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Publicado por Raimundo Nonato Rodrigues

– que publicou 13 textos no ONE.

Sou ludovicense, adoro ler e escrever (é a minha grande paixão). Gostaria de divulgar os meus escritos.

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Feb
18
2016

TUBERCULOSE – i

Deitado na cama observo através da grade da janela, o arbusto da romãzeira e um pedaço azul do céu sem nuvem. Devido a minha convalescença ocasionada pela maldita tuberculose, muita coisa mudou na minha já complicada vida. As pequenas folhas de romã, as flores verdes ora vermelhas balançam a cada rajada fraca de vento. O pior dessa doença é a segregação. Separei um prato, uma colher e um copo, não poderei mais abraçar ou brincar com as minhas adoráveis princesas, talvez nem venham mais passar os finais de semana conosco – e aos poucos a noticia vai espalhando-se. Professor, o meu irmão mais velho já fez a parte dele e com prazer, adora uma desgraça alheia. Bebi café ainda pouco enquanto conversava com Larissa sobre a crise no Oriente Médio entre palestinos e israelenses. Agora o quarto vai ser o meu mundo aqui me isolará do contato externo. Nesse momento o comentário a respeito da minha temível doença deve esta correndo “Raimundo, tá tuberculoso” e as dissertações infundadas começam.

Estava brincando de tradutor, quando deu-me um cansaço, deitei-me e cochilei despertando com a minha cunhada chamando-me e exortando-me para merendar. – Tem laranja e suco de acerola – Informou-me em pé na borda da cama.

Optei pela laranja, mas estava vencida, então bebi o suco de acerola. Larissinha foi bem solicita comigo, tirou o deposito de açúcar da geladeira, perguntou-me se eu não queria ver alguma mensagem no meu e;mail. Agora o meu quarto de TB esta completo com uma caixa de areia para mim escarrar. Continuou preocupado em não contaminar ninguém. O Brasil e a literatura perdeu o grande escritor baiano João Ubaldo Ribeiro, nutria um certo respeito depois que li uma critica na revista Veja sobre o o livro “Viva o Povo Brasileiro” de l984, ainda morava na grande Casa grande dos Bambas na Rua Afonso Pena. Desde então comecei admira-lo, via varias adaptações para tv “Deus é Brasileiro” e outros. Mas em 2009 no auge das paixões fortuitas, conheci a poetisa Maday que presenteou varias livros de autores nacionais, os embriões da minha atual pequena biblioteca, como fiquei feliz – Dostoievski, Bandeira, Gullar, Whitman, Brecht, Ramos,Rosas, Amado, Montello e entre eles o clássico “Sargento Getúlio” que comecei reler esta tarde. Minha cunhada, minha laboriosa cunhada lavando as roupas na lavanderia improvisada no quintal, brigando ou não, esta cuidando de mim ouve as velhas canções de Roberto Carlos. Preparou o almoço e graças a ela que acordei para a minha triste realidade, foi a primeira a perceber que a minha saúde não estava nada bem e começou a insistir para eu marcar uma consulta. Faz um pouco de calor. O céu nublou-se.

A hora da merenda vespertina, a solicita Larissa me serve como de manhã, vamos ver se vai durar o tratamento, ao todo serão seis longos meses. Minha cunhada suspeita dos meus amados livros.

Nem via a noite chegar, lendo Ubaldo aos poucos adormeci. O problema agora é arcaria dentária. Jantei bem, graças a minha cunhada e sempre bebendo o suco de acerola bem reforçado. Dostoievski lido com muito apuro. O cheiro forte das merdas dos gatos, minha cunhada tosse, preocupo-me. E um pesadelo que nunca termina. Como poderei agradecer esse anjo que é minha cunhada, que cuidou dos meus pais e agora cuida de mim, que Deus lhe dê muita saúde. Apesar dos apesares é uma boa alma, algo difícil de encontrar.


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