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Jan
22
2016

No One to Trust

Western

Um bar. Uma área de transporte de imigrantes. Pessoas mal-encaradas prontas para matar umas as outras. Uma tempestade que não deixa nenhum deles sair. O que pode sair de bom em um lugar como esse? Isso era o que Jason Mcklinton estava pensado sentado no balcão, na cadeira do meio, na frente do bartender. O piano tocava de fundo por um homem com aparência mexicana dando ao bar um ar ainda mais melancólico. Ele não tinha nada que chamasse a atenção no lugar. Possuía barba grossa e negra, era branco e era apenas um marujo de pouco mais de quarenta anos com uma roupa comum (camisa xadrez amarrotada e manchada e uma calça jeans velha e rasgada). Ele segurava seu pequeno copo de bar já pela metade enquanto olhava com desconfiança de um lado para o outro vendo cada uma daquelas pessoas que mal se conheciam, mas já queriam se matar. Ele analisava cada um deles, homens e mulheres de todas as raças e culturas e seu potencial para causar uma encrenca naquele bar. Enquanto estava distraído analisando-os ele sente uma mão pesar sobre seu ombro chamando sua atenção. Ele continua a olhar para frente sem se virar para o homem alto, musculoso e cheio de tatuagens atrás dele, mas continua tenso. Caso alguma coisa acontecesse ele possuía um revólver no cinto pronto para a briga e tinha um físico suficiente para espancar qualquer um no bar.

– Hey, cara, você está em um excelente assento aqui, não é? – Ele diz puxando Jason um pouco mais para trás pelo ombro. Jason bufa e resmunga fazendo um sinal para o cara sair. – Ah, você não está entendendo… – Ele fala e puxa Jason da cadeira fazendo-o ficar de pé cara a cara com ele – Eu quero esse lugar!

Os dois ficam se encarando sérios até que Jason sai do lugar, pega o copo e sai sem causar tumulto. Enquanto saia o homem ainda lhe dá um empurrão nas costas zombando e sentando no lugar dele. Jason respira fundo e olha para o copo para confirmar que nenhuma gota havia sido perdida e então vira toda a bebida e bate com o copo em outra mesa deixando ele lá. Ele se recosta em uma parede velha de madeira e volta a encarar todas as pessoas no lugar.

– Muito inteligente o que você fez ali. – Diz um homem se aproximando e se recostando ao lado dele. – Evitando conflito com aquele cara. Isso provavelmente geraria um tiroteio desgraçado aqui dentro. – Ele falava baixo, mas não conseguia esconder o seu sotaque arrastado do interior, provavelmente um fazendeiro, e usava uma camisa com grossas listras azuladas e uma calça jeans segurada por uma grosso cinto de couro com uma grande fivela. Ele tinha uma winchester pendurada no ombro. Jason bufa por causa da simpatia do homem.

– Se eu fosse você tomaria cuidado com quem fala por aqui meu amigo. Apenas uma palavra e é um tiro direto nessa sua barba ruiva irlandesa. – Jason responde grosso e seco. Ele não queria se envolver com ninguém por ali e só esperava até a próxima oportunidade para sair dali. Uma risada escapa do homem e ele leva a mão para a cintura debaixo da camisa.

– Qualquer coisa eu tenho uma guarda-costas logo aqui. – Ele responde com um riso sarcástico. – Mas, se você evitou uma briga com o brutamontes ali, você não ia me encher de buracos por parabeniza-lo por isso.

Jason solta um longo suspiro de frustração ao ver que o homem não tinha intenção de sair dali tão cedo. Algumas das garçonetes se põem a dançar ao som da melodia do piano. Jason revista o homem vendo que armas ele possuía e depois olhou para o seu revólver. Ele solta outro suspiro e começa:

– Eu não pretendo me envolver com ninguém aqui. Cada ser humano aqui é uma ameaça em potencial e eu estou disposto a pular por essa janela e sair daqui com o sem essa tempestade. – Jason e o homem ficam se encarando em silêncio por um tempo. – Mas, por sua simpatia eu vou deixar alguns conselhos para você. Está vendo aquele asiático levemente gordo e mal-encarado ali encostado? – Ele assente – Fica longe, se você tossir perto dele você morre. Eu ficaria de olho naqueles brancos com pinta de afortunados e nos negros tatuados que estão em lados opostos. Eu só vejo eles se posicionando cada vez mais como se só precisassem de um impulso para começar a troca de tiros. Não se envolva com os jogadores de cartas e não fale com as garçonetes não ser que queira algo. Se você ver qualquer movimento estranhos destes, saque a arma e fuja. – O homem dá uma risada e se aconchega mais ainda na posição que está.

– Então acho melhor ficar perto de você, hã? – Ele começa. – Se você pular da janela é hora de fugir. – Jason fecha a cara, respira fundo e murmura reclamações.

