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conto da noiteO Conto da Noite
Rituais
As pessoas trabalhavam felizes em meio aos limoeiros. Homens e mulheres contentes colhiam os frutos que surgiam abundantemente naquele lugar.

Em meio ao tumulto, um casal arrumava tempo para brincar.


Publicado por Evandro Furtado

– que publicou 95 textos no ONE.

Ocupações: Estudante de Letras (sim, isto é ocupação) e escritor amador em tempo vago.

Base de operações: Lavras/MG (por mais que eu duvide que esteja realmente aqui, às vezes).

Interesses: Cinema, música, literatura, professional wrestling e uma boa pizza se for possível.

Autores Influentes: Stephen King, Dan Brown, Agatha Christie, Paulo Coelho, Tolkien.

Objetivos: Parafraseando o Coringa de Heath Ledger: “I just do things!”

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Fatos Cotidianos 17 – A vida dói

Não sei qual o dia da semana. Não faz diferença desde que a dor de cabeça passe. Nem é motivo suficiente para sair da cama. Será que existe um mundo sem dores? Um lugar onde todo pecado fica impune. Ficar me martirizando pela noite de ontem e os últimos trinta anos, ou pela garota da minha vida que se foi, também não vai me levar a lugar nenhum. Já que sem ela, melhor sozinho que mal acompanhado. Não estou sozinho, ou tenho três braços?

Talvez seja ela que esteja mal acompanhada. Não sou recomendável para convívio em sociedade antes de duas cervejas e uns cigarros. Com estes vermes cavocando o meio do meu lóbulo frontal me torno uma verdadeira ameaça publica. Se eu tivesse três desejo agora pediria coca-cola gelado, cigarro nacional e uma vida nova. Deus? Você esta aí? Iria considerar um sim se o Senhor fizesse esta alma penada sumir do meu lado. Não? Senhor? O Senhor não esta aí?

“Você está falando sozinho?” Não era para fazer ela falar, era para levar ela embora. “Talvez? O que eu estava falando?” Não reconhecia nem aquela cara, nem aquela voz. Ela virou para o lado. Continuei minha conversa com o Senhor, mas nada acontecia. “Já vou embora. Preciso só de um banheiro.” “Você lê pensamentos ou também tem uma conexão direta com Deus? Primeira porta a direita.” “Leio pensamentos.” Ela se voltou para mim com uma cara de desprezo que me deixou com uma expressão assustada.

Enquanto ela vomitava na privada eu pensava: “Faz café e vai embora, faz café e vai embora…” Ela só leu metade do pensamento, e foi embora sem se despedir. Fiquei deitado sentindo o mundo rodar e alguma coisa cavocar a minha cabeça. Abri a gaveta do criado mudo e peguei uma aspirina, um relaxante muscular e um Plazil.

Era pouco mais de dez horas quando consegui fazer com que todas as minhas energias superassem as dores e fobias e me tirassem da cama. Foi a necessidade de trabalhar que me deu este impulso na verdade. Entrei no carro, levantei a bandeira um e comecei a rodar pela cidade. Passando pela Nove de Julho uma mulher fez sinal para eu parar. Ela entrou, bateu a porta com força e falou: “Quero ir para o mais longe possível”.

Olhei pelo retrovisor e vi que ela estava chorando. Não gosto de ver mulher chorando. Começo a dar tudo que elas pedem. Atravessei a Paulista, desci a Augusta, cruzei a Faria Lima e quando já estávamos perto da Praça Pan Americana falei: “Senhora, já estamos andando a quase um hora. Preciso de um destino.” “Me deixe em qualquer bar pela Lapa.” Parei em um na Barão de Jundiaí. “Você não quer tomar alguma coisa comigo? Não quero ficar sozinha.”

Descemos do táxi e sentamos em uma mesa. “Desculpa minha situação. Acabei de sair do emprego. Não posso mais viver assim. Cansei de ser enrolada. Aquele cretino nunca vai se separar.” Então ela desatou a chorar. Antes dela tomar o primeiro copo eu já estava no segundo. Agora parecia que as dores nunca tinham existido. “Mais eu amo ele”, ela murmurava. “A quanto tempo vocês são amantes?” “Um ano.” Não era tanto tempo para amar alguém tanto assim.

Pedi mais uma cerveja e uma vodka. O humor dela começou a melhorar. “Obrigado por me fazer companhia. Não quero chegar em casa assim e escutar minha mãe falando: “eu avisei, eu sabia…” Depois da terceira cerveja ela já estava sorrindo. “Você é casado? Nunca mais quero ficar com um homem casado.” “Não. Estou tão livre quanto aquele táxi.” Saímos do bar com algumas cervejas e uma garrafa de conhaque. Fomos para minha casa. Não lembro dela ter ido embora. Acordei pela manhã no sofá com todas as dores que um homem é capaz de sentir.

