O Nerd Escritor
Feed RSS do ONE

Feed RSS do ONE

Assine o feed e acompanhe o ONE.

Nerds Escritores

Nerds Escritores

Confira quem publica no ONE.

Quer publicar?

Quer publicar?

Você escreve e não sabe o que fazer? Publique aqui!

Fale com ONE

Fale com ONE

Quer falar algo? Dar dicas e tirar dúvidas, aqui é o lugar.

To Do - ONE

To Do - ONE

Espaço aberto para sugestão de melhorias no ONE.

Blog do Guns

Blog do Guns

Meus textos não totalmente literários, pra vocês. :)

Prompt de Escritor

Prompt de Escritor

Textos e idéias para sua criatividade.

Críticas e Resenhas

Críticas e Resenhas

Opinião sobre alguns livros.

Sem Assunto

Sem Assunto

Não sabemos muito bem o que fazer com estes artigos.

Fórum

Fórum

Ta bom, isso não é bem um fórum. :P

Projeto Conto em Conjunto

Projeto Conto em Conjunto

Contos em Conjunto em desenvolvimento!

Fan Page - O Nerd Escritor

Página do ONE no Facebook.

Confere e manda um Like!

@onerdescritor

@onerdescritor

Siga o Twitter do ONE!

Agenda

Agenda

Confira os contos e poemas à serem publicados.

Login

Login

Acesse a área de publicação através deste link.

Publicado por Jio_freed

– que publicou 1 textos no ONE.

Gosto de escrever… e bem, isso é tudo…

>> Confira outros textos de Jio_freed

>> Contate o autor

* Se você é o autor deste texto, mas não é você quem aparece aqui...
>> Fale com ONE <<

Mar
13
2016

O Toque do Sino

O Toque do Sino

Era uma ladeira ingrime e a chuva caia, caia fraca, mas ainda assim estava molhando os três. Wirt, seu irmão mais novo Greg, e o sapo de Greg que a cada hora tinha um nome diferente.

— Wirt, onde estamos indo? — Perguntou Greg que tinha o tal sapo em cima da cabeça. — Não deveríamos esperar Beatrice?
— Estamos andando Greg, tentando acha um lugar para sair da chuva. E eu não preciso da Beatrice. Vou achar um jeito sozinho.
— Oh, então você tem um plano? — Perguntou Greg, meio ofegante por causa da subida. — Isso é bom. Mas qual é o seu plano? porque você não está revelando nenhum detalhe então…
— Olha — Wirt virou-se e disse para Greg, a capa enrolada ao redor do corpo — Eu tenho um plano. Tudo bem? Se não confia em mim, não precisa me seguir.
— E o que eu deveria fazer? Questionou Greg jogando as mãos para o alto.
— O que você quiser. Disse Wirt e saiu andando.
— O que eu quiser? Isso é muito poder!

Wirt que havia chegado ao fim da ladeira se deparou com um terreno mais plano, ainda de terra batida. A floresta ladeava a estrada e uma arvore grande caiu bem na sua frente. Greg correu até onde Wirt estava.

— Wirt! Você está bem? Se machucou? Eu derrubei essa arvore com meu poder! Exclamou o irmão menor, acreditando que tinha de fato derrubado a arvore. Wirt, por outro lado, percorreu os olhos pelo tronco e foi até a base da arvore.
— Veja Greg — Disse passando a mão na madeira molhada, cortada recentemente — Marcas de machado. Alguém derrubou a arvore.
— Sim — Disse uma voz —, fui eu. Era o lenhador, que Wirt pensava ser a Besta. Estava envolto em roupas pretas, com chapéu cinza e tinha um machado numa das mãos, e a outra segurava a sinistra lanterna de luz branca. Nas costas tinha um cesto que servia como suporte para por lenha. Ambos tentaram correr, mas o lenhador foi mais rápido. Greg conseguiu fugir e ficou escondido em um arbusto perto da estrada, enquanto o lenhador, que havia pegado Wirt, falava com ele.

