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(0) Utopia [agenda]

Publicado por BárbaraVT

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Jan
14
2016

Utopia

Utopia. Era isso o que vinha escrito em um magnífico arco presente logo na entrada da cidade. Porém aquelas letras já foram feitas por pedras em um pedaço mal cortado de madeira, que pendia anteriormente naquele mesmo lugar.

Tudo começou pelas mãos de simples famílias que, cansadas da desigualdade, da exploração, da enganadora ideologia e da impossibilidade de ascensão social, decidiram abandonar a fábrica e correr atrás do novo mundo, da esperança.

Com os poucos bens que levara, se assentaram no meio do nada. Cortaram pedaços de madeira das  árvores ao redor e construíram as primeiras casas. Eram casas simples, mas, mesmo assim, repletas de felicidade. Ninguém passava fome, ninguém trabalhava exaustivamente, ninguém era humilhado. Todos trabalhavam alegres, sabendo que o fruto daquele trabalho seria repartido entre todos.

Assim a pequena comunidade cresceu. De algum modo, ficaram sabendo daquele lugar e mais pessoas vieram, algumas, inclusive, com cursos superior.

As pessoas chegavam e iam se encaixando nas funções em que eram mais ágeis e que mais apreciavam. Todas as funções eram igualmente importantes. E as crianças acompanhavam um mesmo currículo escolar até os 15 anos, a partir daí escolhiam a função que exerceriam na comunidade e passavam a terem estudos mais específico na área escolhida.

A comunidade cresceu. Centros de pesquisa e fábricas foram montadas. Todo o estudo produzido era voltado para um desenvolvimento que buscava aumentar o bem estar dos moradores e diminuir os desgastes ambientais. E essas pesquisas prosperavam (já que não enfrentavam a faminta busca por lucro).

Tudo o que era produzido era coletivo.  Os moradores tinham a consciência de produzir e consumir apenas o necessário. Assim, não havia desperdício nem falta. Assim nenhuma pessoa era abandonada ou desprezada. Assim, não havia violência.

A comunidade cresceu e virou a única com moradores realmente felizes, já que todos eram iguais e ninguém passava fome ou assistia (imponente ou não) ao outro passar fome.

Graças a Deus essa  comunidade, Utopia, não desintegrou-se como New Harmony ou foi aniquilada como canudos.

 

Infelizmente eu não vivo nessa comunidade. Vivo em um lugar onde a  riqueza dos 80 mais ricos deste mundo é a mesma, se juntada, das 3,5 milhões de pessoas mais pobres; onde 1% da população mundial possuem tanto dinheiro líquido e investido quanto os 99% restante; onde, mesmos sendo produzido uma quantidade de alimento suficiente para alimentar toda a população mundial,  estima-se que existam 854 milhões de pessoas subnutridas no mundo e que  25 mil morrem por dia de má nutrição ou doenças associadas ao problema.

Pensei em Utopia enquanto lia trechos do “Manifesto Comunista” (Karl Marx e Friedrich  Engels):

“A história de todas as sociedades que existiram até nossos dias tem sido a história das lutas de classes. Homem livre e escravo, patrício e plebeu, senhor e servo, mestre de corporação e oficial, (…) opressor e oprimido se colocam em constante oposição (…) ora velada, ora em luta aberta, uma luta que todas as vezes termina seja na reconstituição revolucionária da sociedade existente, seja na ruína comum das classes em combate.(…) A moderna sociedade burguesa, surgida das ruínas da sociedade feudal, não aboliu os antagonismos entre as classes. Apenas estabeleceu novas classes, novas condições de opressão, novas formas de lutas em lugar das velhas (…) O fim imediato dos comunistas é o mesmo que o de todos os outros partido proletários: constituição dos proletários em classe, derrubada da supremacia burguesa, conquista de poder político do proletariado. (…) Horrorizai-vos porque queremos abolir a propriedade privada. Mas, em nossa sociedade, a propriedade privada já foi abolida para nove décimos da população; se ela existe para alguns poucos é precisamente porque não existe para esses nove décimos. (…) Os comunistas não se rebaixam para dissimular suas ideias e seus objetivos. Declaram abertamente que seus fins só poderão ser alcançados pela derrubada violenta das condições sociais existentes. Que as classes dominantes tremam diante da revolução comunista ! Os proletários nada têm a perder a não ser os seus grilhões. Têm um mundo a ganhar. Operários de todos os países, uni-vos !”

 

Mas será que a diminuição da opressão e os fins de igualdade só poderão ser alcançados por meio da violência e da troca de classe no poder ? Quando as pessoas perceberão que o dinheiro jamais deve se sobrepor à vida ? Quando perceberão que pessoas morrem de fome ou doenças banais enquanto elas (você, nós) gastam fortunas comprando roupas de marca, vários carros, ações de empresas, dentre outros itens sem importância ? Quando perceberão que, no fim, somos todos humanos ?


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