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Dec
09
2015

A Garota do Outro Lado

Eu vivia há muito tempo atrás numa pequena e pacata cidade, muito pode acontecer aqui e ali. Mas nenhuma história teve mais força do que as histórias que possuem a força do espírito e inocência de nossas crianças, e mergulhando entre ruas, casas e vidas alheias, havia uma pequena e singela casa, onde um grande evento de proporções místicas, o qual eu protagonizei, teve seu palco naquela noite. Para entendermos melhor vou levá-los até os estranhos caminhos das lembranças envoltas no meu passado.

 

Deitado em minha cama descansando o que eu vejo segundos antes de fechar os olhos?

Ventos passam pelo cômodo, um ar gélido domina meu ser como se um grupo de espíritos dominassem minha pessoa. E sob meus olhos pude ver surgir uma pequena e comum janela coberta por grandes cortinas vermelhas que balançavam, e entre as cortinas tremulas por brisas de ventos inúmeros feixes de luzes atravessavam a janela e batiam em minha cama. Já era madrugada naquele momento e aquelas luzes me faziam questionar questões de realidade e fantasia.

“Seria eu apenas um personagem de um livro? Ou eu estava presenciando um deslumbrante fenômeno que poderia quebrar tudo o que conhecemos da física e todas as outras ciências em milhares de fragmentos, assim como os fragmentos de uma janela quebrada pela bola chutada por uma criança na rua?”

Tais perguntas não poderiam ser respondidas nem por mim e nem por ninguém naquele momento. Eram questões que estavam muito acima dos ecos da minha mente. Mas, quando menos se esperava, entre os ventos e as luzes da janela uma célebre sinfonia inundou meus ouvidos, que antes estavam compenetrados no silencio da noite, ou assim eu pensei inicialmente, porque aquela sinfonia trabalhava de forma diferente, pois ela não estava sendo escutada, ela era sentido da ponta de meus dedos até o âmago do interior de meu ser, um misto de sensações diferentes. Eu precisava levantar e ao levantar e deixar as luzes baterem em meus olhos eu pude sentir enfim a verdade, eu puder ver finalmente o que era.

Uma grande sinfonia sem som, um sinfonia de notas musicais que flutuavam por todo o quarto se movimentando entre altos e baixos com diversos tons de cores provocando uma explosão arco-íris de cores e movimentos simbolizando os ritmos que a música que deveria gerar. Era uma partitura viva navegando ao redor de mim. Naquele momento eu percebi que havia muito mais no mundo do que eu poderia aprender ou saber. Os mistérios do universo haviam se revelado para mim. Mais do que isso, eu podia ouvir vozes, uma voz suave e feminina saindo pela cortina, determinado e deslumbrado pelo fenômeno que atingiu meu quarto, fechei os olhos e mergulhei a mão no desconhecido interior da janela, minhas mãos não mergulharam tão fundo. Pois o que toquei nada mais era do que um vidro gosmento e mole, pensei em mergulhar os dedos mais profundamente na estranha gosma, contei até três e mergulhei a mão mais rápido que um soco do Rocky Balboa, e de imediato saíram faíscas elétricas da gosma que não só me deram um choque que me fez voar contra a parede como ricochetearam por toda a estrutura arquitetônica da casa e a fez por pequenos 3 segundos a casa levitar e em seguida se espatifar na superfície. As luzes da rua se apagaram instantaneamente e eu senti um calafrio como nunca havia sentido antes. Eu estava tonto e com os olhos semiabertos não sabia ao certo se era o choque mental ou físico que me deixou com aquela tontura. Ao abrir totalmente meus olhos vi um belo rosto de pele macia, olhos azuis e cabelos dourados.

Após passar alguns segundos a tontura ia embora e vi que era nada mais e nada menos do que um quadro caído logo abaixo da estranha janela fenomenal envolto em uma pequena e densa névoa. “Quem é você?”, uma voz em minha cabeça falava, eu olhei para os lados e por todos os ângulos possíveis daquele pequeno quarto.

– Quem fala? – Perguntei assustado.

“Estou bem sua frente. Mas não posso ser ouvida pelos seus ouvidos. Mas você pode ler minhas mensagens em sua cabeça.”, que coisa estranha eu pensei o belo quadro falava comigo em minha cabeça, letras materializadas em minha cabeça que podiam ser lidas. “Qual seu nome garoto?”, me sentia estranho com aquela forma de diálogo nova para mim, será que se eu só a pensasse poderia me entender? Ou continuaria a falar com minha voz?

– Eu sou uma pessoa qualquer. – Disse assustado e apavorado com todas as informações que aquela madrugada tinha me trazido.

“Uma pessoa qualquer? Você é engraçado.”, é estranha a forma que quando ás vezes lemos livros e mergulhamos em histórias e acabamos por imaginar como seriam as vozes de cada personagem. Eu me sentia da mesma ao ler as mensagens em minha cabeça, a letras das mensagens da garota se formavam como uma doce e fina voz em meu cérebro.

– Se eu imaginar algo você é capaz de entender? – Perguntei para a misteriosa.

“Creio que não garoto engraçado. Somos de mundos diferentes com formas diferentes de comunicações”. Então minha dúvida estava solucionada ela era realmente de outro lugar, um lugar bem distante do meu mundo eu suponho.

Era como aquelas histórias de ficção científica que víamos em livros, séries de TV e filmes. Dimensões Paralelas. Mas aquilo não parecia muito científico para mim, aquilo era como em “Nárnia”, aquele mundo e aquela garota que haviam penetrado em meu quarto era muito mais fantasioso e belo que não conseguia admitir como uma teoria da ciência. Aquilo era um puro conto de fadas. Acontecendo em uma pequena madrugada em meu quarto. Em um dia em que eu estava sozinho em meu quarto.

