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conto da noiteO Conto da Noite
Rituais
As pessoas trabalhavam felizes em meio aos limoeiros. Homens e mulheres contentes colhiam os frutos que surgiam abundantemente naquele lugar.

Em meio ao tumulto, um casal arrumava tempo para brincar.


Publicado por Evandro Furtado

– que publicou 95 textos no ONE.

Ocupações: Estudante de Letras (sim, isto é ocupação) e escritor amador em tempo vago.

Base de operações: Lavras/MG (por mais que eu duvide que esteja realmente aqui, às vezes).

Interesses: Cinema, música, literatura, professional wrestling e uma boa pizza se for possível.

Autores Influentes: Stephen King, Dan Brown, Agatha Christie, Paulo Coelho, Tolkien.

Objetivos: Parafraseando o Coringa de Heath Ledger: “I just do things!”

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A conversão de um deus

Definitivamente Spuk é um deus mal. Não importa o que os sacerdotes do alto templo digam, não acredito neles.

Spuk é o deus do mundo, os Louvadores dizem que sentado em sua cripta em Aviloan ele escreve nossas histórias com sua pena de misericórdia. Tenho uma visão diferente. Acredito que Spuk, em sua sodomia, gargalhe com nossa desgraça, pois desde que apareceu restou-nos apenas o caos.

Há alguns anos tínhamos outros deuses. Rochedo, Senhor da Terra, Aurora Senhora dos Céus, Marinho, Senhor das Águas, Homo, Senhor dos Viventes e, Rajada, Senhora dos Ventos. Todos reinavam a partir de Aviloan, o grande monte redondo do céu noturno.

Eu era criança, mas lembro de momentos bons. Vivíamos do que o mundo provia. Caça, pesca e colheita. Essa era a vida de todos em Camposverdes.

Nós tínhamos uma pequena casa na Colina das Flores, atrás uma horta onde crescia nosso alimento e um pouco de nosso comércio. Ao lado o riacho proporcionava alguns peixes. Também descíamos em direção da mata para caçar; Kai e Kan, nosso casal de cães caçadores eram a vanguarda. Nosso pai montava o Crina Negra, nosso avô a Donzela Esguia, Carvin e eu íamos a pé com os arcos.

Foi na penumbra de um dia prestes a amanhecer que presenciamos o despertar do medo. Estávamos preparados para mais uma caçada quando bolas de fogo rasgaram o céu. Passavam rápidas e deixavam rastros luminosos que depois eram engolidos pela escuridão.

Os cavalos assustaram-se e os cães uivaram. Buscamos o olhar do nosso pai e ele procurou o do vô. O velho Sávio gaguejou antes de conseguir falar:

— Alguma coisa está acontecendo em Aviloan! Que Krainã a proteja!

— Que Krainã a proteja — Éramos ecos assustados.

Conta-se que nos ermos de Vavician conhecido como Campos do Fim do Mundo, existia uma grande cidade chamada Aluisia, era rica em ouro e pobre em honras. Sua perversidade causou a destruição de tudo o que havia ao seu redor, especialmente da Floresta Sagrada, habitação de Rajada, Senhora dos Ventos. Krainã era a rainha dos animais, uma leoa poderosa e orgulhosa que viu toda sua linhagem morrer pelas caçadas dos vavicianos. Em um ataque de fúria invadiu a cidade destroçou a família real antes de ser morta. Conhecida como “vingança dos ventos” foi elevada pela própria Aurora e colocada como guardiã de Aviloan. Suas lágrimas regam a terra quando está triste e, seu rugido é escutado entre as nuvens em dias de fúria.

Naquele momento em que o céu estava pintado de chamas ela era o que nos restava.

Spuk e sua hoste atacava Avalioan, dissera um dos sacerdotes de Homo. Tenho a certeza de ter escutado o rugido de Krainã, quando contei isso ao meu pai que disse ser imaginação de criança. Entretanto, fico com a memória que presenciei seu último rugido e, por conseguinte a queda dos deuses.

Colina das Flores permitia-nos ter uma vista, até então linda, do mar e foi por ele que as hostes de Spuk vieram flutuando. Suas bandeiras com a caveira anunciavam sua chegada, o inicio da era spukiana, o princípio do caos. Homens vestido de metal. Espadas sem compaixão.

Já se passaram quinze anos. Não há mais flores na colina. No segundo dia de desembarque eles nos atacaram, estupraram minha mãe e mataram-na, mas meu pai estripou em combate o mais importante de seus generais. Para nosso orgulho e desgraça total.

A colina foi completamente incendiada e sal foi lançado ao solo como um memorial de impiedade. Meu avô fugiu levando-me, não sei o que aconteceu com Carvin, provavelmente morto como todos que não foram escravizados em Camposverdes.

A vitória do meu pai naquele dia foi uma amostra de que nós não nos curvaríamos de maneira fácil. São quinze anos ininterruptos de guerra, mais navios desembarcam a cada dia e todo o sul foi dominado. Minha terra, meu lar.

