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Nov
11
2015

Sobre a morte

A verdade é que, eu já esperava por essas palavras, mas de alguma forma eu precisava da confirmação delas… eu da minha forma masoquista as queria ouvir. Já me encontrava mal antes, agora mais que nunca não sei o que fazer. Penso em tudo que eu queria ter feito e que de alguma forma me soam como uma libertação, somente agora. Como se antes eu não pudesse ter feito, mas agora eu quero fazer, quero sumir, quero ir para qualquer lugar, ou para junto de qualquer pessoa que não me lembre dela. Mas por que ela fez tanta diferença assim na minha vida? Afinal, nem é sequer a pessoa que eu queria, e a algumas semanas atrás eu que estava querendo ficar longe dela. Acho que mais uma vez me sinto mal, somente por estar vivenciando mais uma vez um sentimento que parece que nunca sai do meu cotidiano. Algo que eu tenho me adaptado a ele, pois como uma doença sem cura eu tenho que me acostumar com isso. Sempre jogado para o mesmo posto, o mesmo local, como se eu estivesse preso nesse meu ciclo eterno da minha própria compulsão a repetição, tentando me libertar e ser quem eu quero ser e com quem eu quero ser.

Ao meu ver não consigo sair dessa estagnação tão decorrente na minha vida, parece que vim ao mundo para ser um tipo de objeto para os outros, um tipo de objeto peculiar na prateleira da vida, que pessoas se interessam por sua diferença notável, mas que enjoam após alguns momentos tendo que conviver com aquela diferença. Afinal, é bem mais simples ignorar a diferença do que se adaptar a ela.

Me pego pensando se de fato sou eu quem estou errado, ou se são os outros. Não quero colocar a culpa diretamente em alguém, ou nos outros, ou até mesmo na sociedade a quem estou inserido, sem antes saber se tenho essa credibilidade. Por isso prefiro tentar me analisar, me conhecer, e assim como uma straight line saber a origem da problemática e, se não houver uma problemática externa, que eu ao menos consiga entender a o que eu venho fazendo para não conseguir passar um único dia da minha vida sem pensar na morte.

A morte é algo que ninguém quer pensar, mas todos um dia já se interessaram e então chegaram a um estágio da vida, que vou denomina-lo como estágio de renúncia da morte, um estágio inerente ao desenvolvimento humano. Todas crianças se questionam sobre a vida e sobre a morte, é interessante ter essas primeiras indagações a respeito de assuntos que depois de tantos anos, ninguém consegue caracterizar concretamente e dar a última palavra a respeito. Quando digo a última palavra sobre a morte, estou abrindo a morte para além da morte e tudo que vem pós-morte, assim como podemos falar o que houve antes da vida, das nossas vidas e um dia, da nossa morte. Chega um período da vida que simplesmente paramos de perguntar sobre a morte e, nos perguntar sobre a morte. A morte simplesmente se torna algo intrínseco as nossas vidas, algo ao qual temos que nos contentar. Uma relação de desprendimento de algo que ninguém quer se desprender, da vida.

Mesmo aqueles que clamam pela morte, que não tem mais aquele impulso pelo qual viver, ainda assim, não querem se desprender da vida quando a morte chega, mas sim, querem dar finitude aquele ou aquilo que o causa esse sentimento do finito. Mas, afinal porque esse apego tão grande a algo tão sofrido que a vida é. Porque pessoas que sofrem tanto na vida, ainda assim não desistem dela? Será que desistir da vida é de fato um ato de fraqueza? Ou simplesmente admitir a fraqueza pode ser um ato de coragem em determinadas circunstâncias? Creio que não achei ainda a explicação necessária do porquê esse apego tão grande da vida.

Me vejo em uma bifurcação, onde em um lado vejo o caminho da minha vida, e o caminho da minha morte. O caminho da minha morte apesar de ser um caminho certo e imutável, ele ao mesmo tempo tem seu lado misterioso e inexplicável, sendo facilmente comparado ao caminho da vida, a diferença que eles divergem pela sequência. No caminho da vida encontrarei no decorrer dele coisas inexplicáveis e diversas formas de viver, porem todas muito misteriosas também, pois nunca somos iguais a como éramos a alguns momentos atrás, somos seres em constante mudança e livres para mudarmos nossa essência, no entanto nesse caminho, o final dele não é nada misterioso, pelo contrário, temos aqui no final da estrada a certeza do final, da finitude de nossa existência. Esse é o ponto que quero chegar, esse ponto do misterioso, e algo que nunca então vi sendo discutido é, porque as pessoas têm um impulso tão grande para viver esse mistério e incertezas da vida, mas tem tanto medo de descobrir aquilo que é tão incerto após a morte?


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