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O álcool e a salvação

Acordei de um sonho estranho. Deus me mandava procurar uma garçonete do Milk Mellow e dizer para ela me ajudar a parar de beber. Fiquei meio assustado. Ele nunca tinha falado comigo antes. Algo me dizia que tinha aprontado uma das grandes na noite anterior. Me senti compelido a ir na lanchonete cumprir Sua vontade. A imagem dela estava mais viva na minha cabeça que os últimos seis meses. Ela era loira, tinha o cabelo encaracolado até o meio das costas, uma pinta no rosto e sorria como uma tarde ensolarada de domingo. Reconheceria ela no meio de milhares de outras garotas.

Assim, apaixonado sem mesmo saber por quem, fui para lanchonete. Entrei olhando para todos os lados. Havia umas mesas e um grande balcão. Não estava muito cheio. Olhei para todos os lados de novo, e para fora. Ela não estava lá. Me senti mais idiota que o normal. O que eu estava fazendo ali? Sentei em uma mesa e uma garçonete se aproximou. Levantei a cabeça e era ela. Fiquei sem reação. “O que deseja?” Era perfeita. Tinha a voz leve como uma brisa e o cheiro doce do vinho. Ela usava um crachá com seu nome: Marta. “Vai comer?” “Sim, um hambúrguer e um refrigerante.” Não consegui falar outra coisa.

Saí de lá acreditando mesmo que tinha uma missão à cumprir. O que eu ia falar para ela? Bebi a noite inteira pensando nisso. Deus esta me levando até a garota da minha vida. Fiquei com medo de ir dormir. Como Ele me puniria pela minha covardia? Quando dei por mim, na minha cama, percebi que não tinha sonhado com nada. Com certeza Ele estava muito bravo comigo. Novamente foi no Milk Mellow. Vi a Marta de longe, pelo vidro. Senti aquela sensação de borboletas no estômago assim que pus os olhos nela. Mais uma vez um hambúrguer e um refrigerante. Mais uma vez não disse nada sobre o sonho e o pedido divino.

Envergonhado não fui para o bar. Resolvi não beber aquele dia. Cheguei em casa e fiquei sentado na sala. Olhei em volta e concluí: “Como eu poderia trazer ela aqui?” Então comecei a organizar tudo. Revistas no revisteiro, livro na estante, lixo no lixo. Depois fui para cozinha. Joguei umas panelas fora, uns pratos também e limpei o pouco que sobrou. Não senti vontade de tomar uma só gota de álcool. Só uma coisa passava pela minha cabeça. Fui dormir com um único pensamento: “preciso falar com ela!” Como eu ia fazer isso sem parecer um crente xiita ou um ex-viciado? Fui dormir rezando para que Deus me enviasse outra mensagem.

Levantei mais cedo que o habitual. Também estava mais disposto. Sem nenhuma ajuda celestial. Lavei umas roupas e arrumei meu quarto. Mais uma vez fui ao encontro dela. Hambúrguer e refrigerante. Nada de coragem. As palavras simplesmente não saiam. Foram longas duas semanas desta angustia. As borboletas no estômago agora pareciam urubus. Acordava cedo e ficava o dia inteiro me lamentando como um imprestável, me retorcendo no sofá. Ele nunca mais apareceu, e me senti condenado por toda a eternidade. De repente olhei em volta e não tinha mais nada. Me olhava no espelho e não tinha mais vida. A culpa consumia o fundo da minha alma. Eu tinha falhado.

Parei de ir no Milk Mellow. Entrei numa depressão profunda. Me sentia um lixo. Estava tudo tão………..limpo. Depois de muito tempo longe voltei ao bar do Jaime. Não poupei uma só gota de álcool. Cheguei a um ponto em que por um único momento, desde não sei quando, não pensava nem em Deus nem na Marta. Não me lembro de como a noite transcorreu. Teve streap-tease, rodadas de tequila e um pó branco que fazia cocaína parecer calmante. A vida pulsava de novo em mim. Meus olhos voltaram a brilhar. Não tenho idéia de como cheguei em casa. Acordei com a sensação de que tinha dado a foda do século. Girei a cabeça e olhei para o lado. Era Marta.

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Carne II – Ossos do Ofício – Final

Escritor: Sombra Posthuman

Ukobach

Ukobach

 

Esta publicação é continuação de Carne I – Esqueletos no Armário e Carne II – Ossos do Ofício – Parte 1 e é recomendada para maiores de 18 anos.

Blood on her skin
Dripping with sin
Do it again
Living Dead Girl
Blood on her skin
Dripping with sin
Do it again
Living Dead Girl

Bem longe dali, Elisa algema os pulsos de Leandro à cabeceira e os pés aos pés da cama.

