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Dec
30
2015

Trabalho sujo

A primeira luz do sol surgiu não fazia muito tempo. Apesar do inverno naquela região não ser muito rigoroso, a brisa estava tão fria como nas montanhas do leste. Albert estava calmo apesar de ter sido enviado para fazer o que teria de fazer, mesmo sendo contra sua vontade. Matar um homem não é uma missão simples, nem se for o pior dos homens. Albert fora enviado pelo duque Salvior para localizar e eliminar um assassino. Ele aceitara o trabalho pois sua vida praticamente pertencia ao duque devido a uma dívida que ele carrega pela traição de seu pai. Salvior decidiu por um fim a Vellemiel pois a ultima de suas vítimas havia sido um de seus netos. E quem melhor para dar fim a um assassino em série senão o melhor espadachim do reino de Kelton.
O pequeno vilarejo das Sete espadas foi visto por Albert, que acelerou o trote de seu cavalo. Willen era o nome do homem que iria conceder informações sobre o assassino. A taverna que Willen estava hospedado era pior do que chiqueiro, Albert deixou seu cavalo amarrado em um poste e ao entrar, Avistara um homem gordo, barbudo e extremamente bem arrumado sentado em uma mesa, sozinho, tomando uma caneca de cerveja. De acordo com a descrição de Salvior, era Willen.
– Willen? – perguntou Albert – creio que você é o homem que me espera, certo? Salvior disse que te informaria por meio de uma carta quando me enviasse para me encontrar com você.
– Então você é o…quer dizer, de acordo com Salvior, o melhor espadachim de Kelton? hahahaha, esperava um homem mais alto. A coruja chegou ha dois dias. Sente-se, vamos tomar um porre. Afinal, você deve estar cansado da viajem, é um longo caminho de Korlanok até aqui. – O halito de cerveja era insuportável.
– Não se preocupe. Não demorei muito, não poupei o cavalo, pois estou com pressa e realmente gostaria que me contasse o que sabe o mais rápido possível.
– calma, calma, não fique assim. Antes tome uma caneca de cerveja com o velho Willen. – Willen fez um sinal para o taverneiro que em passos rápido trouxe a garrafa com mais uma caneca e serviu ambos.
– Não recusarei. Mas não fique mais embriagado do que já esta, pois preciso dessas informações. Já estou atrás desse assassino faz duas semanas.- Albert saboreou a cerveja. Era de uma cervejaria Vereniana, o sabor era inconfundível.- Cerveja de Vereni. Não sabia que uma taverna tão suja como essa poderia vender bebidas de tão alta qualidade.
– Surpreendente, não ? Mais não se engane. Essa cerveja é minha, comprei em um lugar de alta qualidade. Pedi pra o taverneiro guarda-la para essa nossa conversa. O único tipo de bebida que você consegue comprar aqui é o mesmo tipo que satisfaz um mendigo.
– Vamos direto ao assunto agora. Não pretendo ficar muito tempo nesse vilarejo. – Disse Albert.
– Infelizmente você não vai embora tão cedo. A questão e a seguinte caro Albert, é uma longa história. De acordo com minhas informações consegui descobrir quem foram as cinco pessoas que Vellemiel já assassinou e quem será sua próxima vítima também. Alias, Descobri também que Vellemiel é o nome do nosso assassino. Obvio que são informações sigilosas, não acha ? precisa de um…
– Já entendi Willen. – disse Albert com as mãos na sacola de moedas. – mas antes de eu lhe pagar preciso saber como você consegue essas informações ?
– Simples. Possuo muitos conhecidos por todo o reino e até mesmo além dele. Eles me presenteiam com informações e eu dou a eles sacos de moeda que consigo vendendo essas informações. Não posso entrar em mais detalhes, espero que você entenda que meu trabalho merece sigilo. Eu já lhe disse mais do que deveria. Vamos dizer que fiz isso como um agrado. Afinal, estou negociando com um homem que faz trabalhos sujos para a nobreza.
-Trabalhos sujos ?
– Matar um homem. considera um trabalho limpo ?
”Ele esta certo, estou parecendo esses mercenários sem honra, mesmo Vellemiel sendo o pior dos homens.” – Entendo. não ache que estou fazendo isso por prazer, tenho uma dívida de família e além do mais… Vellemiel não é o homem mais amável do mundo. E por que disse que ficarei aqui por um bom tempo ?
– Porque Vellemiel esta nesse vilarejo.
– Coincidência de mais você marcar um encontro justamente no mesmo vilarejo que Vellemiel esta. E como sabe disso ?
– Não existem coincidências Albert. Meus homens estavam atrás dele há um tempo. Sabiam que ele viria para sete espadas. Após o neto de Salvior morrer eu mandie meus agentes seguir as pistas, rastrear o assassino. Descobri seu nome, quem foram as pessoas que ele matou e pra onde ele iria em seguida.
– Conte-me o que sabe de uma vez.