Hoje comando as forças de resistência do leste, mas em certo ponto já fomos derrotados. Não nos entregamos e não o faremos de forma alguma. Entretanto, os invasores conseguiram uma grande vitória. Transformou o deus deles no senhor do nosso mundo. Era interessante ver meus soldados beijando um osso preso ao pescoço, símbolo de Spuk, antes de partirem contra os spukianos. No inicio obrigava-os a livrar-se dos objetos, em um momento de descontrole cheguei arrancar uma cabeça por isso, hoje nada preciso falar, comando os “Hereges” como somos conhecidos pelo inimigo. De certa forma tenho orgulho do nome.

— Meu lorde, todas as vilas da região foram queimadas.

— E a população?

— Na estrada.

Segui Sor Cane e vi mais uma das cenas terríveis que se tornaram cotidianas. Em toda extensão da estrada foram cravadas nas laterais estacas com cabeças de mulheres e crianças. “Sem crianças para virarem homens e sem mulheres para darem filhos como vocês lutarão futuramente?”. Tinha lido na carta enviada por Mardoc II imperador dos spukianos. Todas as cabeças tinha um buraco em alguma parte.

— Eles arrancam ossos para servir de amuletos.

Os guerreiros mais poderosos, chamados de “Filhos de Spuk”, arrancavam apenas dos inimigos mais bravos e tinham colares sem espaço para os ossos.

Meus olhos vasculharam o céu em busca de uma luz, mas há exatos malditos quinze anos o sol não apareceria, mesmo sendo dia, nuvens negras deixavam o céu cinza.

— Maldito seja Spuk e todos os que o adoram!

Alguns homens me olharam assustados, reagiam com temor sempre que eu falava dessa forma, por medo dos deuses, independente de qual fosse e, também por terem familiares entre os Louvadores.

— Avancemos. Pelas marcas do acampamento estamos praticamente em mesmo número e não dormirei enquanto não matar um desses malditos!

Cavalgamos rapidamente até que um dos batedores veio avisar.

— Senhor! Estão bem próximos e estamos praticamente no mesmo número. Também já fomos vistos.

— Ótimo.

— Tem outra coisa, os estandartes não são vermelhos.

Os estandartes de Mardoc II eram vermelhos. Só havia um grupo que usava outra cor.

— Pretos?

A confirmação do soldado fez muitos arregalarem os olhos. Eram os “Filhos de Spuk”. Finalmente as duas tropas mais letais se encontrariam no campo de batalha. Podia até imaginar alguém falando assustado no outro acampamento: “São os Hereges”. O pensamento fez-me gargalhar.

— Preparem suas carcaças, infames! É chegada a hora de por um fim nisso! Vamos arrancar Spuk de seu trono e mostrar que um deus pode ser estripado!

O encontro foi rápido. Outras companhias de batalha ficariam um tempo trocando provocações, propondo duelos, marchando para mostrar todo seu poderio. Não nós. Éramos assassinos, guerreiros, para isso viemos ao mundo.

Tem pessoas que conseguem detalhar as batalhas, eu me lembro de muita coisa, mas é complicado liga-las. Desci cavalgando em alta velocidade e com uma lança atravessei o peito de um comandante, com a espada rasguei um pescoço, abri um homem da virilha até o peito e depois disso recordo-me apenas de golpes, terra, sangue, gritos, estandartes encharcados, não faço ideia de como perdi a montaria, sei que levantei e acertei um jovem que tinha idade para ser meu filho, por fim a multidão de corpos no chão. Essa imagem jamais esquecerei.

Da minha companhia eu era o único ainda com condições de ficar em pé, apesar de ter o braço da espada sem movimentos. Do outro lado três cavaleiros spukianos vinham caminhando, dois tombaram alguns passos à frente devido os ferimentos. Restamos apenas nós, os dois lendários comandantes de duas míticas tropas.

Queria dizer que estava pronto para a batalha, mas já não tinha mais forças. Estava preparado para morte, entretanto, desejava a morte gloriosa de combate. O comandante tinha minha altura e usava um elmo fechado. Correu em minha direção acertando-me com um chute frontal e me jongando ao chão. Consegui segurar uma lança, queria morrer com ela na mão. O inimigo levantou sua espada para o golpe de misericórdia. Tentei reagir, mas já não tinha energia. Arregalei os olhos, pois se era hora de partir queria ver o rosto amaldiçoado de Spuk. A espada começou a descer…

O sol apareceu.

Há exatos malditos quinze anos o sol não apareceria, no entanto, sua luz rasgou as nuvens escuras que imperavam no céu. Meus olhos ofuscaram, o fenômeno era tão grandioso que por um momento esqueci-me da espada que vinha em minha direção. Pelos Porões dos Castigos, no dia em que o mundo muda estou partindo, pensei.