(more…)

Publicado por Sombra Posthuman em: Agenda | Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,
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Nunca mais eu bebo

Nunca vou me esquecer da primeira vez em que eu falei “nunca mais eu bebo”. Foi tenso. As pessoas me olhavam como se eu houvesse dito “soquei minha peromba no bufante de um gato que eu encontrei vagando pela feira”. Foi horrível. Lembro que fiquei envergonhado de ter dito aquilo, mas quando já pensava em dizer que estava apenas brincando, as perguntas começaram: Você tá bem? 
É cirrose? Queres o número do médico que tratou o meu tio que morreu de cirrose? 
Qual o nome da vagabunda que te proibiu de beber? 
Qual a igreja que você entrou?
Foi complicado explicar que nenhum fator catastrófico me forçou a tomar aquela decisão. Alguns falaram que respeitavam a minha decisão, meu novo estilo de vida. Afinal este é um mundo moderno no qual pessoas com diferentes opiniões e orientações etílicas distintas devem conviver em harmônia.
Outros se mostraram discrentes organizando em questão de minutos um bolão no qual ganhava quem conseguisse prever quando eu retornaria a praticar o levantamento de copo. Isso me irritou, tomei como uma afronta a minha sobriedade e força de vontade de ficar longe do álcool. Verdade que minha motivação para fugir da bebida não era lá muito forte, queria combater a bucho de chopp, controlar uma taxa ou outra que o médico me alertou, evitar de repetir uma merda ou outra que fiz quando estava bêbado…coisas assim. Mas apostar quando eu voltaria a beber foi demais, um ultraje!
No começo foi divertido ver os meus amigos bêbados tecendo as mais hilárias teorias e derramando risadas como se fossem as pessoas mais felizes do mundo. Eu ria pra acompanhar, bebericava meu refrigerante sem gosto e tentava participar da conversa, mas pouco a pouco fui percebendo que eu não mais fazia parte do grupo.
Parecia que eu havia escolhido ser um chato. Estavamos na mesma mesa, mas eu me sentia em um lugar diferente. Depois de algumas poucas horas –que me pareceram dias – comecei a achar que as teorias eram quase tão rídiculas quanto as risadas eram forçadas e sem sentido.
Me senti um velho e decidi que era hora de ir para casa.
A cena se repetiu mais algumas vezes. E semana após semana eu me sentia mais desconectado do mundo. Primeiro busquei companhia na tevê, mas não levei muito tempo para perceber que aquele não é um bom companheiro para alguém modorrento e com um senso crítico irritante como o meu. Depois tentei a internet, filme e livros. Nessa época fiquei com a clara impressão que eu só conseguia entender e ser entendido por artistas que já estavam mortos ou pessoas que moravam a milhares de quilômetros de mim. Fui ficando cada vez mais insuportável e menos sorridente. Era duro ter que enxergar com clareza a loucura que o mundo realmente é, gente lutando por nada, exploração sem sentido… Sentia vontade de reclamar, gritar ao mundo o quão aquilo tudo era uma merda, queria alerta-las. Na verdade… eu até tentei fazer isso, mas elas não me ouviam. Isso fez com que eu me senti ainda mais só.
Quando estava prestes a desistir, lembrei-me de uma amiga que iria me entender e -talvez- me dar algum tipo de ajuda.  Uma amiga que eu lutava para não rever desde o dia em que eu havia dito “nunca mais eu bebo”. Uma amiga loira e gelada. Eu olhei pra ela, ela olhou pra mim. Tentei explicar minha ausênica, ela disse que não era preciso. Ela me entendia. Ela queria me fazer feliz e me aceitatava como eu era, sabia perdoar minha falhas. Eu sorri. E entendi que deveria também entende-la e aceitar as suas falhas. Nos olhamos mais um pouco em silêncio. E como um casal se reconciliando depois de uma longa briga, lentamente nos aproximamos e demos um lento e delicioso beijo.
Poucos instantes depois do beijo mágico, o  mundo finalmente voltou a ser mais ou menos tolerável.
Publicado por Israel Duarte em: Agenda | Tags: , , ,
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O Beijo da Morte

beijo-da-morte

Escritor: Sombra Posthuman

Dei mais um gole no uísque que carrego comigo e subi a escada tropeçando. A casa tinha acabado de abrir, mas eu já estava caindo pelos cantos. “Atualmente, beber tem sido a única forma de manter minha sobriedade.” Tossia muito. Meu pulmão já não andava muito bem, somando a alergia, minha garganta se enchia de pigarro e irritação. Entrei no banheiro pra me esvaziar um pouco e, antes de sair, dei a última tragada no cigarro. Soltei a fumaça, esvaziando o pulmão, mas o ar não entrou de volta. Tentei inspirar e nada, minha traqueia bloqueava o ar. Eu estava sufocando. Sem oxigênio no pulmão, em pouco tempo perdi minhas forças e caí. Eu estava morrendo e não havia ninguém por perto pra me ajudar. Fui me conformando e me dei conta de que aquele era o meu fim, no banheiro do Centro de Arte Maria Teresa Vieira. Um fim decadente assim como foi toda a minha vida degenerada, uma queda livre em direção ao abismo.

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Publicado por Sombra Posthuman em: Contos | Tags: , , , , , ,

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