Enquanto isso uma garçonete passa por eles e leva algumas comidas e bebidas para uma das mesas mais afrente deles onde alguns homens com barba mal feita, tatuagens no braço e com algum jeito latino jogavam cartas e fumavam. Ela depositou a comida na mesa e, quando estava saindo, um deles segura o braço dela e solta uma cantada horrível do jeito mais machista possível e todos os outros homens começam a rir e fazer o mesmo. Uma mulher maior, mais parruda e armada levanta e vai na direção deles. Ela tira o braço dele da garçonete e ele se levanta também.

– Toma vergonha nessa sua cara, seu babaca! – A mulher maior começa.

– Ou o que, sua vaca gorda? – Ele devolve e põe a mão na arma na cintura.

Enquanto os dois se ameaçavam, outras garçonetes, mulheres e dançarinas presentes ali chegaram atrás da mulher e os outros homens na mesa levantaram e começaram a discutir xingando uns aos outros e ameaçando começar uma briga. Antes que eles continuassem a baderna um homem gigante, com mais de dois metros, sem camisa, careca, negro, cheio de tatuagens e muito musculoso bate com os dois punhos na mesa chamando a atenção de todos.

– Então, quem é o próximo a continuar com essa palhaçada? – Ele fala com sua voz grave e imponente fazendo todos se aclamarem e se afastarem aos poucos e irem sentando em seus lugares e voltando a suas funções.

Ele volta e senta onde estava antes deixando o lugar em silêncio. Esse silêncio logo é quebrado por alguém gritando “truco” em outra mesa e o piano volta a tocar fazendo o bar voltar como estava antes. Jason se afasta da parede e se senta em uma das mesas que, naquele momento estava vazia e o irlandês fazendeiro o segue sentando em uma das outras quatro cadeiras. Jason levanta a mão chamando uma das garçonetes que logo vem para a mesa.

– Se você tentar uma gracinha como aqueles idiotas, eu arranco suas tripas e alimento os cães! – Ela começou com toda a simpatia.

– Eu tenho cara de idiota? Estou afim de sair daqui vivo, obrigado. – Ele responde com a mesma doçura. Ele puxa três notas do bolço e entrega para ela. – Me traz a limonada branca, por favor. Duas garrafas.

Ela assente e vai para o bartender pegar as bebidas. Jason e o homem ficam ali esperando em silêncio a bebida enquanto se encaravam. A respiração pesada de Jason revelava seu humor no momento. O homem estava tranquilo recostado em sua cadeira e colocou os pés em cima da mesa. Uma das mulheres presentes foi para o palco e começou a cantar e o clima do lugar ficou levemente mais leve.

– Olha, se você for ficar me seguindo, então acho melhor eu saber o seu nome. – Jason começa o dialogo com seu mau humor de sempre.

– Jeff. Jeff Carter. – Ele responde.

– Jason Mcklinton. – Os dois assentem um para o outro como cumprimento e a garçonete chega com a bebida.

– Agradecido – Diz Jeff saindo de sua posição e pegando sua garrafa. A garçonete ri sem acreditar no agradecimento e abre a garrafa dele. Ela abre a de Jason e a entrega saindo de volta para sua posição no balcão.

– Você não pode ser tão simpático, Jeff. Você vai acabar baleado no chão e eu também se estiver muito perto. – Jason chama a atenção de Jeff.

– Fica tranquilo Jason. Eu sei o que eu posso ou não falar. – Ele responde. – Eu não tenho problema em ser visto como mole ou fraco por aqui, só vai deixar mais fácil pegá- los de guarda baixa. – Pela primeira vez Jason dá algo parecido com uma risada, mais como um suspiro feliz.

Jason enche seu copo até a metade e vira num gole e bate na mesa com ele. Ele enche o copo de novo, agora até o topo. Jeff então enche também e os dois começam a beber devagar. Enquanto eles bebem um homem do nada passa o braço por toda a mesa onde estava jogando fazendo várias cartas caírem no chão e começa a gritar apontando o dedo na cara de outro homem no lado oposto dele.

– Eu não vou mais tolerar isso, seu trapaceiro de merda! – Ele berra para o outro quase pulando pela mesa.

– Pode vir, lixo perdedor! Se não consegue perder vai trabalhar de garçonete! – O outro berra de volta.

– Seu filho da… – Ele vira a mesa e ai parte para cima do que provocou.

– Ah,ah,ah,ah – Ele diz puxando a arma quase esfregando ela na cara d0 outro.

O piano faz um som estridente de nota errada. O bar fica em silêncio novamente e todos no bar se levantam e começam a puxar as armas e encarar os dois. Uma guerra estava prestes a acontecer. Mas antes que alguma coisa acontecesse o bartender da um murro na mesa e todos olham para ele. Ele puxa uma escopeta de debaixo do balcão e aponta para os dois arruaceiros.

– Vocês parem com essa brincadeira e se separem, cada um para uma mesa, ou eu mando vocês para a casa com alguns buracos a mais! – Ele grita para eles, que guardam as armas e se separam.