Entretanto, a espada também tinha parado. O inimigo olhava para o céu, não diferente esqueceu-se da batalha a ponto de virar as costas. Ele arrancou o elmo, o astro pareceu me dar novas forças; levantei. A luz nos iluminou-nos e falámos em uníssono:

— Irmão?

Enquanto Carvin e eu nos abraçávamos o céu abriu por completo. Crianças apareceram descendo a mata da colina, extasiados por verem o dia pela primeira vez.

E, em meio ao mar de corpos o mundo cruel em que vivíamos ganhou um novo sentido e seu povo uma nova vida.

***

Sentado em um Café no Rio de Janeiro, Roger Santos, conhecido pelo pseudônimo Spuk, fechou seu caderno surrado onde escrevia seus contos de guerra, cheirou as flores que tinha comprado para a mulher que acabara de conhecer e por quem estava completamente apaixonado e, em um novo rascunho iniciou uma poesia, sem trevas nem sangue.

Publicado por J.Nóbrega em: Agenda | Tags: , , , ,
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No Mundo dos Deuses

zeus

No Olimpo, onde os olhos dos homens não podiam alcançar, os deuses se reuniam para discutir a nova ordem das coisas.

– As coisas têm mudado ao longo dos últimos anos. – disse Zeus Júpiter. – Já não temos mais tanta influência sobre os humanos. Não fazem mais sacrifícios, ou festas, tampouco falam conosco. E sabemos que, nossa força, tendo sua fonte neles, e nossa existência, se encontra ameaçada.
(more…)

Publicado por Evandro Furtado em: Contos | Tags: ,
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Porque não conseguimos contato com ETs

ETs: Alô?

Humanos: Alô?

ETs: Alô Terra! Que bom que vocês entraram em contato. Estamos muito felizes que vocês acharam o Transcomunicador Interestelar 8.5 (com Autotranslator ®) que mandamos para vocês. Demorou, mas finalmente chegou. Bem vindos à nossa rede galáctica de comunicação. Estamos ansiosos por trocar experiências e aprender sobre a sua história e cultura. Conte-nos sobre vocês.

Humanos: Alá?

ETs: Lá onde? Ah… o Autotranslator deve estar se configurando ainda, leva um tempinho para ele funcionar direito. Vocês não receberam nossa última mensagem? Bom, não tem problema, às vezes a comunicação morre, mas logo volta. Deem uma olhada se a antena (uma peça um pouco grande em forma de pirâmide que veio junto com o Transcomunicador) está em um local aberto e de preferência apontando para Orion, isso ajuda bastante. Estávamos dizendo que estamos muito felizes por estarmos falando com vocês. Como é a Terra? Estamos ansiosos por saber. Queremos muito trocar experiências então, por favor, nos conte sobre vocês, seu planeta e seu sol.

Humanos: Rá Deus Sol, todo poderoso. Já construímos as pirâmides gigantes, mas as pessoas continuam morrendo e não voltam. Continuamos esperando pela bênção da vida eterna.

ETs: Bom, a gente não sabe o que ou quem é esse tal Rá. Vai ver o Autotranslator está com algum problema. Parece que tem uma versão nova que vai ser lançada logo. Espera ai? Vocês estão falando sobre a gente? Não, não, vocês não entenderam. Não somos Deuses nem temos poderes, é tudo baseado em matemática, geometria, trigonometria, engenharia, essas coisas, sabe? Alias, somos bem fraquinhos perto das outras espécies, não conseguimos pular muito, não jogamos coisas longe e mal conseguimos correr. O Record do nosso melhor campeão foi de só 42 km, quase nada. Quando puderem mandem uma foto das pirâmides para a gente ver como ficou e nos mantenha informado sobre esse lance de ressurreição e vida eterna. Temos interesse nisso também.

Humanos: Zeus reis dos imortais, em sua honra e homenagem, estamos correndo os 42 km ao redor de formas geometricamente perfeitas. Por favor, nos ajude a destruir os Troianos.

ETs: Não, não. Já falamos que não somos Deus. E Deus é um “D” e não com “Z”. Deve ser essa porcaria do Autotranslator de novo, tomara que eles construam essa atualização a tempo. Nós somos seres mortais como vocês, pelo jeito até mais fracos. Moramos na quarta luas do terceiro planeta do sistema de Mu Arae que fica ao sul do Escorpião e a oeste de Virgem. É um planeta bem grande, parecido com o seu Júpiter.

Humanos: Grande Júpiter! Já construímos templo e estamos sacrificando periodicamente as virgens com picadas de escorpiões como você nos ordenou. Por favor, nos ajude a dominar o mundo.

