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Publicado por luanfonseca

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Mar
03
2016

O dia do sétimo Anjo – Capítulo 01: Ela está viva!

A lua subia lentamente para o céu e seu brilho dourado iluminava toda aquela extensa planície que agora era preenchida por um imenso desenho o qual combinava linhas e curvas dispostas geometricamente por ali. Uma mulher de longos cabelos negros presos por uma trança caminhava por entre as linhas verificando cada ponto, nada podia dar errado naquele momento, ela verificava o ar em torno dela e quase como se entoasse uma canção fazia sutis movimentos com os dedos como se tocassem em algo invisível que parecia respondê-la.
– Tudo certo por aqui, Valéria? – Um homem vestindo uma longa capa com capuz apareceu quase que instantaneamente ao seu lado.
– Júlio! – A mulher fala dando um passo para trás assustada. – Você quase me mata de um susto!
O homem olha para ela com aqueles olhos negros como a noite mais escura, abre um sorriso de canto de boca e fica a observando por um tempo até que ele ao olhar para o céu observa a lua, antes prateada, começava a ter alguns tons rubros.
– Está quase na hora! – Ele diz para a mulher que continuava a percorrer os estranhos desenhos.
– Está tudo certo aqui! – Ela diz com um pequeno sorriso. – Mas eu nunca fiz nada tão grande.
– Você vai ter a força de mais de cinquenta jovens bruxos! – Júlio fala pegando na mão de Valéria.
– E você, já conseguiu?
Júlio lança lhe novamente aquele pequeno sorriso de canto de boca e com um pequeno gesto o ar em volta dele pareceu tornar-se mais denso e então como se uma fenda abrisse-se entre eles um corpo de uma mulher adormecida aparecia do outro lado.
– Isso é…
– O outro lado! – Ele responde com frieza. – Claro que o nível dos humanos, e óbvio que sob um feitiço de proteção que só será quebrado quando a lua de sangue surgir!
– Precisamos erguer o santuário! – Valéria diz quando ao olhar para lua ela cada vez mais aparentava o rubro brilho.
Eles então vão para uma pequena elevação de onde podiam ver todo o vale que para olhos comuns parecia estar estranhamente silencioso, mas quando eles o olhavam podiam ouvir todos os zumbidos e sentir uma força poderosa se erguendo ali.

Velum quod servo nos protegit,
Velum creator,
Ostende secreta.
Pertinet ad nos.

Eles cantarolavam essas frases enquanto erguiam suas mãos em direção a planície, o ar ao redor daqueles estranhos desenhos tornava-se mais denso e uma luz estranha parecia preenchê-los. Nos céus uma estranha marca surgia e decaia sobre a planície, uma estranha luz perolada que parecia um véu sendo retirado e então tudo se apagou.
– Feito! – Júlio diz ofegante. – Você nunca conjurou um santuário, não é?
– Isso é para os necromantes que precisam comunicar-se com os mortos! – Ela diz com desdém.
– Claro, as bruxas são tão mais… finas, seria essa a palavra? – O homem responde com fúria.
Os dois estavam prontos para se atacarem quando então o silêncio foi quebrado por um grupo de garotos e garotas que caminhavam para a planície e pararam ao redor dos estranhos símbolos que estavam marcados ali.
– Seus pequenos chegaram! – Júlio fala desaparecendo nas sombras.
Valéria observa aqueles pequenos bruxos que entravam e se colocavam nos seus lugares, os mesmos que estavam acostumados depois de ensaios exaltantes, aquilo não poderia dar errado, ela não seria perdoada e a morte seria o menor dos seus problemas.
– Todos em seus lugares! – Valéria disse olhando para a pequena multidão organizada que se formava a sua frente. – A lua de sangue logo se erguerá!
Ela observou a lua que cada vez mais lançava seus raios rubros pelo vale e em um relance pode perceber aquele fino rasgão no véu do Todo-Poderoso e sentiu a presença de Júlio ao seu lado e ele lhe sussurrou algo como “está na hora!”.
E com um gesto amplo Valéria move o ar ao seu redor e conjura uma fina corrente que entrelaça a mão de todos os jovens garotos que se organizavam em um círculo que circundava as estranhas inscrições.
Os garotos postaram-se com as mãos estendidas para o centro do círculo começaram a murmurar algumas coisas, mas de repente, quando a Lua de Sangue tomou seu lugar soberano naquele céu sem estrelas uma estranha sombra tomou o lugar dos olhos daqueles garotos que se calaram até a ordem de Valéria e de Júlio que aparecera instantes antes no centro do círculo.
Eles sussurravam repetidamente uma melodia rápida e sonora