— Ouça-me garoto — Começou o lenhador que agarrava os ombros de Wirt — Fique atento! A Besta sabe que você está aqui! Ela está pronta para toma-los como parte da sua floresta negra. Mas apenas se vocês desistirem, mantenham-se aquecidos em corpo e espirito e ficarão a salv…

O lenhador não conseguiu terminar porque Wirt chutou a lanterna de sua mão fazendo-a cair no chão. Ele liberou Wirt enquanto apanhava a lanterna e os dois irmãos correram o mais rápido que puderam por entre os galhos secos da arvore que havia caído, deixando o lenhador para trás.

— Garotos! Cuidado com a Besta! Gritou o homem, mas eles já não ouviam mais nada.
— Lenhador — Uma sombra emergiu das parte escuras da estrada. Era a Besta. — Precisamos conversar.
Wirt e Greg ainda corriam, e avistaram um muro baixo de pedra. Eles pularam e se agacharam atrás do muro, o folego entrecortado por causa da corrida.
— Você foi demais Wirt! Acabou com ele com o velho chutão! Disse Greg, fazendo o gesto com o pé.
— Viu só. Eu não preciso de Beatrice. Agora só precisamos achar um lugar para nos abrigar desta chuva.
— Contanto que não seja aquela cabana velha e abandonada… Disse Greg apontando para uma cabana de pedra e madeira, meio velha e lascada, com alguns buracos, que se situava num terreno de terra sem nada em volta.
— Perfeito. Disse Wirt e se pôs a caminhar na direção da velha casa.
— Pobre Wirt. — Disse Greg — É assim mesmo. E seguiu atrás do irmão.

A cabana estava escura, mas tinham muitas velas e castiçais e uma lareira. Wirt achou uma caixa de fosforos ali perto e se pos a acender algumas velas. Acendeu tudo, iluminando de vez o local.

— Bem legal, não acha? Perguntou a Greg.
— Talvez. Respondeu o irmão e começou a cantarolar. Greg andou até um dos cantos da cabana, onde haviam uns cestos, com o sapo no cós da calça.
— Você deveria tirar o sapo dai, Greg.
— Ele pode fazer o que quiser. Ei, o que será que tem nesses cestos velhos? — Ficou na ponta dos pés e olhou para dentro de um dos cestos — Wirt, veja! Estamos ricos!
— O que? — Disse Wirt se aproximando, olhando dentro do cesto. Dentro haviam muitas e muitas tartarugas pequenas e negras. — Tartarugas? Sabe, Greg, é engraçado ter tartarugas numa casa abandonada.
— Verdade — Concordou Greg e começou a rir.
— Não, Greg, não é esse tipo de engraçado.
— Oh — Disse Greg parando subitamente de rir.
— Titia — Uma voz que vinha de fora falava — Terminei de arrumar os… Então uma mulher entrou pela porta. Uma mulher não, uma garota. Estava vestida de forma muito simples, um vestido azul-celeste com um avental branco por cima e um pano branco amarrado a cabeça. Era estranhamente pálida, como mármore, e os cabelos eram escuros.
— Quem são vocês? Perguntou com uma voz que mais parecia um sussurro, e depois tossiu.
— Somos ladrões! Anunciou Greg.
— Não, não somos — Negou Wirt — Estávamos procurando um lugar para sair da chuva e achamos essa cabana então…
— Então viemos roubar suas coisas! — Disse Greg sorrindo. Wirt o pegou e pôs a mão na sua boca, e Greg continuava a dizer que eles eram ladrões. Por fim o irmão menor foi ao chão e se rendeu.
— Tudo bem, tudo bem — Disse sorrindo, o rosto virado contra o assoalho — Eu desisto.
— Você viu? Não somos ladrões. Disse Wirt a moça. Ela sorriu.
— Sim, acredito em vocês, mas depressa, escondam-se. Ela está vindo!
— Quem está vindo? Perguntou Wirt. E então uma voz vinda de fora fez-se ouvir “Lorna, onde você está?”
— Minha tia — Disse a garota, ainda sussurrando — Nos cestos, rápido se escondam-lá! Tossiu de novo. Wirt e Greg e o sapo se esconderam no cesto.