ETs: Gente, o que é isso? De onde vocês tiraram essa ideia de que tem que sacrificar virgens? Não é nada disso! Foi essa porcaria de Autotranslator de novo! E essa versão 8.6 que não sai nunca. Verifiquem se o colisor de partículas de gálio está soldado direitinho, deve ter algum mau contato lá. De qualquer forma, estamos impressionados que ainda existam virgens ai, não vão sair matando todas porque elas estão quase extintas na galáxia. Lutamos muito para preserva-las, mas parece que as poucas que sobraram estão em um sistema estrelar na constelação Leão.

Humanos: Grande Júpiter. Já construímos o Coliseu, colocamos os gladiadores e soldados para lutarem até a extinção e damos as sobras para os leões como você nos comandou. Também paramos de matar as virgens, mas elas não são mais virgens.

ETs: Esse bendito Autotranslator de novo. Já abrimos um chamado no site do fabricante, mas eles ficam em um planeta no sistema tríplice de Acrux na constelação do Cruzeiro e a resposta vai demorar. Mas acreditamos que a salvação vai ser mesmo o upgrade. Enquanto isso experimentem fixar o comunicador em algum lugar para ver se melhora um pouco. E mais uma coisa: não matem mais ninguém.

Humanos: Certo. Pregamos o que comunicava a salvação na cruz, mas a situação se agravou. Ele ressuscitou e disse que era o filho de Deus e que se a gente não se arrepender vamos todos para o inferno. O que fazemos agora?

ETs: Barbaridade! Pregaram o cara na cruz! Chega a ser difícil de crer. Bom, pelo menos ele ressuscitou e está prometendo uma viajem para vocês. Nos não sabemos onde esse tal de inferno fica, mas se vocês descobrirem nos mandem as coordenadas. Temos diversos cruzadores interestelar no lado oeste da galáxia e podemos mandar um lá para ver como é. Obs: Aqui não deu certo esse lance de ressuscitar, nem mesmo depois de construirmos as pirâmides gigantes. Como é que vocês fizeram?

Humanos: Mandamos o pessoal das cruzadas barbarizar no meio oeste. Não vai sobrar pedra sobre pedra para os infiéis incrédulos na palavra do filho de Deus.

ETs: Olha, não é por nada não, mas está complicado falar com vocês. Vocês devem ter uma língua muito avançada porque o maldito Autotranslator não está conseguindo traduzir quase nada direito. Agora sério, o cara que vocês pregaram na cruz não era o filho de Deus. A gente já provou matematicamente que Deus não existe. O lance de onipotência, onipresença e onisciência quebram todas as regras de todos os livros de ciência. Não tem como.

Humanos: Blasfêmia, infiéis malditos! A santa trindade prevalece sobre as vozes das bruxas que saem desta caixa do demônio. Queimem todos os livros de ciência! Queimem as bruxas e suas caixas mágicas na fogueira!

ETs: Bom, tá complicado conversar assim, Mas a boa notícia é que a versão 8.6 saiu (finalmente!) e para fazer o upgrade basta elevar a temperatura do Transcomunicador até uns 150C e o resto deve ser automático. Depois disso a gente conversa mais.

Humanos: e!(H)!@h1082e ) H!h90 -)!H308h4 *!h97b971 )*!h(!979!(e!*&9re )*H! h18 184h10

ETs: Quê?

Humanos: !@)H12rh!( 12h 0!*H 8 12h)*H) 108 h10 11028g 028g 08018. *(!018hr018h2 208!)U02 h2mhg09 (*HR(*RR 180rh8rhr88888! 01her.

ETs: Porcaria de Autotranslator…

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Um conto de lobos e dragões

Um Conto de Lobos e Dragões

Era outra vez uma época há muito esquecida, quando grandes deuses eram venerados pela humanidade. Nesta era de prosperidade, o Reino Espiritual era dividido entre cada um dos deuses e o Reino Humano era governado por aquele que provasse ser destemido e determinado perante os olhos dos deuses. Para o humano mostrar-se digno da coroa e ter o direito de ascender ao trono, deveria empenhar-se em uma difícil jornada, marcada por tormentos e sacrifícios, em direção ao Mundo dos Mortos, onde teria a oportunidade de saciar-se da solitária maçã da Grande Árvore Mãe. As folhas dessa árvore carregam o negro mais profundo, seu tronco é de um material mais resistente do que qualquer outro material terrestre, e, em suas seivas, corre sangue humano. Para ter acesso à maçã, um alto preço deveria ser pago por aquele que a quisesse: o sacrifício da pessoa que ele mais amasse na vida. Aquele que entrasse no Mundo dos Mortos, ingerisse a maçã e retornasse ao mundo terreno com vida e com a tarefa cumprida, seria declarado o novo governante do Reino Humano, pelo tempo que os deuses julgassem seu reinado próspero. Para isso, a maçã concedia a imunidade a doenças e à passagem do tempo àquele que a ingerisse.

