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conto da noiteO Conto da Noite
Rituais
As pessoas trabalhavam felizes em meio aos limoeiros. Homens e mulheres contentes colhiam os frutos que surgiam abundantemente naquele lugar.

Em meio ao tumulto, um casal arrumava tempo para brincar.


Publicado por Evandro Furtado

– que publicou 95 textos no ONE.

Ocupações: Estudante de Letras (sim, isto é ocupação) e escritor amador em tempo vago.

Base de operações: Lavras/MG (por mais que eu duvide que esteja realmente aqui, às vezes).

Interesses: Cinema, música, literatura, professional wrestling e uma boa pizza se for possível.

Autores Influentes: Stephen King, Dan Brown, Agatha Christie, Paulo Coelho, Tolkien.

Objetivos: Parafraseando o Coringa de Heath Ledger: “I just do things!”

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O Imperador de Quarto Branco

           Era mais uma noite de chuva, claro sempre é quando se tem pesadelos, o imperador se remexia, soava e proferia ofensas às personagens de seus terríveis sonhos. Há dias eu ouvia os servos do castelo comentarem os berros vindos dos aposentos imperiais. Nem ao menos imaginavam os motivos para tais manifestações, e claro, ninguém comentava em sua presença, mas o imperador confidenciava todos estes pesadelos a mim, seu conselheiro, quem até o final tentou entender qual foi afinal a maldição lançada sobre o pobre homem.

Na manhã seguinte, o imperador tinha uma questão difícil, que me custou muito tempo pra alcançar algo que pudesse chamar de resposta.

– Me diga conselheiro, o que é a loucura? – me olhava esperançoso de que eu detivesse uma resposta instantânea, mas eu obviamente não era, e ainda não sou detentor de tanto conhecimento. Tentei contornar a questão na busca de entender seu contexto e por meio de tal sanar a duvida de meu senhor.

– Me diga meu senhor, o que o leva a indagar sobre tal coisa? – Responder a uma pergunta com outra pergunta sempre me fazia ganhar tempo, além de fazer parecer que eu estava interessado.

O imperador me olhou expressivamente, era quase como se pudesse materializar o que diria a seguir, abriu a boca uma ou duas vezes, mas parecia receoso de iniciar qualquer descrição.

– Há muitas noites venho tendo pesadelos estranhos, os estava ignorando, pois afinal, eram só sonhos ruins. Mas eles decidiram que devem me importunar durante o dia, agora os vejo andando pelos corredores do castelo, procurando por mim….

– Eles? Refere-se aos sonhos, meu senhor? – perguntei para continuar expressando interesse.

– Os Homens de Branco, é claro – ele diz abaixando a voz como se temesse ser ouvido.

– Estes tais Homens estão nos seus pesadelos, meu senhor?

– Estão também por toda a parte, meu conselheiro, vá e me traga uma solução – disse dispensando-me repentinamente.

Prometi que iria à minhas fontes de pesquisa, e que em poucas horas traria uma resposta pra ele sobre a tal loucura, mas a verdade é que sabia que não havia uma resposta em lugar algum, era a primeira vez em todo o Mundo. Já havia quase abandonado o grande salão quando me lembrei de uma pergunta importante.

– Me diga meu senhor, em que situação ouviu essa palavra? Loucura? – perguntei quase aos berros ao longe.

Ele se levantou e caminhou lentamente até mim, e isso ele não fazia nunca, mas creio que ele temia tratar deste assunto em voz alta.

– Os Homens de Branco, falavam sobre isso uns com os outros nos pesadelos – ele me olhava com tom grave – e não diga isso alto, ou eles virão atrás de você também…

O imperador decididamente estava agindo de forma estranha, ao invés de ir a meus livros, fui até os curandeiros, descrevi os sintomas, mas nenhum tinha ideia de que doença ou maldição caíra sobre meu senhor. No fim do dia retornei sem respostas ao castelo, onde o imperador já me esperava.

– Onde esteve o dia todo? – ele parecia nervoso, as jovens curandeiras à beira do trono denunciavam que algo de errado aconteceu na minha ausência.

– Eles tentaram me levar daqui, falavam sobre uma tal cura, mas eu me sinto cada vez pior, havia um deles aqui ao lado agora pouco, ele me dizia que faltava pouco e tudo ia ficar bem. E eu ainda nem mesmo sei o que é a tal loucura de que me acusaram e agora querem me livrar.