– Eu não estou gostando disso. O clima aqui está ficando muito perigoso. Alguma coisa vai acontecer. – Jason comenta nervoso no lugar dele. – E eu juro que eu pulo na neve lá fora, tempestade ou não, e mato quem tentar me seguir.

– Fica frio. Se você começar a estressar é você que vai começar essa guerra. – Jeff tenta acalmar Jason.

Enquanto eles falam, o cara que começou a outra briga senta na mesa deles sério e em silêncio. Jason murmura “ótimo” e Jeff entra em guarda colocando a mão no coldre da arma. O cara percebe a reação deles e não fica muito feliz.

– O quê foi? – Ele fala num tom ameaçador. Jason olha para ele e fica tão irritado que a veia na cabeça chega a pulsar. Ele puxa a arma do coldre e aponta para o cara por debaixo da mesa.

– Um movimento suspeito e eu acrescento um orifício a mais em você! – Jason fala com um tom irritado.

– Hey, hey. Você dois parem com isso, não estou afim de começar um tiroteio aqui. – Jeff fala apaziguando a situação.

Jason guarda a arma e o homem que chegou acaricia a arma castanha e passa a mão no cabelo penteado para trás e sossega. Ele recosta na cadeira e encara os dois analisando-os e então fala:

– Ok, eu vou ser obrigado a ficar aqui por um tempo. Então, qual diabos é o nome de vocês? – Ele pergunta.

– Jason Mcklinton.

– Jeff Carter.

– Leonardo daGuerra.

– Ok, “Leonardo”, nós estamos aqui em paz e silêncio analisando se aqui vai ou não começar uma guerra e, se por acaso começar, nós vamos fugir. Então, você vai ser o que vai tentar atirar em nós ou o que vai tentar fugir junto? – Jason pergunta para o novo integrante da mesa. Ele para, acaricia a barba de novo, pensa mais um pouco e responde:

– Levando a desvantagem em consideração, eu acho melhor fugir junto.

– Decisão sábia. – Disse Jeff.

Leonardo então pega uma das garrafas e enche um copo e vira bebendo tudo que está dentro e solta um suspiro lento e pesado. Ele olha para o copo desconfiado e depois para a garrafa. Ele pega a garrafa e a examina desconfiado e depois olha para Jason.

Que porcaria é essa? – Ele pergunta um pouco surpreso.

– O nome está na garrafa. – Ele responde. Jeff ri de situação.

– Isso tem um gosto estranho e é fraco. Por que vocês estão bebendo isso? – Ele insiste no questionamento. Jason se recosta na cadeira e olha com um olhar quase que de deboche para Leonardo.

– Porque eu quero acertar meu alvo durante o tiroteio. E eu gosto do gosto que isso tem. – Ele responde com um tom quase sarcástico com um pouco de grosseria e intensificou com os movimentos sarcásticos com a cabeça e mão.

No meio da conversa uma pessoa cai no meio da mesa derrubando uma das gar-rafas, que rolou até chão, e também empurrou Leonardo para o lado fazendo-o levantar da cadeira que caiu logo em seguida. Outro homem vem correndo para cima do que estava caído em cima da mesa fazendo todos se levantar. Era um branco tentando espancar um negro e, assim como Jason havia previsto, são os mesmos brancos e negros que ficavam se encarando dês do começo. Os negro de um lado se movem para cima do brancos do outro e eles começam a puxar as armas e apontar uns para os outros e todo o bar começou a se levantar. O asiático mal-encarado levanta e pega uma metralhadora, as mulheres se levantam e sacam algumas armas e facas e o bartender pega sua escopeta. A musica do piano se intensifica colocando mais tensão a situação e as dançarinas e cantora descem do palco pegando armas também. Em alguns segundos todos do bar começam a sacar, um a um, suas armas. Contudo, antes que eles pudessem atirar um no outro, Jason sai correndo do lugar dele se apoiando na mesa na frente dele para se manter em pé e para no meio deles com os braços esticados, cada um para um lado fazendo-os parar no meio do caminho antes de passar por ele.

– HEY, HEY, HEY! – Ele berra alto parando-os poucos metros uns dos outros com os nervos e veias pulsando por toda sua face. O pianista toca três notas graves dando uma atmosfera ainda mais estressante. Jason respira ofegante enquanto todo o bar permanece em silêncio para saber o que vai acontecer em seguida. A lâmpada fraca dependurada por um fio no teto pisca duas vezes. Jason respira fundo enchendo todo seu pulmão e grita: – O que diabos vocês estão acham que estão fazendo, seu idiotas? Estão querendo matar todo mundo?

– Sai da frente, seu branquelo imprestável! – Um dos negros fala dando dois tiros no teto fazendo fuligem cair.

– É, seu saco de excremento! Sai da frente ou eu vou atravessar você a tiros para chegar nesses negros abusados! – Diz outro do outro lado fazendo Jason virar a cabeça na direção dele.

