O Nerd Escritor
Feed RSS do ONE

Feed RSS do ONE

Assine o feed e acompanhe o ONE.

Nerds Escritores

Nerds Escritores

Confira quem publica no ONE.

Quer publicar?

Quer publicar?

Você escreve e não sabe o que fazer? Publique aqui!

Fale com ONE

Fale com ONE

Quer falar algo? Dar dicas e tirar dúvidas, aqui é o lugar.

To Do - ONE

To Do - ONE

Espaço aberto para sugestão de melhorias no ONE.

Blog do Guns

Blog do Guns

Meus textos não totalmente literários, pra vocês. :)

Prompt de Escritor

Prompt de Escritor

Textos e idéias para sua criatividade.

Críticas e Resenhas

Críticas e Resenhas

Opinião sobre alguns livros.

Sem Assunto

Sem Assunto

Não sabemos muito bem o que fazer com estes artigos.

Fórum

Fórum

Ta bom, isso não é bem um fórum. :P

Projeto Conto em Conjunto

Projeto Conto em Conjunto

Contos em Conjunto em desenvolvimento!

Fan Page - O Nerd Escritor

Página do ONE no Facebook.

Confere e manda um Like!

@onerdescritor

@onerdescritor

Siga o Twitter do ONE!

Agenda

Agenda

Confira os contos e poemas à serem publicados.

Login

Login

Acesse a área de publicação através deste link.

conto da noiteO Conto da Noite
Rituais
As pessoas trabalhavam felizes em meio aos limoeiros. Homens e mulheres contentes colhiam os frutos que surgiam abundantemente naquele lugar.

Em meio ao tumulto, um casal arrumava tempo para brincar.


Publicado por Evandro Furtado

– que publicou 95 textos no ONE.

Ocupações: Estudante de Letras (sim, isto é ocupação) e escritor amador em tempo vago.

Base de operações: Lavras/MG (por mais que eu duvide que esteja realmente aqui, às vezes).

Interesses: Cinema, música, literatura, professional wrestling e uma boa pizza se for possível.

Autores Influentes: Stephen King, Dan Brown, Agatha Christie, Paulo Coelho, Tolkien.

Objetivos: Parafraseando o Coringa de Heath Ledger: “I just do things!”

>> Confira outros textos de Evandro Furtado

>> Contate o autor

* Se você é o autor deste texto, mas não é você quem aparece aqui...
>> Fale com ONE <<

0

Duplicidade Vital

“Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz.” – Platão.

Vida. É uma palavra muito vaga não? Afinal todos a tem, mas nunca paramos para pensar o que é ela. Parece uma coisa muito obvia, mas se você perguntar a definição desta palavra a maioria das pessoas, não saberá lhe responder. De acordo com a web, vida é: propriedade que caracteriza os organismos cuja existência evolui do nascimento até a morte; tempo desde o nascimento até a morte; grande período de tempo. Tempo, tempo e mais tempo. Temos então por definição que vida é o período de tempo que procede do nascimento à morte.

22 de Abril de 1990

Caro amigo, creio que deve estar se perguntando por que estou aqui escrevendo para você, apesar de saber que não lerá estas cartas. A resposta, é simples. O ser humano precisa inevitavelmente de uma capsula de escape. Somos incapazes de acumular e controlar nossas emoções. Precisamos de algum modo, pô-las para fora. Necessitamos desabafar e descarregar. E meu modo de fazer isto, minha capsula de escape, é a escrita. São estas cartas que escrevo à você, então lhe peço, que apesar de não lê-las, as guarde com confidência.

Ribeirão Preto, Brasil. Foi para lá que eu me mudará após a morte de minha mulher. Havia sido encontrada morta no chão da cozinha, esfaqueada. Foi dado como suicídio. Lastimável, de fato. Consternado e desamparado, um ambiente novo, poderia mudar-me o foco, proporcionar-me novas experiências.

Eu era jornalista e rapidamente conseguira um emprego no jornal local. A cidade era pequena e desabitada. Suas ruas de lajotas hexágonas cobertas de lama, devido as eventuais chuvas noturnas que se misturavam a terra do chão. A cidade possuía um pequeno bar, que pelo jeito era o ponto de encontro da população da cidadezinha, e onde eu havia ido azular-me da vida nas ultimas noites.