Logo depois de se esconderem entrou pela porta uma mulher muito grande, muito gorda, com a cabeça enorme. O nariz rosa se destacava no rosto pálido, e os olhos eram amarelados assim como os poucos dentes que tinha. Usava um vestido muito largo e preto e na cabeça desproporcional havia uma pano branco. Ela se aproximou da garota, que aparentemente se chamava Lorna.

— Lorna, minha doce criança.
— Sim, titia?
— Alguém venho aqui? Indagou a velha, passando o dedo no rosto de Lorna.
— Não, tia.
— Isto quer dizer — Falou a mulher, se aproximando do rosto de Lorna — Que ninguém será devorado vivo aqui esta a noite?
— Espero que não, tia. — Outra vez a tosse.
— Você é uma garota muito boa Lorna, mas mente para mim. Eu sei que crianças vieram aqui — Ela fungou duas vezes — Posso sentir o seu cheiro.
— Crianças? Mas eu estou tipo no ensino médio! Disse Wirt dentro do cesto ao irmão, o mais alto que se atrevia.
— Sim, mas você ainda fede — Greg sussurrou de volta.
— Shh. Ordenou o mais velho comprimindo o dedo nos lábios.
— Shh você. Respondeu o menor devolvendo o gesto.
A conversa entre a tia e a sobrinha continuava.
— Ninguém esteve aqui hoje, tia. Eu juro.
— Não tente me enganar querida Lorna. Vamos, diga onde eles estão. — A mulher, que estava com as mãos enfiadas uma na manga da outra tirou de dentro de uma delas um sino de forma peculiar. Parecia um esqueleto de vestido. — O toque do sino te ordena.

Ela sacudiu o sino que tilintou, e brilhou e os olhos de Lorna também pareceram brilhar com uma luz branca. Lorna pareceu hipnotizada e então respondeu entre suspiros:

— Olhe… Nos cestos…
A tia foi até o cesto onde estavam os irmãos, que haviam posto a cabeça para fora e visto a cena. Eles se esconderam antes que ela chegasse, e ela exclamou, ao ver o que tinha dentro.
— Oh, então todo esse tempo você falava das tartarugas que estavam maduras? — Ela pegou uma tartaruga e comeu, jogando o casco negro fora. — Isto quer dizer que você não tem nenhum segredo para esconder?
— Não tia — Disse Lorna —, nenhum.
A tia de Lorna começou a subir as escadas e quando chegou no terceiro degrau virou-se para a sobrinha:
— Lorna, vá organizar os ossos daqueles que foram devorados aqui antes.
— Já organizei, tia.
— Então limpe o chão até que brilhe — Ela tirou novamente o sino da manga — O toque do sino te ordena. — O sino brilhou e os olhos de Lorna irradiaram a luz branca novamente.
— Vou… Limpar… Até que brilhe…
A mulher guardou o sino e disse para Lorna:
— Lorna, sabe que faço isso por você. Manter você ocupada é o único modo de impedir que o espirito maligno te leve a perversidade.
— Sim, titia Sussurros, eu sei. O trabalho me manterá ocupada. Respondeu Lorna sorrindo. E depois tossiu.
— Vou dormir, boa noite minha querida. — falou enquanto subia os degraus — E apague este fogo, não pedi que o acendesse.

Lorna começou a varrer e esperou até ouvir a tia roncar baixinho e depois falou com sua voz sussurrante:

— Podem sair minhas tartarugas, ela dorme.
Eles saíram e Wirt perguntou:
— Tem certeza?
— Sim. A garota tossiu novamente.
— Você está bem? Tem tossido bastante.
— É a minha doença. É a razão pela qual titia Sussurros é tão dura comigo.
— Nossa, aquela senhora é tão má! Você deveria ir a um medico. Disse Wirt gesticulando.
— Titia Sussurros não permite visitante aqui. Ela acredita… que estranhos vão me fazer ficar perversa.
— Viu? Isso é super estranho. Não quero ofender sua família mas…
— Ela não é minha tia de verdade.
— Minha nossa, você viu?
— Ei aonde o Dr. Pepino foi? — Perguntou Greg se referindo ao sapo — Ei venha aqui, vou te pegar! Disse quando viu o sapo e se pôs a correr atrás dele.
— Então você tem que ficar varrendo aqui até acabar? Continuou Wirt.
— Sim — respondeu sem deixar de varrer —, e depois que eu terminar ela me dará outra tarefa… e assim vai.
— Então se eu te ajudar, terminaremos mais rápido e ai, quem sabe… — Ele fez um gesto com dois dedos.
— Você quer dizer… escapar? Com você? — Perguntou Lorna, e Wirt notou suas bochechas de mármore ficarem levemente rosadas.
— Sim… — Respondeu — É, sim.
— Podemos fugir com vocês? Perguntou Greg, voltando com o sapo em cima da cabeça. O sapo coaxou.
— Sim. Talvez… Dessa vez possa ser diferente. — Disse Lorna respondendo a pergunta de Wirt — Aqui — Ela estendeu um pano para Wirt e eles começaram a limpar.

