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Publicado por Raimundo Nonato Rodrigues

– que publicou 13 textos no ONE.

Sou ludovicense, adoro ler e escrever (é a minha grande paixão). Gostaria de divulgar os meus escritos.

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Feb
19
2016

TUBERCULOSE – II

II

 

Manhã de domingo, o sol brilha lá fora, os casais felizes vão para o mercado, a vida flui e aqui dentro do quarto, o odor forte de água sanitária, minha laboriosa cunhada higienizou. Ela liga o rádio que esta sobre a tábua de engomar. Larissa canta “Macarena”. Cochilei até ainda pouco, preocupo-me mesmo com a minha saúde bucal. Tia Flor auxilia minha cunhada no preparo do almoço dominical. Bebo um copo de leite. Expulso um gato que vinha fazer suas necessidades debaixo da cama. Fico folheando os cadernos com o dicionário russo-português que traduzi, um trabalho árduo que comecei em 2000, quando recebia do Tribunal de Justiça sem trabalhar, estava no banco de espera. Foram quase um ano, mas me novembro veio a triste noticia, havia sido exonerado a bem do serviço publico. Foi um tremendo baque, fiquei sem chão. Dai em adiante a minha vida familiar foi por agua abaixo. Dona Van, a grande musa deixou de gostar de mim e a crise aumentando como uma bola de neve, até chegar ao ponto de sair de casa com meus panos de bunda e os livros vim para cá. Tia Flor solícita, vem perguntar se não tomo um suco com uma folha de não sei o quê. Continuou relendo “Sargento Getúlio”. Sou despertado pelo rufar das caixas, tocada pelas velhas caixeiras do divino ecoando no silencio do meio-dia numa procissão e rojões. mantendo a tradição., Tia Flor e Mano Biné foram embora para a residência deles no Residencial Paraíso. Tia Redonda chegou na hora precisa do almoço, mas antes estripou uns peixinho que o patriarca ganhou ontem e com certeza dever ter espalhado sobre a minha doença, assim com o falador do Mano Biné Um peido fedorento depois do suco de acerola e laranja que ensinaram para minha cunhada fazer e ele fez bem grosso. – Vou ver se consigo mastruz para fazer com leite para ele ficar curado mais rápido – Disse para Larissa.

Mais um copo do suco vitaminado, um gato fio d’egua defecou debaixo da cama, ainda tentei acerta-lo com uma banda da sandália, mas o bicho arisco pulou no colchão e a cancela.

A noite chegou calmamente e silenciosa, lia “O Livro dos Mórmons”, antes, porém havia encerrado “Sargento Getúlio” – gosto do estilo, Ubaldo é mestre eu invejo pela sua criatividade. Quando respiro fundo, sinto um peso no peito, e aquele pigarro chato na garganta, estou ficando afônico. Sempre com lenço na mão para evitar tossir e espalhar as bactérias de Koch no ar e assim contaminar outros. Venho pegar um ‘fresco” no terraço, olhar o movimento das pessoas. Carros estacionados, um rapaz numa vespa veio apanhar a sua companheira na casa vizinha. Uma brisa suave. O barbeiro afro-brasileiro vai para o serviço de vigilante. Um vizinho senta-se na calçada. O motorista de ônibus que reside mais embaixo, sai de moto e para em cima do quebra-molas a espera da esposa que fecha a porão de alumínio. O céu continua encoberto por nuvens plúmbeas, choveu duas vezes.


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