– Certo, tudo começou ha o que mesmo ? A sim, ha uns quatro meses, quando houve o primeiro assassinato. Um cobrador de impostos do rei que estava no vilarejo do arvoredo, estava inspecionando as casas do local, você sabe, o arvoredo não é igual a esse lugar imundo. É bastante bonito la, as casas são ricas e as pessoas mais felizes. O maldito cobrador saiu da hospedaria e visitou diversas casas para fazer a cobrança. Na manhã seguinte foi encontrado morto. Decapitado, assim como os outros quatro depois dele. Os moradores ficaram assustados e a pequena guarda resolveu investigar mas não chegou a lugar nenhum. O segundo a morrer foi um velho, era algum familiar distante da marquesa Lazarereth. O velho estava na estrada a cavalo indo para o porto. Foram homens fiéis a marquesa que encontraram o corpo. O terceiro também foi um cobrador de impostos, dessa vez o nosso assassino foi mais ousado. Ele o matou em Sharnia. Sim, a capital, o lugar mais seguro de Kelton.
– O rei Julio reforçou a guarda da capital no início do ano, com medo de novas invasões dos fanáticos.- disse Albert.
– Eu disse que ele ficou mas ousado. O quarto homem a ser assassinado foi um soldado da guarda real. estava fazendo a patrulha noturna, sozinho. Esse foi assassinado no vilarejo de Lendilin, faz uns dois meses. O vilarejo deve ter o que… uns duzentos habitantes, ou menos se você não contar com os porcos. Havia também uma carta. A carta parece que dizia algo como ”esse morreu por perturbar a ordem moral, assim como os demais. se continuarem a perturbar a ordem, mais morrerão”. O quinto homem, como você ja sabe foi Thamiel, um dos netos do duque Salvior. Foi assassinado no porto há três semanas. Decapitado e de novo uma carta exatamente igual a primeira.
– Eu vi a carta e o corpo do senhor Thamiel, não precisa me contar detalhes dessa parte da história Willen. Salvior me deixou claro que você tinha informações que me ajudariam a localizar o assassino. Não que as informações que deu sejam inúteis mais não é exatamente o que procuro.
– Calma, ainda não acabei. Para sua surpresa não vim para sete espadas para contemplar essas tavernas imundas. O próximo assassinato ocorrerá aqui. Ele esta perseguindo um homem chamado Joseph, algo assim.
– Seus informantes lhe contaram isso ?
– Exato. O Robbs sempre foi muito inteligente, parece que ouviu que iriam achar esse Joseph hoje a noite sob comando de Vellemiel. Robbs é meu melhor espião. ele sabe como agir.
– Quem é esse Joseph ? – perguntou Albert
– Trabalha para um duque qualquer ao oeste. Kelton tem tantos nobres que é impossível saber o nome de todos.
– Tudo bem que você é famoso entre ladrões, contrabandistas, mercenários e desertores. Mas como o duque Salvior ficou sabendo de você ?
– Não sabe muito sobre seu chefe pelo visto. A questão é que eu ja trabalhei para ele uma vez e é só isso que você precisa saber. Ele reconhece que sou formidável em meu ofício. Isso eu não posso negar.
– Existe a chance desse assassino ser um homem contratado pelos fanáticos de Velirian. Willen, uma coisa a mais. como é que todos tem certeza que as cinco pessoas que morreram foi pelas mãos de Vellemiel ? As cartas só estavam nos dois últimos corpos.
– Albert. Não faça perguntas idiotas. Pense bem. Kelton é um dos reinos mais pacíficos que existem. Duvido que o Salvior já lhe mandou em mais de duas tarefas para perseguir bandidos.
– Na verdade essa é a primeira vez.
– Então. Nem o maior espadachim de Kelton precisa fazer serviços que envolvam a espada, pois não há o que fazer, entende ? O nosso único problema real são as leis severas da nobreza e algumas invasões de fanáticos. De repente em quatro meses cinco pessoas morrem misteriosamente e todas decapitadas. Claro que foi Vellemiel. Além de eu ter certeza devido as informações que eu obtive. É obvio que esse assassino quer dar um aviso, porém as pessoas não compreenderam nos primeiros assassinatos e então ele decidiu escrever cartas para que elas entendam.
– Deve ter algo a mais envolvido, não tenho dúvidas. Andarei pelo vilarejo em busca desse Joseph. irei procurar alguma informação.
– Não esta esquecendo de nada Albert ? – Disse Willen naquele tom nojento de deboche que tinha. Albert puxou o saco de moedas que Salvior havia separado para Willen.
– Apenas duzentas moedas ? hahaha, costumava valer mais ha um tempo atrás. porém já que o duque Salvior me paga apenas isso, o que posso fazer. Albert, não acho que irá valer a pena sair andando atras de Joseph. ele é um homem muito reservado, quase nunca vemos ele.
– Que seja. Tentarei de alguma forma arranjar alguma coisa sobre Joseph. – Disse Albert saindo pela porta da taverna