Todos os outros brancos dão alguma tentativa ridícula de grito de guerra e levantam suas armas e os negros do outro lado fazem o mesmo. Jason fica quase louco olhando de um lado para o outro sem saber para quem dirigir a palavra. Então, de tanta raiva que ele estava, ele solta um berro e saca a arma e aponta de um lado para o outro. Para os brancos e para os negros.

– O que vocês acham que vai acontecer aqui? Alguém vai sair daqui vivo contando vitória? “Ah, eu matei uns negos mal encarados!” – Jason imita de forma irônica os brancos do lado esquerdo. – “Uh, eu meti bala nuns brancos que ficavam me encarando!” – Ele imitou da mesma forma os negros do lado direito se voltando para eles enquanto fazia isso e apontando a arma para eles. Ele dá um tiro para cima assustando-os. – Não! Vamos todos morrer pela mão de todos aqui! E cada um de vocês vão ser os primeiro na linha de fogo! Então não! Ninguém aqui vai sair contando vantagem, pois os que ficarem vivos vão ter dois buracos no corpo! – Jason fala para eles movendo a arma de novo de um lado para o outro chegando a cuspir de tanta raiva. – E, se vocês ainda pensam em atirar uns nos outros. – Ele faz um sinal com a arma na direção da porta enquanto falava ofegante. – Livre-nos dessa palhaçada e vão se matar sozinhos lá na tempestade!

Assim que Jason terminou de falar ofegando e vermelho de tanto berro cada um deles, negros e brancos, foram se afastando e voltando ao seus lugares, devagar e com um pouco de vergonha. Assim que todos se sentam Jason suspira de alivio e volta para o seu lugar. Jeff e Leonardo se sentam de volta em seus lugares. Leonardo levanta a cadeia que havia caído e senta nela e põe os braços cruzados sobre a mesa.

– Que discurso foi aquele? – Ele pergunta impressionado, mais ainda num tom de deboche.

– É, cara. O que foi aquilo? – Jeff complementa.

– Aquilo foi minha tentativa bem sucedida de salvar nossa pele de um tiroteio! E eu não vou conseguir de novo. E a atmosfera do lugar sugere que isso vai acontecer logo então se preparem e fiquem em seus lugares. Um movimento brusco desses bêbados aqui e nós saímos daqui imediatamente. – Jason alerta-os fazendo-os ficar em guarda enquanto carregava sua arma com a bala que atirou e colocava de volts no coldre. Eles ficam em silêncio encarando o bar por alguns segundos até que Jeff se inclina para perto de Jason.

– Então, Jason, quem você acha que vai começar essa briga agora?

– Eu não sei. – Ele responde. – Na situação atual pode ser qualquer um!

– Hey, caras, alguns movimentos estranhos estão partindo do asiático gordo ali. – Diz Leonardo apontando com a cabeça, discretamente, para o mal-encarado do começo.

Ele estava desconfortável e encarava todos com fúria apenas esperando a oportunidade de metralha-los. Alguns outros começaram a se mover, homens muito brancos com casacos pesados e com pelo menos um metro e noventa de altura. Eles coçavam o coldre prontos para atirar. O clima estava ficando muito pesado.

– Eles vão começar outra briga e, dessa vez, não há quem pare esse bar de se matar em chumbo. – Jason fala. – No três nós levantamos devagar e ficamos perto das saídas. Portas e janelas são nossas amigas a partir de agora.

Eles se posicionam. Sempre em guarda para puxar a arma. Eles se entreolharam e uma garçonete passou por eles. O movimento delas começou a se intensificar o que mostrava que elas também estavam tensas. O Bartender estava com a mão na escopeta de baixo do balcão. Eles respiraram fundo e Jason começou – Um. – O movimento se intensificou. Os brancos de casaco se espalharam pelo bar e agora todos no bar estavam tensos ao som melancólico do piano. – Dois. – Agora o asiático se levantou segurando sua metralhadora e pessoas vestidas de árabes apareceram segurando armas também. Agora pessoas no bar todo estavam se levantando. – Três! – Agora os três, calma e ordenadamente se levantaram e foram se espalhando. O pianista parou de tocar se levantou. Leonardo chegou para perto da porta principal olhando de um lado para o outro evitando qualquer contato físico desnecessário, Jeff foi para a porta dos fundos perto do balcão com o chapéu abaixado sobre os olhos evitando contato visual com as pessoas e ele se esquivava delas. Jason foi o último a se levantar e andava com cuidado se achegan-do ao lugar onde ele estava antes, na parede onde ele se encontrou com Jeff. Todavia, antes que ele pudesse chegar lá o asiático mal encarado o fechou esbarrando nele e o empurrando com o corpo um pouco para frente.

– Onde você pensa que vai? – Ela falou com um sotaque difícil de entender direito, mas como Jason é marinheiro e está acostumado a carregar imigrantes ele sabia o que ele dizia.