Para a proteção dos deuses e de seu reino, os Portões dos Céus eram protegidos por um Guardião Ancião, um antigo espírito reencarnado no corpo de um dragão. Os Portões dos Céus eram os mais reluzentes e maravilhosos, incomparáveis com qualquer outra estrutura jamais construída. Seu acabamento era feito com precisão divina e detalhado com inscrições apenas reconhecidas e reveladas pelos deuses. Nenhum mortal chegou perto de tal grandiosidade ou sequer imaginou tal magnificência. O dragão, uma imensa fera dotadas de asas, era suficientemente deslumbrante para ser digno de tal tarefa. Suas escamas, impenetráveis e rubras, refletiam a luz tão intensamente quanto os próprios Portões; seus olhos, incandescentes, semelhantes a rubis, brilhavam intensos como o sol e suas garras eram mais afiadas do que a mais desbravadora das espadas. Tal presença só poderia ser descritas como uma das melhores obras divinas já feitas.

O Portão para o Mundo dos Mortos também era protegido por um espírito guardião: um lobo gigante, feroz e sinistro. Seu pelo negro reluzia a luz do luar, suas garras eram afiadíssimas e seus olhos verdes eram intensos como esmeraldas. Tinha uma sede por sangue que parecia jamais ser saciada.

Após milênios de servidão interrupta aos deuses e de observação à raça humana, o grande dragão suplicou aos deuses que lhe concedessem a dádiva de fazer parte de uma sociedade deslumbrante, como a dos humanos. Vendo o sincero desejo do dragão, e como presente por seus longos anos de servidão, os deuses concederam-lhe uma, e apenas uma, vida humana, mas com um preço: toda e qualquer lembrança de seu tempo como guardião seriam-lhe arrancadas. Aceitando as condições, o dragão enfim reencarnou em uma linda criança de pele bronzeada, conservando a incandescência de suas antigas escamas. Esse bebê viria a se tornar, mais tarde, uma linda mulher, com os olhos vermelhos herdados de seu tempo como dragão e cabelos ruivos e macios, como a mais leve das plumas. O acabamento em todo seu corpo fora feito com tamanha precisão que não havia como contestar o envolvimento divino. A criança foi nomeada Eyria e concebida em uma das famílias mais poderosas e influentes da época. Caso essa doce criança viesse a atentar contra os deuses em sua efêmera existência humana, retornaria a sua forma divina e seria, então, punida.

Ao mesmo tempo em que o poderoso dragão realizava o seu grande sonho e renasce na forma de Eyria, um novo reinado se inicia no Reino Humano quando o destemido Paragon sobe ao poder, movido pelo desejo de servir aos deuses e aos humanos. Paragon está no auge de sua vida, com apenas 32 anos de idade, uma barba rala, olhos castanhos e cabelos que já começam a abandoná-lo. Fora conselheiro do antigo rei, e com grande esforço, foi indicado pelo próprio como candidato ao trono. Para conseguir a liderança, porém, ele teve de realizar um duro sacrifício às margens do rio Águas Densas do Norte, onde ceifou a vida de sua amada esposa, Líria, uma mulher jovem e bela como a lua. Líria tinha qualidades em demasia que completavam Paragon, e que lhe faltou em seu governo. Esse passou a ser atormentado por ter realizado o sacrifício de sua esposa, o maior erro de sua existência. Sua perda jamais poderia ser restaurada. Ele, então, entrega sua alma ao Mundo dos Mortos como pagamento de sua entrada, deixando seu filho de dois anos de idade sozinho no mundo, enquanto tenta desesperadamente chegar à Árvore Mãe e comer a maçã.

Dezessete anos se passam desde o início do reinado de Paragon quando ele decide casar-se com a jovem e bela Eyria, cujos olhos tornaram-se ainda mais encantadores e belos, cujas curvas de seu corpo eram indescritíveis e cujos cabelos eram flamejantes e selvagens. Nada nem ninguém poderiam resistir aos encantos e atributos da moça. Paragon finalmente conhece alguém para substituir sua falecida esposa, para preencher o enorme vazio deixado por Líria em sua vida, para finalmente trazer a alegria de volta a sua existência. Eyria, por sua vez, fica extasiada por ter a oportunidade de se tornar rainha e ter o mundo inteiro a seus pés. Os dois reinam juntos, por mais cinco anos, em clima de extrema felicidade por terem finalmente realizado seus sonhos.

Mas a alegria que rodeia o rei e a rainha não chega até o povo, que sofre com o descaso do rei desde seu casamento com Eyria. Os deuses então percebem que o reinado de Paragon deve chegar ao fim. Desse modo, eles cospem cometas nos céus, tingindo-os de vermelho sangue e anunciando que um novo reinado deve começar logo. Paragon, já velho, vê o fim de seu governo, de sua prosperidade e de sua alegria e se arrepende de ter virado as costas para seu povo.