….

Albert alugara um quarto em uma taverna, um pouco melhor do que a que ele se encontrou com Willen. Ele já havia perguntado por todo o vilarejo das sete espadas sobre esse homem chamado Joseph. Perguntou para o ferreiro Igor, mais não obteve nada. Perguntou para os taverneiros locais, vendedores de ruas, guardas e senhoras. Nenhum deles nem se quer sabia quem era Joseph. Era estranho. Geralmente quando um homem de algum nobre vem para um pequeno vilarejo como o da sete espadas a população não se contém e começa a fazer fofocas sobre o que o homem anda fazendo naquele lugar. De acordo com Willen a tentativa de assassinato de Joseph iria ocorrer hoje de noite. Cansado de procurar, Albert decidiu apenas descansar para mais tarde.
O quarto de Albert era muito pequeno. Tinha apenas uma cama com colchão esfarrapado e nada além disso. Pelo menos a janela mostrava uma boa vista do vilarejo. Albert olhava pela janela, pensativo sobre esse homem, Willen. Era certo que ele não era de confiança. Estava se perguntando como realmente Willen conseguiu tanta informação sobre quando e quem Vellemiel iria assassinar. Os pensamentos de Albert foram interrompidos com o barulho da porta de seu quarto batendo.
– Entre! – Disse Albert. Um garoto de aproximadamente quinze anos entrou no quarto.
– Senhor Albert, certo ?- Perguntou o menino.
– Sim. E a quem devo minhas honras ?
– Meu nome é Bredon, senhor. Meu mestre, o senhor Igor, me mandou. Ele diz que descobriu uma coisa sobre um homem chamado Joseph.
Albert arregalou os olhos e fitou o garoto. – Fale-me então do que se trata Bredon.
– O mestre mandou dizer que esse tal de Joseph estava fora da cidade. Ele veio para Sete espadas para inspecionar casas sob comando da duquesa Serine. Porém houve um imprevisto e teve que sair. porém estará de volta ainda essa noite.
– Obrigado Bredon. Mais se me permite perguntar, como é que o seu mestre sabe disso tudo ? ele não sabia de nada quando eu o procurei e isso foi no final da manhã.
– Sinceramente senhor, eu não sei de nada. Meu mestre Igor não me falou como conseguiu isso, apenas pediu para que eu enviasse essa mensagem para o senhor.
– Isso quer dizer que seu mestre procurou saber sobre Joseph. Mas o que o deixou tão interessado em minha procura ?
– Também não sei senhor. Apenas recebi ordens. Fiz o que ele me mandou fazer.
– Tudo bem. Sou grato Bredon. – O garoto ia saindo do quarto de Albert, porém perto da porta ele se virou.
– Senhor. Esqueci de uma coisa importante. O mestre também mandou lhe dizer que Joseph não estava sozinho. Ele estava acompanhado de uma bela dama. Não sei qual é seu nome, mais ela provavelmente virá esta noite com ele. – Albert agradeceu e Bredon saiu do quarto.
Albert refletiu sobre as informações e ficou intrigado como Igor conseguiu de uma hora pra outra as respostas que Albert procurava. Com certeza havia algo errado nessas informações. Ninguém além de Willen e Igor sabia sobre Joseph. De acordo com Willen, Vellemiel iria atacar nessa noite, justamente a noite que Joseph iria retornar. Isso significa que Igor sabe de mais. Como ele soube dessas informações ? Albert pensou em procurar Willen e contar para ele o que sabia, mais decidiu que era melhor não. Willen também sabia demais.