Meu trabalho era inteligível, teria de entregar todas as manhas um texto datilografado, para coluna diária. Escreveria em casa, em uma máquina decrépita e obsoleta porém respeitosa. Havia anos que trabalhava com ela, minha falecida esposa havia me dado de presente em nosso segundo ano de casados. Mulher cativante e sedutora. Minhas lembranças de sua personalidade eram tão felizes. Seu suicido era uma incógnita.

Após minhas noites de bebum, eu voltava para casa inconsciente e capotava num sono que me parecia profundo, mas na verdade era muito mais superficial do que se podia imaginar.

Uma batida nada sutil em minha porta me acordou. Quem poderia ser a esta hora da madrugada? Pus um roupão sob meu corpo, e um pouco desconfiado dirigira-me para porta. Girei a maçaneta, um pouco hesitante. Era a polícia federal.

– João Alberto Montenegro?

– Sim? – Respondi com uma ponta de medo.

Quando sentimos medo podemos entrar em três estados como resposta a esta sensação opressora. Alguns de nós tentam fugir, as vezes até antes de experimentar a situação de que tememos, e por que isto? Por causa da nossa imaginação, que cria as mais terríveis historias em nossa mente. Outras pessoas respondem com reações agressivas, tentam incansavelmente lutar contra este medo.  E finalmente, outros apenas entram em choque, ficam paralisados. Por mais que esta reação possa parecer bem estranha na verdade ela não é. Vemos isto quando observamos o comportamento de certos animais que defronte algumas situações de medo, onde prevem sua possível morte, ficam imóveis, se fingem de morto.

– O senhor está preso pelo assassinato de Bruna Montenegro .

Bruna Montenegro, Montenegro, Montenegro…

Era a única coisa que passava pela minha cabeça. Estava correto? Aquele policial acabara de me dar um mandato de prisão pelo assassinato de minha esposa? Não, não! Não podia estar correto.

Fria, suja e temerosa, era a prisão em que me encontrava. Em suas paredes, encontravam-se marcas de unhas de pobres almas que enlouqueceram até chegarem ao seu último suspiro. Enquanto com muito pavor, observava aquelas marcas, comecei a sentir um desconforto nos pés. Que estranho! Pareciam estar molhados e a barra de minha calça, antes tão leve, agora pesava desconfortavelmente.

Em uma reação involuntária, virei a cabeça para baixo. Fiquei horrorizado. Sob meus pés havia uma poça de sangue vermelho escarlate, de origem desconhecida.

Me afastei uns dois passos e perdendo o equilíbrio, cai no chão. Continuei a encarar a poça até um zumbido estremecedor me tirar o foco.

Parecia um besouro, porem sua carapaça ao invés de negra, era de um verde tão atraente e chamativo, que chegavam a encobrir seu enorme ferrão.

Aos poucos foi chegando cada vez mais perto de mim. Estava tão encantado por aquele animalzinho, que nem percebi sua intenção até ele me picar subitamente.

Meu pescoço começou a latejar e eu suava feito um porco antes do abate.

A poça de sangue começou a aumentar e se irradiar pelo local. Subiu as paredes desafiando a gravidade, até encobrir o teto por inteiro. Estava enlouquecendo? Só tive certeza disso quando perante meus olhos, vi minha esposa.

Ela estava pávida, espavorida e aterrorizada. Seus olhos esgazeados e sua pele cadavérica. Andava para trás apreensivamente e entre seu choro e gemidos soltava berros de horror. Eu não estava entendendo aquela situação. Que coisa tão horrenda poderia estar causando aquela reação em minha mulher?

Eu. Era eu mesmo que havia deixado minha mulher daquele jeito. Eu sabia que aquela cadela estava dormindo com outro. Nem pensar que eu ia deixar aquela vagabunda pérfida e seu amante me traírem daquele jeito. Primeiro, trucidei seu querido homem, e extorqui seu coração. Na mesma noite, voltei para casa aguando pelo sangue de meu eterno amor. Quis lhe dar como presente de 20 anos de casamento, 20 segundos da pior agonia.

Ela estava na cozinha quando eu cheguei em casa.

– Boa noite amor. Que cheiro gostoso. Carne assada Bom, eu tenho uma coisinha especial que eu gostaria que você cozinhasse para mim. – Disse retirando o coração do sem-vergonha de meu bolso. Então o arremessei pelo ar em sua direção. Ela o pegou horrorizada. – É de seu amado, prostituta! E agora é seu ensejo, mas… fique tranquila. Lhe garanto que ficaram juntos. Para todo o sempre.

Publicado por Napolitanara em: Agenda | Tags: , ,

Powered by WordPress. © 2009-2014 J. G. Valério