– Olha, cara, eu não estou procurando encrenca! – Jason responde levantando as mãos e se movendo para o lado ficando logo na frente da janela, onde queria, mas, diferente de seu plano, ele estava a um metro dela, ao invés de encostado do lado.

– Mas eu estou, e aí? O que você vai fazer – Ele continuou empurrando Jason um pouco mais para trás.

Mas, nesse meio termo, onde quase todos olhavam para eles dois, um árabe passou no meio de todos, puxou uma arma e estava indo na direção de alguém do outro lado. Todos estavam distraídos para vê-lo, mas Jason viu. Alguém ligou o rádio em um blues pesado que ecoou no lugar em silêncio. O árabe agora destravou a arma e se preparava para atirar.

– Ah, merda! – Jason gritou e deu um chute com a sola no asiático, puxou a arma e pulou para trás quebrando a janela atrás dele e, enquanto estava no ar ele atirou no peito do cara duas vezes e então caiu do lado de fora do bar.

Agora deviam ser por volta de cinco e meia da manhã e a tempestade trouxe uma grande quantidade de neve no lado de fora, onde Jason caiu. A tempestade já estava diminuindo, mas ainda ventava forte. Assim que ele caiu do lado de fora a única coisa que dava para ouvir era o tiroteio violento que começou dentro do bar. Pessoas gritando ao serem atingidas e o som do rádio não foi danificado, mas dava para ouvir o som do piano sendo atingido. Apesar de fazer de tudo para evitar o tiroteio, acabou sendo ele quem o começou no final. Ele gemia no chão e, ao olhar para porta, viu uma pessoa sair atirando para dentro. A arma tinha caído para o lado. Jason a pegou e deu um tiro na região do abdômen dele que caiu para trás morto. Jason levantou e correu cambaleando na direção dele e se jogou sobre o corpo e pegou a arma da mão dele. Ele voltou e encostou-se na parede do lado de fora do bar e olhou para a munição das armas. Três da dele, quatro da outra. Enquanto ele olhava um dos homens de dentro tentava pular pela janela e Jason atirou nele com a arma do outro matando-o. A porta abriu repentinamente ao seu lado, mas, antes que ele pudesse atirar ela revelou Leonardo que saiu metendo tiro para dentro e se encostou do outro lado da porta. Ele olha para o lado se assusta ao ver Jason.

– Jason? – Ele pergunta assuntado.

– Leonardo? Eu achei que você estava morto! – Jason responde.

– Eu também! – Ele fala ofegante. – O que diabos deu na sua cabeça de atirar? – Leonardo indaga inconformado.

– Um árabe desgraçado ia começar enquanto todos olhavam para mim e aquele gordo desgraçado dando tempo para ele puxar a metralhadora. – Ele responde. – E o que aconteceu com você? Por que não saiu de primeira, quando isso começou?

– Quando você atirou a confusão começou e muitos foram bem na minha direção, eu tive que atirar e lutar corpo a corpo com eles. Essa arma aqui não é minha!

Leonardo explica. Uma explosão, provavelmente de uma escopeta, atravessa a porta causando um arrombo nela. Alguém começa a chutar a porta quebrando-a e saindo por ela, porém, antes que ele saísse, Jason e Leonardo se afastaram atiraram nele fazendo-o cair morto no chão. Eles olham para dentro em veem a chacina que aconteceu. Corpos para todo lado e bala não tem preconceito! Brancos e negros, homens e mulheres, todos no chão sangrando. Então, do nada, eles veem Jeff vindo correndo na direção deles atirando com a pistola para os lados, Quando ele estava chegando perto da porta ele toma dois tiros, um nas costas e outro na barriga, o que o faz cair no chão. Ele saca sua winchester e acerta alguém sem proteção. Ele estava no meio de um tiroteio e estava atirando para não deixar eles o acertar.

– Mas que droga Jeff! – Jason grita para ele.

A winchester fica, finalmente, sem balas e não dá tempo dele recarregar naquela posição. Leonardo tenta dar cobertura, mas também fica sem bala e ataca o revólver no chão.

– Jeff, joga ela pra cá. – Leonardo grita falando da winchester.

Jeff ouve e se vira e ataca ela para Leonardo. Ele pega o cinto de cartuchos e ataca também. Nesse tempo alguém de trás do balcão sai e tenta atirar em Jeff, mas erra. Jeff saca o revolver dele e atira acertando o braço dele que volta para atrás do balcão. Ele grita alguns palavrões para Jeff. Jeff começa a se arrastar para a direção de Jason e Leonardo que logo entendem a situação. Do chão Jeff atirava recuando as pessoas. Leonardo dava cobertura para o lado esquerdo, no balcão, e Jason para o lado direito onde se escondiam atrás de mesas. A outra pistola de Jason só tinha mais uma bala o que o faz ter que larga-la. A outra só tinha três balas que eram usadas em momentos certos. Leonardo usava a winchester que não deixava-os atirar direito. Jeff estava chegando até que acabou as balas de Leonardo o que deixou Jeff vulnerável.

