Dragões de Eter
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Download do livro O Draconiano - Livro 1

Mar
15
2010
3

Um Anjo Redentor

Escritor: George dos Santos Pacheco

Sirenes ligadas. Homens, mulheres e crianças chorando, gemendo de dor. Um chei-ro forte de éter. Em um hospital vê-se o que quer e o que não quer. Se ao menos houvesse muitos médicos para atendê-los… Não, não havia.

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Feb
11
2010
5

Um Presente Para Elpídio

Escritor: George dos Santos Pacheco

O sol ia alto naquele dia. O calor causticante não perdoava quem quer que fosse. As folhas das plantas estavam murchas, e murchos também pareciam estar os outros seres viventes. Alguns cachorros descansavam à sombra, sob as marquises, com suas línguas gotejantes penduradas no canto da boca. As crianças subiam a rua com suas pesadas mochilas e bochechas coradas. Algumas mulheres prendiam suas roupas ao varal. Era bom aproveitar enquanto a chuva não vinha. Os velhos… Ah os velhos! Alguns estavam sentados às praças, ou jogando milhos aos pombos, ou jogando damas com seus companheiros. Nem um desses casos era o de Elpídio.

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Feb
11
2010
1

O Mal de Sepúlveda

Escritor: George dos Santos Pacheco

As coisas não iam nada bem em Abaruna, uma pequena cidade encravada na serra fluminense. Um lugar aprazível, de clima ameno, com rios e cachoeiras onde muitos mergulhavam a fim de restabelecer suas forças. Com essas qualidades, havia ganhado o apelido de “Pedaço do Céu”, exibido no pórtico da cidade. Sua economia girava em torno da criação de bois, porém, os mais pobres criavam cabras. Sepúlveda era um deles. Havia se mudado para lá há um ano com sua esposa, buscando uma vida melhor.

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Feb
09
2010
5

A Casa dos Horrores

Escritor: George dos Santos Pacheco

A casa estava abandonada havia alguns meses. A grama do jardim ia alta, e resvalaria nas canelas de quem ousasse caminhar sobre ela. Ninguém o fazia. Toda a casa estava imunda. As paredes de um dos quartos ainda apresentavam marcas de sangue. Havia as folhas das árvores que caíam e entravam pelas janelas abertas. Ratos e baratas já dominavam o lugar, talvez atraídos pelo odor de carniça que empesteava o ambiente. Devia ser algum bicho morto… Por fora o reboco caía e deixava mais feio ainda aquilo que um dia foi lar de alguém. Não era um lugar agradável…

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Feb
04
2010
14

O Ceifador

Escritor: George dos Santos Pacheco

o-ceifador

Aquele dia ia ser o mais feliz de toda minha vida. Estava tudo pronto e arrumado. O quarto dele já estava pintado de branco e azul. Todo decorado. Eu tinha certeza de que seria um menino! Já podia me imaginar jogando futebol e empinando pipas por aí com o moleque… Minha mulher acordou sentindo dores. Estava com oito meses e pouco de gestação e, tecnicamente, ainda não estava na hora. Mas e eu me lembrava disso? Levantei da cama num salto e em questão de minutos estava vestido, ao contrário de Fernanda, que ainda lavava o rosto.

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Dec
21
2009
3

Beatriz, A Siamesa

Escritor: George dos Santos Pacheco

beatriz-a-siamesa

Ainda estava com o revólver nas mãos. Um calibre quarenta e cinco que herdara de seu pai. Destinado a criar desgraças. A única coisa que se esperava dela era tirar a vida dos outros. Com sorte escapava-se.

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Dec
08
2009
8

A Boa Samaritana

Escritor: George dos Santos Pacheco

a-boa-samaritana

Os carros cruzavam as ruas em alta velocidade. As pessoas atravessavam como e quando podiam. Fora das faixas ou avançando sobre eles. Era mais um dia no agitado cen-tro do Rio de Janeiro. Havia pessoas distribuindo panfletos, outras vendendo sanduíches, bolos e salgadinhos. Tinha barracas com relógios, outras com flores, e ainda com moedas. Alguns colecionadores iam lá para negociar seus mais preciosos bens.

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Dec
01
2009
5
pdf

O Pão Nosso de Cada Dia

Escritor: George dos Santos Pacheco

o-pao-nosso-de-cada-dia

O dia já estava clareando. Pardais e sabiás cantarolavam suas belas canções de alvorada em toda cidade. Um vento fresco, úmido e tranqüilizante entrava pela janela do quarto, dessa casa simples, de gente humilde.

A situação estava preta. As pessoas estavam sendo despedidas aos bandos. Uma crise daquelas. A inflação aumentava os preços dia a dia e não havia santo remédio para acabar com isso.

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Nov
27
2009
5
pdf

O Marinheiro Religioso

Escritor: George dos Santos Pacheco

o-marinheiro-religioso

O sol estava à pino. Alguns marinheiros varriam as ruas do quartel com desânimo. Não que fossem maus militares, mas é que trabalhavam desde cedo e sob um calor extenuante. As folhas de amendoeira eram difíceis de varrer. Pareciam que ficavam coladas ao chão. E por incrível que pareça todo quartel de Marinha tinha essa árvore. Parecia que era plantada de propósito.

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