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Publicado por ricardo santos david

– que publicou 2 textos no ONE.

Ricardo David é graduado em Letras.
Escreve crônicas, poesia e artigos. Tem seus escritos publicados em sites culturais e jornalísticos. Atualmente é docente na educação básica.

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Jan
22
2016

A leitura dos clássicos da literatura.

Os clássicos são a base de tudo. A leitura de livros essenciais para a formação da mocidade passa pelos clássicos. Infelizmente a maioria das pessoas se esquece que um livro chamado “clássico” um dia foi popular, assim como a música, até o século 19 e o princípio do século 20.

Entendemos por clássicos não apenas os padrões da literatura, artes e cultura da antiguidade greco-latina, tudo que é fiel a essa tradição, mas também o que serve de modelo, que é exemplar, cujo valor foi posto à prova do tempo e continua atual, vigoroso. Devemos sempre ler os clássicos da literatura e estimular os jovens a lê-los, pois ali está a base de tudo.

Poder-se-ia dizer que a ficção é mais forte que a própria realidade, porque a ficção está na cabeça, e é o homem que faz essa realidade. Toda realidade espelha o fluxo do caminho que o ser humano escolheu para seguir. A vida é feita de escolhas, e a ficção tenta explanar um pouco dessa fina realidade através de lentes sensíveis à luz dos fatos, o que nos torna mais aptos a compreendê-la. É essa grandeza da ficção, dos clássicos, da literatura.

Ao invés de solicitar a leitura e determinado livro, conto, crônica, que certamente os jovens não gostariam, o (a) professor (a) poderia trabalhar a narrativa para prepará-los ao ato receptor: contar, no meio da aula, a história de uma agulha que discute com um novelo de linha (conto “Um apólogo”, de Machado de Assis). Talvez isso aguce a curiosidade de alguns. Citamos Machado por ser o maior clássico brasileiro, de todos os tempos. E os clássicos modernos? Mesmo que não seja uma leitura prevista no programa, seria uma nova experiência a leitura de um trecho de Clarice Lispector, quebrando as frases, como se sua prosa fosse um poema> Ou Guimarães Rosa. Ou um conto fantástico do esquecido Murilo Rubião. Um poema de Carlos Drummond de Andrade, ou Mário Quintana, este último que possui uma doce e belíssima produção para essa mocidade sedenta de “velhas novidades”, como o amor, como já disse o próprio poeta.

A leitura de clássicos modernos é mais agradável ao jovem, pois está mais próxima de seu tempo. Os autores de língua estrangeira também devem ser lembrados, plantando-se uma semente em alguns ouvintes.

A leitura de Lusíadas ou Dom Quixote seria pesada demais; entretanto um conto de Pirandello, Maupassant, Borges, Poe, Mansfield, Joyce, ou um belo poema de Rilke, Pessoa, San Juan de La Cruz, Shakespeare, pode fazer a diferença, pois irá soar estranho para eles. O ideal seria fazer um paralelo entre os clássicos estrangeiros e a nossa literatura, dentro da realidade dos jovens.

Em um questionário de início de ano, pode-se perguntar qual é a maior preocupação deles, colocando-se algumas opções (insegurança, raiva, tristeza, relacionamentos, amor etc.) E deixando espaço para a opção deles. Dessa primeira amostra, selecionarmos alguns contos e/ou poemas que tratem dos temas abordados. Isso já é uma forma de prender a atenção dos alunos. Após a leitura, as tradicionais perguntas – poucas, a princípio – para se aferir a reação deles. O nível das respostas irá ditar como trabalhar os textos cujos temas eles mesmos escolheram.

A partir dos temas eleitos pelos alunos, pode-se solicitar, nos exercícios, para destacarem uma parte do texto em que o tema surge. Debater, se houver clima para tal, em sala de aula. Enfim, fazer tudo para evidenciar o texto analisado. E, após, lembrá-los de que aquele mesmo texto foi escrito anos atrás, mas que ainda fomenta esse produtivo debate. Sinal que ele ainda não se esgotou – nem se esgotará. É um clássico.

Se um texto mantiver a sua força por mais de 50 anos, é um clássico. A partir desse conceito, os alunos podem eleger o seu clássico. Ao ler as primeiras linhas, eles serão os maiores críticos: estão envoltos do atual, eles são a vanguarda, o novo, analisando o que agrada a eles, em seu entender. Em uma classe de muitos alunos, deve-se votar no máximo uns três livros, dentre os escolhidos. Desse modo, o estímulo, mesmo que pequeno, para a leitura de textos essenciais para a formação de uma vida, estará sendo despertado. E, uma vez desperto, esperemos que acorde outros mais. Mesmo num país em que a especialização tornou-se obrigatória, em que títulos falam alto, há espaço para um médico que lê poesia, um advogado que lê contos. Cabe a nós esse começo.


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