….

A noite estava fria, o vento cortante. A noite estava escura, no céu não havia lua nem estrelas e pingos de chuva já podiam ser sentidos por Albert. O vilarejo estava vazio aquela hora, nem guardas nas ruas tinha. Todas as pessoas já estavam em suas casas dormindo. Albert havia saído da taverna com sua espada não havia muito tempo. Ele se dirigia para a entrada principal do vilarejo, para ver se Joseph já vinha. Mais para sua surpresa, avistou apenas uma figura gorda, barbuda e esfarrapada.
– Willen ? Que diabos está fazendo aqui homem ?
– ALBERT ! que bom que veio logo. Achei que viesse esperar a chegada de Joseph aqui. Vim te avisar que Joseph já esta no vilarejo e precisamos correr, ele provavelmente já deve estar correndo perigo.
– Como sabe sobre Joseph ? Como sabe que ele não estava na cidade ? Conte-me logo que o que você ta tentando fazer.
– Eu já lhe disse Albert, Meus informantes são de qualidade, eles conseguem qualquer tipo de informação valio…
– Não me interessa Willen, conte-me tudo.
– Tudo bem. Você me pegou. Me siga, sei onde esta Joseph e ele corre perigo, la irei te contar tudo. Eu juro pelos segredos que eu guardo. – Willen saiu correndo imediatamente vilarejo adentro e Albert correu logo atrás dele. A chuva começou a aumentar e o frio já estava incomodando.
Willen virou a esquerda, em um beco entre duas casa de pedra, se não fosse pelas duas lamparinas penduradas em uma das paredes da casa a direita, tudo estaria muito escuro. Willen parou de correr e ficou ali cansado com a respiração ofegante.
-JOSEPHH CHEGOU. – Willen gritou. Os pelos da nuca de Albert se arrepiaram e começou a suar frio. Ouviu um barulho vindo de cima de umas das casas e quando olhou, um homem pulava com a espada em sua direção. Willen correu como um leopardo para fora do beco. Albert rolou para frente e conseguiu escapa do ataque. O homem conseguiu estabilizar a queda com um rolamento e imediatamente se virou para Albert. O atacante usava um capuz e vestimentas negras. Sua espada reluzia com a luz das lamparinas. O homem avançou em direção a Albert com um golpe frontal, porém Albert conseguiu repelir o golpe. Ambos lutaram com bravura. O tinir das espadas era um som aterrorizante. Albert estava nervoso mas também empolgado.
– Quem é você ? Vellemiel ? – perguntou Albert enquanto defendia um ataque que vinha em direção a seu peito. O homem misterioso não respondeu e continuou investindo ataques contra Albert. O homem era muito rápido, conseguiu desferir um arranhão no braço direito de Albert, mais isso não o atrapalhou. Quando viu a oportunidade, avançou contra o homem encapuzado, que teve que fazer um movimento para traz, fazendo com que seu capuz caísse. O homem revelou ter aproximadamente cinquenta anos. Tinha barbas grisalhas e parecia um pouco cansado.
Mesmo assim avançou de novo contra Albert, a luz de sua espada de aço reluzia contra as lamparinas na parede. os cabelos e a barba grisalha balançavam com o vento frio. Albert conseguiu defender a investida e deu uma meia lua para trás. Avançou contra o homem, porém esse defendeu o ataque.
-Pelo visto é verdade o que dizem. você realmente parece ser o melhor espadachim de Kelton. Pelo menos o mais conhecido.- Albert ignorou e continuou investindo contra o homem.- lembro de você Albert, quando Ganhou o torneio em Haligan. foi uma bela vitória aquela.- A voz do homem já estava irritando Albert. ele sabia que aquilo era pra desconcentra-lo. mais ele ignorou e continuou investindo contra o homem.
Albert pulou com a espada em direção ao rosto do homem,mais o mesmo pulou para trás. O homem misterioso estava com a respiração ofegante e seus movimentos começaram a ficar mais lentos. Albert continuou investindo e o homem defendia, porém com dificuldade. Albert se descuidou e levou um chute, e o homem girou sua espada em direção a cabeça de Albert que por pouco abaixou e voltou a se defender.
” Preciso aguentar mais, ele já esta cansado daqui a pouco apenas terei de dar o golpe fatal.” – Pare, não precisamos lutar,soltemos nossas armas e resolvemos isso na conversa.- o homem ignorou e continuou atacando, porém os ataques estavam ficando cada vez mais lentos. Albert girou sua espada para repelir um ataque frontal e fez com que a espada do sujeito caísse. O homem deu um chute em Albert, porém Albert rapidamente abaixou e pegou a espada do homem e apontou as duas armas e sua direção.
– Eu me rendo.- disse o homem com a voz cansada, porém calma.
– Você assassinou cinco pessoas a sangue frio, como você ainda acha que ouvirei alguma explicação? – Por mais que Albert ameaçasse, não estava com coragem de dar o golpe.
– Só luto por Kelton, apenas isso. As pessoas que matei eram idiotas que oprimiam o povo. Inseriam as leis da nobreza pela força. Não mereciam a vida e nem o poder que possuíam. Alguém tinha de acabar com isso. Como vi o reino todo acomodado demais , eu mesmo tomei a iniciativa. Satisfeito agora Albert? pronto, você já tem a sua preciosa verdade.