Com o anúncio do fim do reinado de Paragon, alianças são formadas para eleger os novos candidatos ao trono. Nas regiões nortenhas do continente, onde as noites são claras como os primórdios do dia, foi eleito o jovem Aspen como candidato ao poder. Aspen era um homem de 23 anos de idade, alto, com cabelos loiros e curtos. Não possuia um grande conhecimento acerca da vida, mas era uma pessoa confiante, extremamente gentil, que agia sempre com compaixão e piedade e que já defendera seu povo inúmeras e incontáveis vezes. Nunca sequer se imaginou que ele poderia ser capaz de realizar a tarefa de adentrar o Mundo dos Mortos em busca da maçã. Esse, porém, acreditava que estava fazendo isso pelo bem da maioria, portanto, todo e qualquer sacrifício seria justo.

Das grandes montanhas do sul, elegeram o poderoso Lothar, patriarca da família Dhugo, muito rica e influente na política do continente. Lothar era um homem inescrupuloso e ganancioso, que não media esforços para conseguir o que desejava. Já estava em uma idade avançada, com seus longos cabelos já grisalhos e rosto marcado por rugas. A idade lhe tirara boa parte da mobilidade, e ele nada pudera fazer a respeito. Movido por sua ambição insaciável, usou de seu poder e de sua influência para ganhar a chance de disputar pelo trono real.

Nas gélidas planícies do leste, foi eleita Armid, a filha do antigo tirano da região, Húculu. Seu pai fora representante na última batalha pelo trono. Um homem bastante conhecido tanto por sua baixa estatura quanto por sua impressionante habilidade no manejo de adagas. Apesar de ser um dos guerreiros mais mortíferos já vistos, Húculu foi capturado pelas tropas de Paragon e mantido prisioneiro. Com o término da disputa, Paragon, já coroado rei, decapitou-o em praça pública e manteve seu corpo a mostra por semanas, até que sua carne fosse completamente consumida pelos vermes que ali ascendiam incansávelmente. Armid nada herdou do pai, exceto a extrema habilidade com adagas e combates. Com uma agilidade impressionante, Armid desliza silenciosamente e com grande fluidez por seus adversários, matando-os mais rápido do que eles podem reagir. O reflexo de seu rosto aterrorizado nos olhos dela é a última coisa que o inimigo vê antes da morte. Armid entrou na disputa, eleita unanimamente pelo povo de sua região, para conquistar tudo àquilo que seu pai sonhara para ele, e que não conseguiu realizar.

Desesperada com a idéia de deixar de ser rainha e de ser expulsa do palácio quando o novo governante chegasse, Eyria trama contra seu marido, Paragon, seduzindo seu enteado, Eytor. Eytor era uma cópia perfeita do pai, um jovem mimado que vivia constantemente rebelando-se contra Paragon. Eytor sempre fora apaixonado por Eyria, e quando esta resolve dar atenção ao rapaz, ele fica extasiado. A mando dela, ele assassina Paragon com uma adaga muito estimada por seu pai. Depois, Eyria incita Eytor a buscar a maçã e tornar-se rei, uma vez que um dos requisitos para entrar no mundo dos mortos, o sacrifício de uma pessoa amada, já foi realizado. Eytor prepara, então, um poderoso exército para marchar em direção ao rio Águas Densas do Norte, portão para o Mundo dos Mortos. Enquanto isso, Eyria apoia e ajuda Lothar secretamente, com a promessa de tornar-se rainha, caso Eytor venha a falhar em sua jornada.

O mundo, já imerso no caos, na fome e no desepero, volta a ter esperanças quando os candidatos ao trono, e seus fiéis exércitos, finalmente saem da proteção de seus redutos em direção ao Mundo dos Mortos. Todos se dirigem para o rio Águas Densas do Norte, preparando-se para o momento em que esse congelará e refletirá a luz da Lua Cheia, aparecendo, então, o Espelho de Gelo, porta para o Mundo dos Mortos.

De todos os candidatos ao trono, aquele que mais tem facilidade no caminho é Aspen, uma vez que ele detém conhecimentos suficientes da região. Mas talvez, o principal motivo de seu sucesso no caminho seja sua determinação. Ele sempre tentou ser justo e compreensivo com seu povo, tornando-se logo amado e glorificado por estes. Acreditava que, tornando-se rei, poderia ajudar não apenas seu povo, mas todo o continente imerso no caos.

Armid, embora distante do destino, segue sua jornada sem maiores dificuldades. Em uma estratégia que visa atrasar seus inimigos, ela posiciona suas tropas no decorrer do trajeto, formando inúmeras emboscadas. Ela leva consigo seu irmão, Cássio, para ser sacrificado quando chegarem ao Espelho de Gelo.

Apesar de possuir um exército forte e muito bem treinado, Eytor é inexperiente e um péssimo estrategista. Por teimosia e descuido, caiu em diversas emboscadas feitas pelas tropas de Armid, entrando em confronto direto com estas. Venceu todas as batalhas, mas somente pelo fato de seu exército ser mais numeroso que o de Armid. Mas não seria assim por muito tempo: a cada novo combate, o número de suas tropas caía drasticamente. Esta frágil situação deixa Eyria extremamente preocupada, temendo o fracasso de Eytor.