Wirt e Lorna foram limpando o mais rápido e melhor que conseguiam enquanto Greg observava. O irmão menor notou os olhares e sorrisinhos que os dois trocavam. A noite já havia caído lá fora e a limpeza já estava quase no fim. Greg saiu correndo atrás do sapo que subiu escada a cima.

— Ei, Dr. Pepino, você pode correr e pode se esconder! O sapo entro no quarto escuro onde Titia Sussurros dormia.
— Pronto — Disse Wirt — Acabamos.

Wirt ouviu Greg gritar e em seguida o viu descer correndo a escada segurando o sapo, e atrás dele vinha a tia de Lorna. Greg correu até Wirt e ficou atrás do irmão, e Lorna ao seu lado. A mulher ficou a uma pouca distancia deles.

— Quem são vocês? Fiquem longe da minha Lorna! Lorna, venha aqui. O toque do sino te ord… — Ela parou pois notou que não estava com o sino. Começou a procura-lo. — Onde está? será que deixei na cabeceira da cama?
— Corram! Gritou Lorna, aproveitando a oportunidade. Wirt pegou uma das velas que havia em cima da mesa e depois eles saíram pela porta que dava num corredor, Wirt pegou uma cadeira que havia ao lado e escorou-a na porta, impedindo que a mulher atravessa-se.

— Abram antes que seja tarde demais! Destranquem esta porta! — Ela forçava a porta tentando abrir, sem sucesso. — Ela irá ficar perversa de novo! Ela vai devorar vocês.

— Do que ela está falando? Perguntou Wirt a Greg e se virou para trás. Estava tudo escuro, mas à luz da vela eles conseguiam enxergar o que haviam a sua frente. Lorna estava flutuando, sua cara transformada em algo disforme, com olhos negros onde deveriam ser brancos e brancos onde deveriam ser negros, e os dentes longos e afiados.
— Mais ossos para organizar! — Disse ainda flutuando, na voz se detectava um resquício da voz de Lorna — Desculpem-me minhas tartarugas, mas tenho que me alimentar!
— Nossa, quem diria. Eu estava pensando que a velha senhora era a comedora de gente mas era Lorna o tempo todo… pois é, vivendo e aprendendo. — Disse Greg, enquanto Lorna, ou o que havia restado dela, estava prestes a ataca-los — Mas eu tenho um plano que…

Greg não concluiu a fala, porque Wirt largou a vela, o agarrou e ao sapo e pulou por uma janela baixa de madeira, rompendo as tabuas e caindo do lado de fora da cabana, segundos antes da garota os alcançar.

— Seu plano era bem melhor! Exclamou Greg, e o irmão o agarrou e saiu correndo pela frente, tentando fugir do espirito maligno. Eles acabaram por pular num pequeno lago, o lago batia na cintura de Wirt, mas Greg era menor e não havia aparecido. O irmão começou a procura-lo e viu o sapo emergir, pegou-o e depois Greg apareceu na superfície também.

