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Jan
28
2016

PASSADO DESEJO DO PRESENTE

Sempre tive um sentimento diferente sobre o meu ser comparado com os outros seres humanos. Por mais que eu andasse com pessoas  com quem eu sempre consegui ter algum diálogo ou pessoas que eu desenvolvi grandes afetos, no fundo, eu não me sentia parte do todo.

Pergunto-me: “o que é se sentir parte do todo”? Será que todo mundo não se sente assim também?

Passei a observar que para mim, todos os planos normais para alguém da minha idade ou do meu grupo de amigos eram deles, e nunca foram genuinamente meus. Me imaginava fazendo o que todos estavam fazendo, me imaginava correndo atrás dos sonhos de meus pais ou da sociedade ( nunca soube distinguir de quem vinha esses anseios), eu realmente me achava muito capaz de ter a rotina que minhas amigas seguiam. Mas quando eu pensava em futuro, o meu futuro não era aquele. Eu sentia que nada que eu começasse eu conseguiria acabar, qualquer curso, qualquer inspiração que eu sentia, eu sempre tive certeza que não iria durar.

O sentimento que eu tinha em relação a mim era de desconfiança. Não era só a minha mãe que pensava duas vezes antes de pagar um curso para mim, eu me via com os olhos dela também, só não via com toda aquela vontade de se agarrar a qualquer fio de esperança que ela achasse para acreditar em mim e me dar um voto de confiança. Era por saber muitas vezes disso que eu empacava, que eu simplesmente me obrigava a não sair do lugar, me enterrava numa cama e me sentia no fundo do poço. Ali eu ficava dias pensando em derrota e em sonhos, os pensamentos se intercalavam.  Fracasso e sonhos, nunca achei que eles andavam tão próximos.

Os sonhos eu sabia que eu podia conquistar, mas ficavam tão mais fácies quando a fé se direcionava para os outros. O fracasso é algo inadmissível, ninguém jamais o aceitaria. Mas para mim, era fácil aceitar, pois ele já estava instalado em meus pensamentos. De repente todos as memórias se voltam para esses momentos tão familiares agora. Momentos fundo do poço me parece aquele ponto em que a gente vê que anda em círculos. A infância não custa a atormentar, a adolescência  nunca pareceu tão dramática, mas a grande angustia é não saber onde foi que o bolo desandou.

Culpados surgem de todos os lados, a matriarca sempre é a primeira a sentir o poder do gatilho, o rei sem coroa (falido) tem a culpa mais pesada e mais entre linhas de todos os tempos. O cabo de guerra parece tão divertido para quem brinca e uma grande distração para quem ele mais prejudica.

Todas essas palavras soam lindas no passado, o tempo em que eu queria que elas tivessem agora! Infelizmente eu as sinto como a maior verdade do presente e eu bem que as queria acabar com uma resolução. Mas como consolo eu tenho a seguinte resposta: EU NUNCA FUI BOA EM MATEMÁTICA.  Espero um dia poder reescrever tudo isso, usando o passado mas com um entendimento melhor  dos fatos, com superação e algum ensinamento bom para dar.

Não darei conselhos porque não é essa a posição em que me coloco, no momento ainda sou coitada, e lembro-me sempre: Se conselho fosse bom, ninguém dava.

 

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