Lothar mostrou-se capaz de lidar com quaisquer complicações. Com seu grande exército, formado principalmente por mercenário, ele marcha para o destino, fulminando todo e qualquer obstáculos que se coloquem entre ele e seu objetivo. Com sua influência e poder, ele pode pagar pelos melhores alojamentos, serviços e informações, podendo inclusive contratar espiões e mais soldados para seu exército sempre que precisasse. Dessa maneira, sua jornada se mostra tão fácil quanto a de Aspen.

O primeiro combate de grandes proporções ocorre entre as tropas de Lothar e de Eytor. Através de uma brilhante estratégia do principal general de Lothar, este encurrala Eytor em uma estreita faixa montanhosa. A batalha foi intensa e sangrenta, mas a posição geográfica e o enfraquecimento das tropas de Eytor favoreceram Lothar. Eyria não vê alternativa, a não ser se aliar a Lothar, não hesitando, então, em se livrar de Eytor e entregá-lo a seu amante. Ela via seu desejo cada vez mais próximo de se concretizar ao lado dele.

Armid se depara com muitos problemas no caminho. A eliminação da maior parte de suas tropas, principalmente pelas mãos de Eytor e Lothar, além da falta de recursos e das terras desbravadas, a deixam com uma difícil dúvida: deixar o orgulho e a sede de justiça por seu pai de lado, abandonar sua jornada e admitir a derrota, ou continuar em frente, mesmo correndo o risco de ela e suas tropas morrerem? O orgulho de Armid fala mais alto, e ela decide continuar a busca, mesmo que isso signifique sua morte.

Uma tropa de batedores de Aspen finalmente chega às margens do rio, destino da jornada. Sua função é simples: impedir que qualquer outro, que não seja Aspen, consiga entrar no Mundo dos Mortos. Estes, porém, são atacados por uma onda gigantesca de sonolência e letargia, e, um a um, são ceifados pelo sono. Nesse momento, um bando de lobos negros e espectrais, seguidores do Guardião do Mundo dos Mortos, surgem das sombras e realizam um ataque surpresa. Dotados de grande velocidade e ferocidade, eles destroçaram a maior parte da tropa antes que os demais estivssem em posição de combate. Poucos sobrevivem ao ataque, de modo que o aviso de que a invasão daquele território não seria tolerada pudesse ser transmitida. Os lobos, então, recuam e fundem-se com a escuridão da noite, deixando para trás corpos destroçados.

Os sobreviventes, horrorizados, retornam às tropas principais de Aspen, alertando sobre o perigo que os aguarda a frente. Aspen, porém, não se deixa abalar, e ordena que suas tropas sigam em frente e estejam preparadas para qualquer ataque.

Apesar de sua jornada estar recheada de vitórias, Lothar se depara com um grande problema: ele não havia realizado o sacrifício, pois não tinha certeza de alguém que ele amasse realmente, além de Eyria. Esta percebe a imensa agonia que toma conta de seu amante e decide perguntar qual será sua escolha. Quando ela percebe que Lothar não possui outra opção além dela, suplica por sua vida, derramando lágrimas como a mais intensa das chuvas já relatadas no continente, seu rosto mais rosado que o entardecer anterior. Lothar percebe que jamais poderia realizar o sacrifício se tivesse que ser Eyria a sacrificada. Deste modo, ele articula o plano de assassinar aquele que ingerir a maçã quando este voltar ao mundo terreno, para, então, com seu enorme poderio militar, se proclamar rei.

As tropas de Armid estavam à beira de um desastre, quando foram surpreendidas pelas tropas de Aspen. Constantemente atacados por fomes e epidemias, Armid e suas tropas decidem se entregar e jurar lealdade a Aspen. Este ordena que parte de seu exécito permaneça com Armid, para que ela e suas tropas pudessem descansar e se recuperar, e, em seguida, seguissem em direção ao rio.

Ao cair da noite, Aspen chega ao rio, que está em processo de congelamento, com a luz da lua cheia sendo refletida nele. Aos poucos, o rio se cristaliza, transformando-se em um gigante espelho. Ao mesmo tempo, as sombras das árvores se alongam e vão adquirindo a forma de grandes feras negras, com os olhos amarelos e tenebrosos brilhando de maldade. O lugar vira, então, um campo de massacre, aonde um a um os homens vão sendo tragados pelas bocas ferozes dos lobos. A maior parte do exército forma uma barreira entre os lobos e Aspen, que tenta deseperadamente chegar ao rio e passar pelo portal.