– Jason, cobre o lado direito e Jeff, se cubra do lado esquerdo. – Leonardo avisa para que pudesse recarregar. Jeff grita positivamente e para de se arrastar para atirar.

– Eu só tenho mais uma bala! – Jason avisa.

– Então faça contar! – Leonardo responde enquanto recarregava.

Jeff estava conseguindo se defender bem do lado esquerdo, mas o lado direito estava começando a ficar confiante e atirar, contudo não tinham uma boa mira. Jason só tinha uma bala e precisava fazê-la contar, ou Jeff estava morto. Ele esperou e encarava os atiradores do lado direito com cuidado. Estava esperando o momento certo. Em um momento, no qual três deles se levantaram para atirar, numa visão em câmera lenta, Jason saiu de sua posição e atirou. A bala era para, no mínimo, assustar, mas acertou um deles no peito em cheio. Ele caiu no chão e os tiros daquele lado diminuíram. Jason voltou a se proteger e começou a recar-regar a arma com as balas de uma arma caída no chão.

– daGuerra! Você já terminou? – Jason perguntou para Leonardo que colocava a última munição e terminou. Leonardo virou para ele e falou:

– Oh Yeah!

Nesse momento as balas do revólver de Jeff acabaram e os caras do balcão levantaram para tentar atirar nele, mas, nesse momento, Leonardo saiu de sua posição e acertou um tiro direto no peito de um deles que caiu morto. Jeff voltou a se arrastar para a porta e recarregou a arma com alguns tiros. Leonardo devolvia os tiros dos adversários e acertou vários deles. Leonardo voltou para sua posição atrás da porta e Jeff estava chegando. Quando Jeff chegou na porta um deles saiu de trás do balcão e Leonardo saiu da posição junto e, num momento incrível, acertou ele antes que ele pudesse atirar fazendo-o cair atirando acertando um companheiro. Leonardo puxou Jeff para dentro e alguns dos inimigos tentaram usar esse momento vulnerável para atirar do lado direito, mas Jason saiu e atirou derrubando dois deles e ferindo outro. Jason afastou deixando lugar para Jeff ficar encostado. Jeff geme de dor ao encostar na parede. Jason olha para o lado, na direção da janela e olha do volta para Jeff e Leonardo.

– Eu já volto. – Ele diz saindo agachado na direção da janela.

Assim que ele chega lá ele levanta rápido para ver se alguém vai atirar, Ele olha duas vezes e então se levanta e começa a vasculhar o corpo morto por uma arma. Ele vasculha por uns quatro segundos até que ele consegue encontrar uma e volta a se esconder atrás da parede. Um tiro tenta acertá-lo enquanto ele se abaixava acertando o corpo. Ele olha a munição. Cinco de seis. Está bom para o momento. Jason volta abaixado para o lugar, se levanta e recarrega o revólver dele de novo. Ele olha para o cinto e vê que ele não tem mais muita munição. Apenas mais quatro balas para essa arma. Do nada alguém do bar, que estava de baixo de uma pilha de corpos, se levanta, pega uma escopeta e atira na direção do balcão, depois nas mesas e sai correndo saindo pela porta. Ele era um brutamontes gigante e sai acertando Leonardo com um soco fazendo-o cair. A winchester escorrega de sua mão e o brutamontes vai para cima dele. Jeff se joga em cima das costas dele tentando uma chave, mas é jogado facilmente para o lado, na direção da neve. Nessa abertura Jason conecta dois socos no rosto dele que fica irado e enforca Jason com as mão e o prensa contra a parede e começa a levantá-lo tirando seus pés do chão. Jason se debate tentando sair, mas inutilmente. Uma das mão que o enforcava saiu e foi afastando devagar. Um soco entra na boca do estômago, e outro, e outro, um no rosto, outro, e assim ele começou a ser espancado. Quando ele estava prestes a pagar ele consegue levar a mão ao coldre e puxar um revólver e disparar dois tiros afastando o gigante cambaleado para trás. Assim que ele se afastou um pouco Jason puxa outro revólver e atira fazendo-o cair morto pela pequena escada da entrada do bar. Um tiro sai de dentro acertando a coluna de madeira do lado de fora ao lado de Jason. Ele se joga para o lado e outros cinco tiros passam pela porta e atravessam a parede. Armamento pesado. Os outros conseguem se recuperar, mas Jeff não consegue sair da neve a tempo, então se esconde atrás do corpo enorme do morto. Ele vê a escopeta da cintura dele e pega carregando-a. Pessoas começam a se levantar do chão, pessoas que estavam se escondendo e outras que estavam feridas e começam a voltar o tiroteio. Agora havia gente por todo o bar atirando uns nos outros. Alguém encontra a arma do asiático e começa a metralhar para todo o lado xingando-os. Seguindo o barulho dos tiros, Jason se mova por de trás da parede até um lugar. Ele para fica ouvindo e então puxa seu revólver e encosta na parede. Ele espera um pouco e atira. O tiro acerta o cara com a metralhadora que se contorce atirando para todo lado até finalmente cair morto. Leonardo e o pessoal de dentro trocam tiros e, as vezes, Jeff ajuda. Jason volta para sua posição.