“ Luna in sanguinem,
nos sinit cum potestate
ultra velum intrabit in morte redimeret,
Regina autem nox.

Ultra velum intrabit in divinis cadit nox;
Tolle quod tuum est sanguis
cum ea reviviscere.
Accipere virtutem,
Nox dea.
Vivat.”

Eles repetiram o mesmo cântico mais de três vezes quando então saíram do círculo e perguntavam-se por que nada havia ocorrido.
– Tem certeza que esse é o feitiço correto? – Júlio disse para Verônica que observava os garotos ficarem cada vez mais pálidos.
– Sou uma das melhores bruxas de minha geração, reconheço um feitiço poderoso quando o vejo! E esse é o feitiço correto!
– Você não errou os símbolos…
– Por que o erro tem que ser meu? – Ela diz com raiva. – Você conjurou o santuário corretamente?
– Necromantes não costumam errar como as bruxas!
E com uma fúria lancinante nos olhos, Valéria bate com o pé no solo que ergue-se contra Júlio o qual consegue se esquivar por pouco, vibrando os dedos no ar com uma rapidez inumana ela conjura uma lança que parecia ser feita de um material extremamente etéreo, contudo, ao lançá-la contra o homem que não conseguira ser tão rápido dessa vez lhe arranhou fazendo com que algumas gotas de sangue caíssem por sobre os escritos estranhos.
E então tudo foi muito rápido, uma estranha luz surgiu do centro do círculo onde os garotos ainda estavam presos pelas correntes de Valéria e então uma chuva de sangue foi iniciada quando os garotos um a um foram caindo com a garganta cortada por outrem que não puderam ver e quando o sangue tomou todo o centro do círculo sem derramar uma gota para fora a Lua lançou então a Terra um estranho raio vermelho diretamente para o centro daquele círculo que agora, não tinha mais sangue apenas o corpo nu de uma mulher deitado ao lado de todos aqueles corpos decapitados.

***

Do outro lado do mundo, um homem acordou do seu sono leve e levou a mão ao peito desnudo onde surgia uma estranha tatuagem na sua pele branca. Ele levantou-se como se aquelas marcas foram lhe gravadas com ferro em brasa, seus olhos de um azul intenso e angelical inundaram-se de lágrimas de dor e com todas as suas forças ele foi ao banheiro onde vomitou dentro da pia.
Quando ele ergueu a cabeça e olhou-se no espelho, os cabelos negros estavam revoltos e maiores do que normalmente utilizava, a pele branca que por mais que ele tentasse não conseguia bronzeá-la, a boca de um tom de rosa antigo tinha um formato único e sedutor, a sua expressão era jovial, mas se conseguem perfurar a primeira impressão poderiam ver todos os anos que ela carregava.
A dor não passava e ele mal conseguia permanecer ali em pé, nem mesmo o corpo forte e másculo era o suficiente para que ele permanecesse ereto e no ápice da dor seus olhos turvaram-se e foi ao chão, pode sentir o sangue quente escorrer pelo seu nariz e seu peito agora estava gravado em letras negras em um círculo naquela língua que ele tanto detestava.
E assim que a dor passou e aquela marcação tornou-se evidente ele pegou seu telefone e conseguiu apenas dizer uma coisa antes que um dor superior a todas que já sentira na vida, e que foram muitas, o fez perder os sentidos.
“Ela está viva!”.


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