Sombras na noite (1)
Escritor: Chuck
Escritor: Chuck
Escritor: Josue de Oliveira
Como sempre, Amanda estava certa. Eu não deveria estar ali. Não sendo quem eu era. Não depois de tudo. Mas estava.
As coisas piscavam e os corpos se mexiam no ritmo da música. Alguns nem tanto, mas isso não era realmente importante. Eu não sabia onde João estava, o filho-da-mãe tinha desaparecido logo depois de chegarmos. Estava sentado com a barriga encostada no balcão, fazendo girar sobre ele o copo de cerveja sem álcool que me rendera olhares escarnecedores dirigidos pelo barman. Braços estendidos roçavam por sobre meus ombros para apanhar drinques coloridos, cujos nomes eu sabia de cor. Concentrei-me na cerveja, bebi um gole. Um negócio horrível. Meio receoso, olhei para trás. E alguma coisa dentro de mim pareceu começar a se mexer.
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Escritor: Lucas Durao
Boris estava sentado em seu sofá, assistindo à partida de tênis mais longa da história do universo quando uma coisa muito importante aconteceu. Ele coçava a própria barba mal-feita sem desgrudar os olhos da tela. Metido em um roupão agora já velho e encardido, com as meias dobradas sobre a canela e a camiseta suja de molho de tamarindo, ele suspirou. Aquilo estava ficando chato.
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Escritor: Flavio Brabo
Sexta-feira dia 31 de Outubro – 5:30 da manhã.
O despertador toca, mais um dia está para ressurgir em meio à escura e calada madrugada. Ao abrir a janela, vejo a neblina densa encobrindo o céu. É hora de levantar para ir trabalhar.
A água fria do chuveiro castigava meu corpo. O céu cinza, uma manhã triste e fria iniciava. Poucas pessoas andavam pela rua. Havia algo de estranho naquela manhã, era como se as pessoas estivessem com medo de sair na rua e as que lá estavam tinham medo de permanecer. Eu, estranhamente e sem motivo, também estava com medo. O sol parecia mais distante e as nuvens mais negras. Não ouvia nenhum pássaro naquela manhã. Saio correndo em direção ao ônibus e começa mais uma jornada. O onibus fretado chega na entrada do prédio onde trabalho, agora é só subir dezoito andares e estarei no trabalho.
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Escritor: Flavio Brabo
Ainda era noite quando Roberto saiu de casa em direção ao trabalho. Uma garoa fina e gélida batia em seu rosto. O vento frio e cortante fazia seu corpo tremer. Pela previsão do tempo aquele mês de Agosto seria um dos mais frios dos últimos trinta anos.
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Escritor: Rodrigo Braga Scop
Todos os ossos de minha mão direita pareciam estraçalhar-se. Naquele momento, eu via meu punho encontrar-se com a parede de pedra. Um ato estúpido, desesperado. Ato que apenas somou-se a outras ações estúpidas tomadas anteriormente. Tudo aquilo estava errado, e eu pagaria um alto preço. Não precisei de mais do que um instante, daquela linda noite, para perceber que minhas ações haviam sido completamente equivocadas. Ao ouvir minha mão quebrar-se contra a parede e meu sangue colorir as cinzas pedras, reconheci meu erro.
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Escritor: Luís Oselieri
Kirdis abriu os olhos e percebeu que não havia sido uma boa idéia tentar enganar Nertik, o centauro. Ao seu redor, os vinte orcs pareciam ansiosos em mostrar ao jovem ladrão que nenhum traidor conseguia escapar vivo. Ele então olhou apavorado para as cordas que prendiam seus braços e pernas, desta vez estava tudo perdido, mas mesmo assim seria melhor acreditar que aquelas criaturas estúpidas poderiam se distrair, facilitando a fuga de Kirdis. Já estava longe da Floresta do Vale Vermelho, e por isso se sentia cada vez mais preocupado ao olhar para as montanhas que cercavam a Terra dos Orcs.
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Escritor: Samila
Provavelmente havia sido o forte cheiro de sangue que o atraíra, muito obstante não pudesse descartar que talvez a culpa fosse daquela forte sensação de perigo que tinha o poder de despertar sua quase que infantil curiosidade.
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Escritor: Igor Amaral
Plot Twist
Talvez eu não tenha me apresentado bem, meu nome e John Matrix e tenho 45 anos. No relato passado escrevi: “Na minha atual situação em 2009…”, mas eu me confundi porque minha situação atual é em 2030, e não contarei mais nada a respeito disso porque quero transformar o que vivi em uma narrativa, e por isso não contaria o final ate porque não teve final, e acho que depois de algumas coisas que eu fiz não vai mais ter final. Pode-se chamar essa conversa que eu estou tendo com vocês de uma nota do autor, porque eu não quero ficar escrevendo outros livros para explicar a história então ponho a nota do autor na própria história. Mas chega de enrolar e vamos logo para a narrativa
Escritor: Guilherme Solari
Gabrielle andou até a janela. Subiu na fenda. Pressionou os pés descalços contra o metal frio. Olhou para baixo. Saltou.
Não sentia como se estivesse caindo, mas voando, como se o edifício fosse na verdade o chão. E ela passou por dezenas de janelas, depois centenas, e a rua não estava mais próxima do que no princípio. Até que o edifício se tornou mesmo o chão. Gabrielle voltou os pés descalços para o novo baixo e aterrissou.
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