– Hey, vamos sair daqui! – Ele diz. – O tiroteio está lá dentro, vamos embora daqui logo antes que todos morram! – Eles concordam com a cabeça. Eles fazem uma contagem rápida e saem.

Jason carrega Jeff no ombro enquanto Leonardo da cobertura. Eles saem na ventania e se afastam uns vinte e cinco metros do bar em um pequeno bosque. Eles se encostam ali, na neve e Jason leva Jeff para uma árvore, onde ele fica sentado. Jason olha de um lado para o outro e fala:

– Para lá – Diz ele apontando para as árvores, na direita. – Fica um porto. E pra lá também. – Ele fala apontando para o lado oposto. – Nós sobrevivemos o bastante nesse tiroteio, vamos nos separar, ir embora e nunca mais nos ver.

– Então é isso? Acabou? – Leonardo pergunta.

– É o que parece. – Jason responde.

Enquanto falavam Jeff grita apontando para trás deles. Assim que eles se viram eles veem uma gangue do bar que teve a mesma ideia que eles. Eles chegam, mas só percebem que os três estão lá quando já estavam muito próximos. Os três puxam armas e começam a atirar neles enquanto eles estão de guarda baixa. Eles come-çam a correr para o mano a mano e um deles pula em cima de Leonardo. Um tenta chegar até Jason, mas toma um tiro de Jeff no ombro e cai. Jason olha para ele por um segundo e outro deles pula em cima dele fazendo-o cair de costas na neve. Eles começam uma luta corporal rolando de um lado para o outro e trocando socos até que conseguem se levantar. Eles ficam com os braços entrelaçados sem conseguir se mover direito. Vez ou outra um dos braços escapava e eles davam socos, mas voltavam a posição. Numa dessas, Jason conseguiu chegar sua mão a cintura e puxar seu revólver. O cara para seu braço antes que ele conseguisse atirar e eles ficam se segurando.

– Você acha que vai me matar com isso? – O cara pergunta zombando.

– Ah, você quer testar a potência dessa coisa aqui? – Jason responde.

Jason começa a empurrar o braço do cara conseguindo mover a arma. Eles ficam nessa por alguns segundos. O homem que tomou um tiro de Jeff no ombro se levanta e começa a cambalear para frente. O outro que estava lutando com Jason solta o outro braço e da um soco na cara dele, mas acaba afrouxando a mão e Jason atira acertando o tórax dele e a bala atravessa e acerta o que está atrás dele (o que tomou o tiro no ombro) e ele cai morto. O que estava lutando camba-leia para trás e Jason finaliza com um soco no rosto usando a arma fazendo-o cair para trás. Leonardo também deu um jeito no dele. A neve branca agora estava malhada de vermelho. O resto da gangue estava atrás de algumas árvores se protegendo. Leonardo atirava afugentando-os. Jason olha para Jeff.

– Joga a escopeta! – Ele pede. Jeff ouve e ataca.

Jason pega e pede cobertura para Leonardo com um sinal. Ele vai para cima dos caras com a escopeta e atira nas árvores. Alguns corajosos tentaram sair. Dois foram mortos em um tiro, o outro foi acertado por um segundo. Jason vira e atira na direção de outra árvore recarregando, fecha e atira matando outro. Nesse momento alguém sai por trás e, quando foi atirar, Jason puxou um dos revólveres e atirou de costas, por de baixo do braço, matando-o. Ele ajoelha e atira mais para frente em outra pessoa. As balas dessa arma acabaram e ele a joga no chão. Jason recarrega a sua arma com a munição das armas dos mortos. Agora são apenas mais essas 6 balas. As balas da winchester acabaram, não há mais munições. As únicas que sobraram são algumas poucas na arma de Jeff e Jason. Leonardo vai para um dos corpos e saca um dos revólveres com três balas dentro. Eles não vão precisar de muitas. Os que sobraram estão correndo atirando para trás. Jason lança mais dois tiros neles. Eles continuam o caminho pelo bosque para chegar ao porto, passando por entre as árvores. Estavam perto, não teriam problemas para chegar lá agora. Enquanto eles andavam, um urso do nada apareceu e tentou acertar Jason com as garras, mas ele desvia. Algumas poucas lutas físicas aconteceram entre eles e o urso até que Jeff conseguiu se afastar e dar alguns tiros no urso que se se debateu para os lados. Ele se joga neles, mas erra e acerta uma árvore. Abriu o espaço para que Jeff e Leonardo descarregarem as armas no urso. Jason finaliza com dois tiros no urso que não aguenta e tenta se afastar. Enquanto tentava fugir ele caiu morto.