— Agora vamos tentar o meu plano — Greg agarrou o sapo e o sacudiu, e ouviu-se um tilintar um pouco abafado — O toque do sino te ordena
— Como você fez isso? Perguntou ao irmão.
— O Gregr Jr. comeu o sino da velha bruxa.
— Ótimo. Diga alguma coisa!
— O espirito me compele — Disse Lorna, flutuando, com os olhos brilhando esperando a ordem. Wirt teve uma ideia.
— Vire um tigre magico! Ordenou Greg. Wirt agarrou o Greg Jr. e o sacudiu, fazendo tilintar o sino.
— O toque do sino te ordena… Deixa Lorna em paz e pare de fazer ela ficar má! E vá embora e nunca mais volte!
O espirito, obedecendo ao toque do sino, saiu de Lorna, e ela caiu no gramado que havia ali. Os garotos foram até ela e Greg disse, apontando para cima.
— Olhe!
Uma face semelhante a qual o rosto de Lorna havia se transformado apareceu no ar, só que bem maior e depois se desintegrou num turbilhão de luz azul. Um vento soprou quando o espirito sumiu.

— Lorna, oh Lorna! Era titia Sussurros, que havia conseguido sair casa e vinha correndo em direção de Lorna.
A garota estava deitada na grama e abriu os olhos.
— Obrigada, Wirt. Você me salvou.
Lorna se levantou e parecia estar bem.
— Lorna, você está bem? Oh, Lorna, eu pensei que eles haviam roubado você.
— Não, tia. Eles usaram o poder do sino para banir o espirito maligno e me libertar.
— Que bom, minha querida, que bom. Disse a velha senhora voltando-se para Lorna e as lagrimas começaram a escorrer de seu rosto.
— O que foi titia? Perguntou, a voz novamente um sussurro.
— É que agora que você se livrou do espirito, não precisa mais da velha titia Sussurros para cuidar de você…
— Do que está falando, tia? — Respondeu Lorna — Você é minha família. Eu nunca abandonaria você. — E foi até a tia e lhe deu um abraço — Vamos para casa.
As duas começaram a caminhar e titia Sussurros parou um momento e virou-se para os irmãos.
— E pra vocês dois, aqui vai um conselho: cuidado com minha irmã Adelaide, não confiem nela. Ela mora no pasto. E voltou a caminhar. Enquanto iam embora, Lorna olhou por sobre o ombro:
— Obrigado Wirt. Talvez eu veja vocês novamente algum dia. Eu espero que sim.
— Até mais. Respondeu o irmão mais velho e Greg acenou.

Wirt franziu a testa. Mal sabia titia Sussurros que seu aviso havia sido dado tarde demais. Ele o irmão já haviam encontrado a tal irmã Adelaide, uma mulher que pretendia faze-los de escravos por toda a vida. Eles só haviam conseguido fugir da armadilha porque Wirt conseguiu achar um meio de escapar das cordas que os prendiam. Haviam sido levados a perversa Adelaide por Beatrice, a passarinha azul que podia falar, que eles pensaram ser sua amiga e que acabou os traindo. Wirt não a perdoaria jamais.

Sem muita alternativa, os irmãos e o sapo que a cada hora tinha um nome diferente voltaram a andar pela floresta, cuja as folhas das arvores de outono caiam com cores tristes, tentando achar o caminho de volta para casa.

— O que vamos fazer agora? Como vamos achar o caminho de volta para casa?
— Eu não sei Greg.
— Mas você tem um plano.
— Eu menti. Disse Wirt concisamente.
— Oh cara… Vamos lá, lidere o caminho capitão, você consegue! Nada pode nos impedir! E continuaram a caminhar.
Enquanto eles seguiam seu caminho, em algum lugar escuro por entre as arvores, o lenhador conversava com a Besta.
— Sorte sua o garoto ter conseguido te superar. Seu estratagema quase acabou nos custando tudo. Disse a sombra com sua voz gutural.
— Não se pode sair trocando a vida de crianças como se fossem moedas!
— Não se importa com sua filha, Lenhador? Não se importa em manter a luz da alma dela acesa? Disse a besta, apontando para a lanterna.
— Deve haver outro jeito! Disse o Lenhador.
— Não. Há somente eu, há somente o meu jeito, há somente a floresta e há somente a redenção.


Categorias: Agenda |

1 Comment»

  • Jio_freed says:

    Esse conto é uma releitura de um episodio da mini-série “Over The Garden Wall”. Comente o que achou.

RSS feed for comments on this post.


Leave a Reply

Powered by WordPress. © 2009-2014 J. G. Valério