– Qual seu nome? – Logo perguntei.

“Cecília. E o seu?”

– Henrique. – Disse de forma orgulhosa, como se eu fosse um grande rei ou guerreiro.

Nunca tive um grande orgulho nem de meu nome, nem das letras que o formavam e muito menos de suas sílabas. Mas naquele momento eu me senti forte. Talvez fosse paixão. Ou fosse mesmo uma ilusão. Já não importava mais o porquê.

– Como é do outro lado? – perguntei pra Cecília.

“Um pouco diferente daí” – Assim ela disse o que achei de certa forma bem óbvia já que era um portal. Aprendi muitas coisas com a cultura que absorvi em livros e desenho animados.

– Você é esse quadro? – perguntei determinado a descobrir tudo sobre a enigmática garota do outro lado.

“Podemos dizer que é uma imagem congelada da minha pessoa, sendo vista por você como se fosse uma janela. Uma ligação de seu mundo com o meu.”. Tudo aquilo era tão poético, mágico e interessante aos meus olhos.

– Você é uma princesa? – Quanta besteira dizer isso eu pensei, mas as palavras já haviam escapado o que eu podia fazer? O estrago já estava feito.

“Não, não imagine.” Pude absorver essa mensagem dela e podia jurar que ela também havia rido e ficado um pouco envergonhada.

– Eu estou adorando falar com você. Quantos anos você tem? – Perguntei curioso sobre a bela garota que se negava ser uma princesa.

“Fiz 238 na última semana estelar.”

– Quanto? – Como ela podia ter 238 anos se parecia tanto com a minha idade? O que era ela e o que era o seu mundo?

“Sim, sim. Porque, não pareço?”, ela dizia aquilo com uma normalidade que me deixou ainda mais, espantada e curiosa sobre o mundo dela. Cedo ou tarde eu precisava descobrir tudo sobre ela e seu mundo, assim pensei.

– De que cor é seu mundo? – Que pergunta besta essa que fiz, mas eu não sabia nada sobre nada e vindo de outro mundo ela podia viver em um planeta verde ou roxo. Tudo estava sendo possível naquela mágica madrugada.

“Que pergunta estranha garoto. Skar o lugar onde vivo é roxo.”, e eis que assim descubro o nome de seu lugar. Skar. Parecia um nome saído das histórias de Star Trek e Star Wars. Eu estava enfim vivendo um sonho inimaginável.

– Eu queria pode tocá-la. – Eu estava envergonhado, mas orgulhoso de minhas sentimentais palavras.

“De que forma garoto?” – Perguntou a garota curiosa com as doces palavras de Henrique.

Eu me agarrei bem forte a um travesseiro de “Star Wars” e com o rosto avermelhado e meio nervoso e disse – Bem primeiro eu passaria a mão suavemente em seu rosto para saber como é o toque de sua pele…

“Sabe você é doce e engraçado…” aquelas palavras ecoaram em minha mente mexeram um pouco com minha alma e meu coração.

– O que iremos fazer? – perguntei olhando atentamente para o quadro da bela garota. Pensando em seus olhos, seus cabelos.

Nós fechamos os olhos e nos tornamos um. – Diz a princesa adorável. – Se você quiser é claro.

– Basta fechar os olhos? – Perguntou Henrique ainda agarrado ao travesseiro.

“Se assim você quiser.”

Naquele instante abracei o travesseiro e dei um longo suspiro.

– E o que acontecerá depois? – pergunta o garoto preocupado.

“Isso vai depender de você.”

– São muitas perguntas e mistérios.

“Assim como tudo na vida”

Eu fechei lentamente os olhos, ao fechar por completo os olhos, vi a escuridão de minhas pálpebras por dois segundos e o que surgiu depois foi algo inimaginável, um turbilhão de cores girando em forma de caleidoscópio, enquanto sentia o meu corpo ser levado por uma forte correnteza era como estar no fundo e sentir seu corpo ser levado pela forte maré de um dia de tempestade, naquele pequeno instante, eu vi tudo que havia no mundo e tudo que haveria de alguma forma existir, toda essa experiência durou 5 segundos e ao fim eu estava caído em um completo vazio branco, onde nada havia. Eu tentei no entanto me levantar e com força tentar me firmar em pé.

– Garota? Onde está você garota? – perguntei vagando e tropeçando pelo vazio assustado.

“Eu estou aqui… Siga minha voz”.

Eu então caminhei pelo espaço até me ver perdido na imensidão do bizarro vazio ao redor.

 

Ninguém jamais suspeitou de que a minha vida havia mudado naquela noite, pois bem longe do espaço em que o garoto sumira não havia pistas do seu desaparecimento.

Na noite seguinte meus pais só encontraram luzes queimadas e roupas no chão do quarto de seu amado filho os pais choraram por horas e horas, e dias e dias. Para diversos vizinhos aquilo não passava de um habitual sequestro de cidade grande. Para seus pais um fenômeno cósmico que levou embora seu filho. Mas todas a estrelas e espíritos que vagam por entre planetas e micróbios sabiam da inevitável verdade daquela noite. A inquestionável verdade de que eu amei naquela noite, e que para o bem e para o mal ele foi levado por seu amor até um lugar além de nossas imaginações.

Há muito longe daquele sombrio e chato mundo, podia-se imaginar milhares de lugares, mas nenhuma imaginação chegaria perto do lugar onde eu e Cecília andávamos e caminhávamos cantando por mágicos bosques habitados por magos e dragões.

Um lugar de grandes proporções onde a felicidade havia encontrado em mim um hóspede eterno pelos anos que ainda viriam.


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