– Ah, finalmente. – Diz Leonardo. – Nós conseg… – Ele tenta falar, mas um gemido sai e ele cai no chão. Jason se vira e, antes que pudesse sacar a arma Jeff puxa ela do coldre e aponta para sua barriga. Os dois se encaram. Jason se enche de fúria ao ver seu companheiro apontando a arma para ele.

– O que você pensa que está fazendo? – Jason fala baixo, mas com muita raiva.

– Eu te disse, é mais fácil pegar os outros de guarda baixa sendo fraco. – Jason teve seus olhos instantaneamente avermelhados de veias. A raiva tomou conta dele a ponto de sua mão começar a tremer.

– Eu vou te matar! – Ele fala, mas ainda não levanta a voz fazendo a frese sair entre os dentes quase babando de raiva.

Jason, que fique claro que eu não pretendia isso. Nós íamos nos ajudar, depois cada um ia para um rumo e ninguém precisava passar por isso. – Jeff completa.

– Nós ainda vamos para lados diferentes. Tem dois portos em lados opostos, por quê você está apontando isso pra mim ainda? – Jason rebate.

– Eu sei que você não pretende nada, mas eu não pretendo deixar brechas. – Ela responde. – Se tiver a mínima possibilidade de você me matar, eu vou lutar contra.

– Que traição bem explicada! – Jason satiriza a justificativa de Jeff.

Jeff tenta falar mais alguma coisa, mas Jason vira o braço dele tirando a mira da arma de seu abdômen e tentando torcer o braço derrubando a arma. Eles ficam lutando, Jason para torcer o braço e Jeff para se livrar das mãos. Eles ficam girando tentando fazê-lo até que Jeff acerta uma joelhada na coxa de Jason que bufa de raiva e faz mais força no braço. Isso fica por um tempo até que Jason torce o braço fazendo a arma cair no chão. Assim que ela cai ele ataca Jeff como um jogador de Futebol Americano e o joga contra uma árvore. Ele se afasta um passo e começa uma sequencia de socos em Jeff, que não fica contente e da um impulso agarrando Jason na região da cintura levantando-o um metro e meio do chão e jogando-o com força no solo nevado. Ele tenta montar para acertar socos no rosto de Jason, mas fica numa má posição e não consegue conectar os ataques direito. Jason fica da defensiva defendendo os ataques e tentando se esquivar até que ele encontra uma brecha e acerta um soco no ferimento da bala no estômago fazendo Jeff recuar tossindo. Jason levanta e acerta um chute na costela de Jeff que ainda estava agachado. Os dois ficam de pé então e começam a trocar socos. Jeff era um excelente boxeador e era bem forte também, já Jason tinha conhecimentos em Muay Thai e era fisicamente superior a Jeff. Eles trocaram socos e chutes, Jeff se esquivando de vários e Jason defendendo a maioria. Os que conectava machucavam muito fazendo sangue pela boca e nariz, vários ferimentos no rosto entre outros ferimentos. Jeff tenta se aproximar da arma no chão, mas Jason percebe e se joga em Jeff levando-o a bater em outra árvore ficando sem ar. Troca de socos volta a acontecer, mas Jeff toma vantagem com uma sequencia de socos em Jason terminando com um forte soco fazendo-o desequilibrar para trás quase caindo, mas volta com um soco forte que Jeff defende com o braço, mas ainda é jogado alguns centímetros para trás. Eles entrelaçam os braços empurrando um ao outro sem conseguir conectar nenhum outro golpe. Eles estavam esgotados e cansados. Não havia o que fazer. Quem cometesse o próximo erro morria. Eles forçam um ao outro. Era agora A última tentativa. A última luta. Eles se afastam um passo cada, gritam e partem para cima um do outro. Um som ecoa pela floresta. Dois tiros. Jason arregala os olhos assustado. Jeff fica parado. Ele tosse sangue e olha para baixo. Havia dois tiros em seu peito. Ele olha de novo para Jason com os olhos tremendo e cambaleia um pouco. Jason termina com um soco no rosto dele. Ele olha para o lado e vê Leonardo com sua pistola na mão.

– Droga! – Jason fala e escorrega para o lado se jogando em uma árvore e sentando.

– No pior dos casos, eu achava que você é que ia tentar atirar em nós. – Leonardo fala ofegando ainda se recuperando.

– Eu também. – Jason solta junto com o suspiro de alívio e então geme. Depois de alguns minutos os dois se levantam e se cumprimentam.

– Até mais então. – Leonardo fala e começa a se distanciar.

– Te vejo por aí. Se cuida e não morra. – Jason fala e Leonardo responde com um aceno de costas.

Os dois então vão um para cada lado. Cada um pega um barco e parte para numa viajem para nunca mais se encontrarem. Ou não.


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