– Isso não justifica as mortes. Apenas Nossa Deusa decide quem merece viver e morrer. Que tipo de pessoa é você para tirar a vida de pessoas inocentes a sangue frio ?
-Inocentes? você não percebe que Kelton é um bordel nas mãos da nobreza? Ainda mas agora, que a vossa majestade, o rei Julio II declarou ajuda na guerra contra os Fanáticos. Isso é uma imundice Albert. Você trabalha diretamente para um nobre, deve saber do que eu falo. Eles são sujos, não prestam e jamais serão melhores que um homem que mata por um ideal. As pessoas que matei eram patéticas. você acha mesmo que não faço investigações e nem penso antes de agir ?
– Independente de suas motivações, matar cinco pessoas assim é maligno. Você é um monstro.
-Eu já lhe disse homem. As pessoas que eu matei eram todas da nobreza. Abusavam do poder que possuíam e o usavam para oprimir os menos favorecidos.
-Enquanto ao quarto assassinato ? Era apenas um soldado fazendo a vigília noturna.
-Ele era um recruta que ja achava que era comandante. Usava seu poder militar para roubar caravanas na estrada real e fazia coisas erradas em Sharnia as escondidas. E os malditos cobradores de impostos, o que você me diz ? Os nobres travam suas guerras e a população tem que financia-las ?
Albert ficou parado, apenas olhando para Vellemiel. Pensou no que o velho falava e nem tudo era mentira. Lembrou de um caso que Salvior sentenciou um homem a tomar dez chibatadas apenas por ter reclamado do preço do imposto. Porém ainda não compreendia uma coisa. – Sei que esse Willen é um mentiroso, mas como entrou em contato com ele antes de mim ? – Perguntou Albert.
-Fácil. O plano foi todo muito bem arquitetado. Andei te investigando pouquíssimo tempo depois que você começou a me procurar. Segui seus passos e escondi os meus. Acho que fui bem em minha investigação pois você nem sequer percebeu que eu estava atras de você o tempo inteiro Albert. Soube que iria entrar em contato com Willen. E uma coisa Willen não mentiu pra você . Ele realmente é um espião formidável.
– Como soube que iria entrar em contato com Willen?
– Eu sei que Salvior sempre o contrata quando quer informações. Eu sabia quem era Willen e onde ele ficava. Foi só uma questão de contrata-lo antes. Inventei uma história qualquer sobre quem eu iria assassinar para dar um falso motivo do porque Willen vir exatamente para sete espadas. O resto ele improvisou. Até deu umas moedas para o ferreiro te contar outra história falsa.
– Geralmente assassinos preferem não contar como seus planos foram executados. – Disse Albert.
-Você esta com duas espadas apontadas pra mim. Pode me levar para guarda e revelar quem eu sou. Assim seu duque iria ganhar prestígio por ter me capturado. É melhor que eu te conte a verdade, você irá me entender pois você concorda comigo.
”Ele esta certo. Os nobres travam as guerras e o povo comum tem que financia-las. Além de perderem suas casas, seus pertences e muitas vezes suas vidas. Kelton era pacífico antes do maldito rei apoiar a guerra contra os fanáticos. Agora temos invasões constantes, mortes e desespero.”
Albert fitou Vellemiel, sem falar nada. Apenas pensando no que iria fazer, no que diria para Salvior quando retornasse. Não teria coragem de tirar a vida de um homem desse jeito. Na verdade, aceitou a missão sob pressão, nunca gostou da idéia de ter que caçar e matar um homem parar um nobre. Ficaram se olhando, um para o outro. As mãos de Albert tremiam segurando a espada, suava frio e respirava ofegante. Enquanto Vellemiel estava tão calmo como se não tivesse de frente para um homem que podia mata-lo a qualquer momento.
– Eu vivi minha vida praticamente toda sobre o teto do duque Mendilin antes que ele morresse.- Disse Vellemiel.- Era um homem deplorável. Mais ainda sim melhor do que o que temos nos dias de hoje. Ele me mandava fazer coisas horríveis as escondidas. E quando eu não tinha exito, era punido. E você também será se voltar com a sua missão incompleta. Mas se completa-la ficará com suas consciência pesada não é mesmo ? Alias, nunca pensou nisso ? Salvior manda você sujar suas mãos enquanto ele fica parado em um maldito castelo com inúmeros servos colocando bebida no seu copo.
– Eu nunca cacei um homem. Só matei assaltantes enquanto viajava em outros reinos, mais por pura defesa pessoal. Não irei te matar Vellemiel. Siga seu caminho. Faça o que achar melhor. Nunca mais quero vê-lo.- Disse Albert, entregando a espada para Vellemiel.
– Antes de eu ir embora Albert, lhe darei um conselho. Abandone esse duque.
– Não posso. É um juramento de dívida. As leis para a quebra desse tipo de juramento são bem claras.
– Você é o melhor espadachim de Kelton e um dos melhores de todo continente. Arranjara serviço em outro reino onde as leis de Kelton não valem nada.
Vellemiel virou as costas, colocou o capuz e saiu pela noite. Albert ficou parado, olhando para o nada, se sentindo aliviado de não ter tirado a vida de ninguém. Mais também um leve sensação de culpa bateu em seu peito. Uma coisa era certa. Traição jamais poderia ser perdoada tão facilmente.