O imperador estava cada vez mais nervoso, e eu temia por meu senhor. Mas o que poderia eu fazer? Era apenas um conselheiro, um conselheiro que se via sem respostas.

Havia ainda um curandeiro que eu não havia interrogado, mas ele há muito havia sido exilado pra terras além do reino, ele que acusado do uso de magia negra, era conhecido por aqui apenas como O Negro. A verdade é que eu gostava dele, mas mais uma vez, minha baixa influencia justifica minha incapacidade e não pude agir em seu favor quando o conselho o baniu.

Viajei ao entardecer daquele mesmo dia em que o rei piorou, e quando o sol nascia eu já estava nas terras daquele homem erroneamente chamado de O Negro. O homem alto me encarou e quase pude ouvi-lo rir internamente.

– Então o rei vê homens de branco que o perseguem? Fala sobre loucura e também sobre uma cura?

– Exatamente, a cada dia isso é mais frequente – respondi serio, encarando-o firmemente – me diga, que está havendo? Como por um fim a isso?

– Logo vai ter fim, só temo que não seja o que você espera, nobre conselheiro. Seu rei foi convocado de volta à Realidade.

– De volta?

– Sim! Sim! Todos nós viemos de lá, e alguns voltam. Todos os que voltam, resistem, então os Homens de Branco dizem que o convocado tem Loucura, e a cura seria o fim da resistência, é quando se é absorvido pela realidade.

Não questionei mais a situação, pois confiava no velho amigo, peguei o rumo de volta ao castelo e cheguei ao entardecer. Subi correndo a escadaria, ainda não havia decidido se daria a noticia ao meu senhor, e mesmo que fosse, não haveria tempo.

Quando entrei no salão principal só pude ver um rosto terno e vencido do imperador, dois homens de branco o seguraram pelos braços e o guiaram até uma porta que surgiu atrás do trono e desapareceu assim que entraram.

Agora, enquanto escrevo essas palavras estou sentado em seu trono que ainda não foi preenchido, acho que ele não se importaria. Tenho aqui comigo dois companheiros que aceitaram esperar que eu documentasse esse fato antes de me levar também. Sim, depois de muito fugir, acabei me entregando aos Homens de Branco também. E deixo dito a cada um que venha a ler este, viva tudo o que puder e enquanto puder, pois cedo ou tarde, o Homens de Branco vêm buscar você e te levar aos braços da cruel realidade.

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A Lenda da Rosa Azul Capitulo V

Escritor: Vinicius Maboni e HIOTO

a-lenda-da-rosa-azul

Segredos na floresta

De: Vinicius Maboni e Hioto

– Bravo! Eu não esperava menos de uma elfa e mais do que deveria de um humano, pois sei que são quase inúteis. – Dizia sorrindo alguém que se aproximava devagar e batia palmas sarcasticamente. Vestia uma capa preta que mostrava, na primeira olhada, apenas seus ameaçadores olhos vermelhos.

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Cassandra – Parte II

Escritor: Vinicius Maboni

cassandra

Sentado sob a sombra de uma grande árvore, caderno e lápis ao chão, comendo uma fruta e os pensamentos fervilhando em busca de alguma ideia, um simples fio de inspiração ao qual pudesse se agarrar.

Sua personagem já tinha um nome, uma aparência e um jeito de ser. O que faltava? Há horas tentava pensar num rumo para Cassandra, ficava imaginando como ela se sentia em simplesmente existir e ponto.

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Mundos Em Palavras – III

Escritor: Vinicius Maboni

Nem todos que vagam estão perdidos.
– J. R. R. Tolkien

Ela encarou a capa do livro do qual fugia há tanto tempo. Longos minutos, ou talvez horas, se passaram até finalmente conseguir abri-lo. Tremia, suava frio e se sentia terrivelmente tentada a recolocá-lo na prateleira e voltar a ignorá-lo. Mas não podia, sabia que não. Nunca se encontraria se não terminasse aquilo.

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Cassandra

Escritor: Vinicius Maboni

cassandra

– Ao One, e a cada um que se atreve a criar mundos de papel.

Caderno, lápis, borracha e uma ideia, tudo o que precisava. Sentado sobre a cama, apoiando-se na cabeceira e pronto pra escrever. Longo espaço pra um titulo, não tinha ideia de qual seria. De inicio tinha apenas uma personagem formada, nada de trama, conflito ou clímax. Mas acreditava ter o suficiente.

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Publicado por ViniciusMaboni em: Cassandra,Contos | Tags: , ,

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