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Dec
08
2011
0

Espantalho Moribundo

poesiaEscritor: João Felinto Neto

Minha alma sempre está
Num silêncio tão profundo,
Que eu chego a duvidar
Que ainda estou no mundo.

Espantalho moribundo,
Onde a morte vem pousar.
Talvez para lhe falar:
Sinto muito! Sinto muito!
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Dec
06
2011
18
Conto em Série

Cavaleiro de Walter

Escritor: Felipe Soares

cavaleiro-de-walter

A Boa Vontade do Homem Neutro

Terra molhada, algo que sempre segue as chuvas e espalha seu cheiro pelo vento. As botas de Baldur entravam nesta terra, afundando e grudando, enquanto ele andava ao redor de uma cidade. O céu era uma massa cinzenta que parecia não ter fim, mas Baldur andava com um sorriso no rosto, devido á situação em que estava.

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Publicado por The Gunslinger em: Baldur,Contos,Felipe Soares | Tags: , ,
Dec
06
2011
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Olhos de Azulão

poesiaEscritor: João Felinto Neto

O que busca essa mulher
Pela qual minto,
Senão
A mesma solidão
Que sinto
Quando longe de seus olhos de azulão?

Os mesmos olhos
Que me olham da gaiola
Quando eu abro a porta
E eles vêem a imensidão.

Publicado por joaofelintoneto em: João Felinto Neto,Poesias | Tags: , ,
Dec
05
2011
15

Pessoas Assim

Escritora: Deborah Regina de Souza Stuhl

pessoas-assim

No relógio, 10h10min. Se ele acreditasse em supertições, deixar-se-ia imaginar que havia alguém pensando nele neste exato momento. Mas isso não era algo próprio a pessoas como ele.

Pessoas que vestem ternos escuros e perfeitamente cortados, até mesmo debaixo do mais escaldante sol, e carregam maletas pesadas não se deixam levar por crenças infantis. Pessoas assim vivem em um mundo por completo austero, feito de linhas retas, cores fechadas e quase nenhuma intimidade.

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Publicado por The Gunslinger em: Contos,Deborah Regina de Souza Stuhl | Tags:
Dec
02
2011
1

Succubus

poesiaAutor: Cumna Vasconço

Abençoadas noites de vento turvo;
Em seus fúnebres braços há o abraço de Bacco;
Eu dormia sozinho em um leito de ciumes;
E chorava baixinho um dilúvio nocturno;
A manha se tornava uma ulcere, cheia de orvalhos;

Tamanho ultraje se paga com vingança;
Porque fora demasiada mulher para deplorável homem;
Tens um mundo inteiro a quem querer, já te é livre pelo próprio nome;
Esvairardamente lhe chamei, minha amiga minha mulher;
Mas nem minha tu é, pois eis de somente tua;
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Publicado por Vasconço em: Cumna Vasconço,Poesias | Tags: ,
Dec
01
2011
15

Uma flauta e o Zen

Escritor: Ricardo Herdy

uma-flauta-e-o-zen

Vagarosamente
o horizonte se revela.
Dissipa-se a névoa.
sara fazib

No monte, o templo
envolto em cobertor
de neve azulada.

A tarde já ia em seu fim. Os flocos de neve começavam a cair com uma intensidade maior, cobrindo todo o cume do monte Hiei. No templo Enriaku-ji, localizado um pouco abaixo, não era diferente. Os monges já haviam se recolhido, e o silêncio era quebrado apenas pelo ranger dos galhos das árvores balançando com o vento frio que começava a soprar. Além desse, o único movimento que se podia perceber no ambiente era a fumaça elevando-se da cozinha. O pátio localizado entre o templo e a floresta encontrava-se vazio, e, no chão, pegadas recentes marcavam a neve, vindas da única trilha que ligava o templo ao mundo exterior.
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Publicado por ricardoherdy em: Contos,Ricardo Herdy | Tags: , ,
Nov
30
2011
1

Ciúmes

poesiaEscritora: Mayara Alves

Arde,queima.
Meu sangue está fervendo em ponto de ebulição,
sinto minha saliva quente, como a lava de um vulcão.
Tento me concentrar tornando minha respiração regular,
mas eu te ver com ela mais uma vez me falta o ar.
A dor cessa à noite na solidão silenciosa,
mas ao amanhecer volta bem mais forte.
Entro naquela sala, me deparo com a morte,
ela em teus braços, sussurando ao teu ouvido,
enquanto dentro de mim, bate aos prantos um coração partido.
Disfarço minha dor de uma maneira cuidadosa,
mas ainda penso em ti, minha pedra preciosa,
no par de esmeraldas estampado em teu rosto
pra ela trazem alegria, mas pra mim trazem desgosto.

Publicado por Mayara Alves A. em: Mayara Alves,Poesias | Tags: ,
Nov
29
2011
9
Conto em Série

O Sonho de Susana – Capítulo 12 – Final

Escritora: Priscilla Rubia

o-sonho-de-susana

Susana acordou em um quarto. Mantinha os olhos fechados, mas sabia que era um quarto porque sentia a cama macia por baixo dela. Por algum motivo tinha medo de abrir os olhos.

Onde eu estou? Em casa?

Foi quando se lembrou da sua última visão antes de dormir. O sol. O sol visto de dentro d’água, de dentro do lago.

Abriu os olhos.
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Publicado por Priscilla Rubia em: Agenda,Contos,O Sonho de Susana,Priscilla Rubia |
Nov
29
2011
16
Conto em Série

O Sonho de Susana – Capítulo 11

Escritora: Priscilla Rubia

o-sonho-de-susana

Por um instante Susana achou que o garçom estava tirando uma com a cara dela, mas percebeu que já tinha passado a hora de começar a rir e admitir a brincadeira:

— Você está brincando, né?

— Susana, eu que devo fazer essa pergunta.
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Publicado por Priscilla Rubia em: Contos,O Sonho de Susana,Priscilla Rubia | Tags: , , , ,
Nov
29
2011
0

Viva

poesiaAutor: Igor Felippe

Às vezes me pego voando
Em pensamentos perdidos
Vivo sonhando
Sonhando que vivo

Mas morto estou eu
Sem enxergar
A beleza do simples
Que deixo passar
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Publicado por Igor em: Igor Felippe,Poesias | Tags: ,

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