….

O rosto de Willen estava roxo. Ele estava gritando, gemendo e pedindo desculpas para Albert por ter o traído.
– Por favor Albert ele me ameaçou de morte se eu não o ajudasse, por favor.
– Quero meu dinheiro Willen. Você não cumpriu com nosso acordo e me deu informações falsas.
– Fale para o duque que…
– Não quero saber do duque, Willen, não trabalho mas para ele e nunca mais irei trabalhar. Nem que ele me persiga até minha morte. Agora eu quero meu dinheiro.
– Aqui aqui esta. – disse Willen puxando uma sacola com moedas e entregando-a para Albert, que abriu o saco e verificou o dinheiro.
– Cento e cinquenta ? Lembro de ter lhe entregue duzentos.
– Você sabe, tenho meu gastos e…. ahhhh, por favor pare. – disse ele após o punho de Albert atingir seu olho direito. Albert pegou a sacola de moedas e deixou Willen na rua gritando e gemendo.

….

Albert ia saindo do vilarejo montado em seu cavalo. Pensou sobre os acontecimentos e ficou feliz por não ter matado Vellemiel. Mesmo ele sendo um assassino. Com certeza não ficaria com a consciência limpa se tivesse terminado o trabalho que fora designado a fazer. Pensava em abandonar o duque Slavior. A traição de seu pai perdeu muito peso depois que sua mente foi influenciada com a conversa que teve com Vellemiel. Decidiu seguir para o oeste. Para outro reino, talvez Aspasia ou quem sabe até mesmo Haligan. Era conhecido la, arranjaria emprego facilmente. Se tivesse sorte, o duque Salvior poderia até pensar que ele morrera em missão.


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