu amo você Jude – disse Anne

– mas eu não.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ACIDENTE JÁ EM COMA

 

–  Na ressonância mostra que ela sofreu uma baque muito forte um lado do cérebro , que está afetando o seus órgãos vitais, e perda de oxigênio no cérebro . E então o coma nada mais é do que um resultado do corpo lutando para tentar se proteger dos danos mais graves. – Disse Dr. Ross

Joseph Ross, era um amigo antigo de Jude se conheceram desde criança  e que se tornou medico.

 

– Isso não deveria estar acontecendo, eu não poderia ter permitido que isso tivesse acontecido.                – Disse Jude

– Olha Jude, eu faço uma noção do que você esteja passando.  Nossa, Anne voltar depois de todo esse tempo, te procurar e agora isso. Mas de uma coisa eu sei, você sabe o quanto ela dirigia mal, ela sempre foi uma péssima motorista.

– Isso não tá ajudando, é só mais uma razão para eu não ter a deixado sair naquele estado.

Ross suspirou e disse

– O que eu sei é, que o acidente não foi culpa sua, e não vai adiantar você ficar se culpando porque não vai ser isso que vai tirar ela do coma. Se culpar não vai adiantar em nada.

– Então me diga o que é que eu devo fazer, além de vê-la morrer?

– Se você tem fé, se teve fé alguma vez na sua vida, agora é hora de usar. – disse Dr. Ross com a mão no ombro de Jude e saiu.

 


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