Durante o caos e o terror da batalha, Lothar e suas tropas chegam pela retaguarda e aguardam o desenrolar do confronto. Lothar está impaciente, mas muitos perigos foram enfrentados até ali para, agora, ele por tudo a perder. Ele podia ver que Aspen estava chegando ao rio. Lothar esperaria pelo final da batalha, e então, quando Aspen retornasse do Mundo dos Mortos, ele o mataria.

Neste momento, porém, um lobo ascende das sombras e ataca um dos soldados de Lothar. É nesse momento, quando, enojado e horrorizado, ele observa apenas três dedos de seu soldado escaparem da ferocidade do lobo, que chega a sua percepção o erro de ter chegado tão perto do combate. Agora, ele tenta recuar, com a esperança de que os lobos se concentrem em Aspen, que está cada vez mais perto do rio.

Em meio à batalha, Aspen, ainda guradado por soldados, segue até as margens do rio, onde tira a vida de sua mãe, uma mulher gentil, que tinha orgulho do filho e sabia que ele um dia seria um grande rei, e por este motivo, deu sua vida sem hesitação. Aspen, não se permitindo sentir remorso ou culpa, tira a própria vida e adentra o Mundo dos Mortos.

Uma vez lá dentro, Aspen é tomado por um pavor violento. Às seus pés, um amontoado de ossos emaranhados em carne, jorrando sangue intensamente. Suas roupas estavam chamuscadas e sua pele ardia de tal maneira que a dor não poderia ser ignorada. Ele correu pelos degraus escorregadios o mais rápido possivel, com ossos espetando seus pés e o desequilibrando. Cada passo revelava mais horrores: mais ossos, mais carne, mais sangue. O desespero tomou conta do seu ser. Quando a esperança estava se esgotando, Aspen avista a Grande Macieira, e, entre suas gélidas e negras folhas, encontrava-se a solitária maçã. Prestes a perder a consciêcia diante de tanta dor e tanto horror, Aspen apressa-se e devora a maçã, que, para sua surpresa, o livra de toda dor e desespero. O espírito ancião, o grande Lobo, aparece, e o ajuda a retornar ao mundo mortal.

No combate que se desenrola acima, todas as ambições e sonhos de Lothar acabam quando um lobo arranca sua cabeça violentamente. Eyria ordena as tropas de Lothar que prossigam com o combate, e se esconde em sua tenda, observando o grande Lobo conduzindo Aspen de volta à beira do rio. Os lobos, seguidores do grande lobo, fogem com a sua aproximação. O céu, que durante semanas estava vermelho vivo, finalmente torna-se negro novamente, quando os cometas são soprados para longe pelos deuses. Vendo Aspen sozinho, desprotegido e surpreso com sua sorte, Eyria toma uma decisão. Correndo até ele, ela o apunha-la mortalmente.

Às margens do rio, que outrora foram belas e limpas, agora estavam enfeitadas por corpos destroçados, as gramas pintadas de sangue dos soldados mortos. A batalha continuava entre as tropas de Aspen e de Lothar, emboras os dois já estivessem mortos. É nessa confusão que o restante das tropas de Aspen, aliada às tropas de Armid, ingressam na batalha pela retaguarda.

Os soldados podem não ter percebido o assassinato de Aspen, mas aos deuses isso não passou despercebido. Quando eles percebem, que Eyria, uma simples humana, que outrora fora seu guardião, quebrou a regra divina de sucessão ao trono, eles ficam enfurecidos. O grande Lobo ressurge e agarra Eyria, que passa a entrar em combustão e a agonizar de dor. Sua linda forma humana começa a ser destruída pelo calor do próprio corpo. A cacofonia do combate foi abafada por seus gritos, que não duraram muito. Eyria finalmente volta para sua forma divina. Uma vez assim, o grande dragão se lembra de seu desejo de tornar-se humano, e quando percebe que jogou fora esta oportunidade, solta um grito carregado de dor e desespero. O grande Lobo o arrasta para p Mundo dos Mortos, onde ele seria castigado.

A batalha é vencida pelas tropas de Aspen. Como Armid é a única candidata ao trono que ainda está viva, ela é proclamada, pelos humanos, rainha do continente. Seu reinado, porém não é estável e não dura muito, já que não foi um governo agraciado pelos deuses. Com o passar do tempo, vários lideres vão usurpando o poder dela aos poucos, até que o continente se fragmenta em reinos independentes.

Com grande descontentamento, os deuses abandonaram a raça humana à própria sorte, nos deixando totalmente desprovidos de sua graça, e permitindo a decadência da humanidade em uma era de caos e escuridão.

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Anjos em Ethandun

Escritor: Renan Barcellos

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Ei, garoto, não precisa ficar com medo. Pode parar de me olhar de trás daí dessa carroça velha e vir até aqui se quiser, em vez de me espiar como um moleque tentando ver uma mulher nua. Posso ser um dinamarquês velho, barbudo, fedorento e caolho, mas até onde me recordo não tenho mania de morder a mão que me alimenta e no presente momento eu trabalho para seu pai, um saxão de Wessex.

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