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conto da noiteO Conto da Noite
Rituais
As pessoas trabalhavam felizes em meio aos limoeiros. Homens e mulheres contentes colhiam os frutos que surgiam abundantemente naquele lugar.

Em meio ao tumulto, um casal arrumava tempo para brincar.


Publicado por Evandro Furtado

– que publicou 95 textos no ONE.

Ocupações: Estudante de Letras (sim, isto é ocupação) e escritor amador em tempo vago.

Base de operações: Lavras/MG (por mais que eu duvide que esteja realmente aqui, às vezes).

Interesses: Cinema, música, literatura, professional wrestling e uma boa pizza se for possível.

Autores Influentes: Stephen King, Dan Brown, Agatha Christie, Paulo Coelho, Tolkien.

Objetivos: Parafraseando o Coringa de Heath Ledger: “I just do things!”

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A Questão de Drácula

a escadaria brilhava na noite enquanto o luar queimava o cálice, eu assombrava a escuridão que questionava meus cadáveres.

Publicado por dracula rumanesk em: Agenda | Tags: , , , , ,
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Taça

Eu e ela na escuridão aspirando o sangue em uma taça.

Publicado por dracula rumanesk em: Agenda | Tags: , , , ,
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Meu Fantasma

As asas do meu crânio valsam com a escuridão, estou sozinho no ostracismo que a escadaria
da minha mansão assombra…
Meu fantasma? Toque o órgão por favor, vou dançar…

Publicado por dracula rumanesk em: Agenda | Tags: , , , ,
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Recomeço

A mulher de branco abre a porta e diz que está na hora. Apenas que está na hora, e nada mais. Ela não entra, não vem até a janela para abrir as cortinas. Não porque não queira. É porque sabe que não gosto. O nome da mulher de branco é Rogéria. Ela não é nem jovem nem velha e, como eu, tem algumas cicatrizes visíveis no rosto e nos pulsos.

Vou sentir sua falta agora que vou sair daqui. Agora que vou para casa. No escuro, eu olho para o crucifixo na parede aos pés da cama. Uma cruz de madeira com um Cristo magro e ferido pregado. Deve ser mesmo muito angustiante ser filho de Deus e ter de se deixar arrastar para a morte, para a humilhação nas mãos de seres tão ignorantes quanto essa gente humana, é o que penso, sempre, ao me deparar com ela.

Levanto-me. Não me aproximo da janela, não abro as cortinas, vou direto ao banheiro. Não acendo as luzes. Caminho no escuro. A escuridão me faz bem. Depois que saio, Rogéria está de volta ao quarto. Traz uma pequena bandeja com os remédios. Todo dia tenho de tomar uma batelada deles. Antidepressivos. Calmantes. Diuréticos. Moderadores de apetite. Veneno para saciar meus demônios. E nem sei mais o quê. Às vezes acho que estão me matando lentamente.

Mas depois penso que não, que Rogéria não faria isso comigo. Não ela, que gosta de mim. Neste lugar é a única que me olha com olhos que não são de desprezo. Ela faz sentar na cama para tomar as várias pílulas, uma de cada vez. Como uma criança, obedeço. Todo dia é assim. Depois de me entupir de drogas, recebo seu sorriso ameno e a ouço dizer que preciso abrir as cortinas para deixar o sol entrar, que tenho de me acostumar com a luz. Eu digo que sei disso e sorrio um sorriso falso, desses que se vê aos montes por aí em comerciais de margarina.

Finalmente dou o braço a torcer, e digo: sim, pode abrir as cortinas se isso te faz feliz. Então ela abre. No entanto, ao contrário do que eu esperava, o sol não brilha lá fora. Parece que esqueceram de avisar a natureza que o inverno acabou, que a primavera nos espera de braços abertos. Tudo o que vejo da janela do meu quarto são nuvens densas, cinzentas. Há sim alguma luz, mas não o suficiente para me incomodar. Não vou nem precisar de usar óculos escuros para sair na rua. É o que Rogéria diz. Depois pergunta se quero ajuda para me vestir. Digo que não. Ela sempre pergunta e eu sempre respondo a mesma coisa. Não quero parecer um inválido.

Além disso, tem essa coisa de ela ser freira. Isso é suficiente para me inibir. Verdade que uma vez sonhei um sonho estúpido onde a gente corria numa praia, de mãos dadas, ela não usava a roupa branca, estava de biquíni, e seu corpo era até bem bonito. No fim a gente rolava na areia e se beijava. Nesse dia acordei excitado e evitei falar com ela o dia inteiro com medo de que desconfiasse de alguma coisa. Rogéria vai embora e me deixa sozinho no quarto outra vez. Vou até o pequeno roupeiro de fórmica escura. Abro uma das portas. A da esquerda tinha um espelho por dentro. Dava quase para me enxergar por inteiro nele.

Antes. Agora, não. Uma das primeiras coisas que fiz no dia em que me trouxeram praqui foi quebrá-lo em pedacinhos. Já tive mesmo todo o azar que podia ter na vida. Não gosto de espelhos. Nunca gostei. E pronto. São por causa disso essas cicatrizes nas minhas mãos. Uma vez pensei que poderia existir um tipo de espelho que refletisse a imagem da alma.

Depois me arrependi porque às vezes parece que a alma da gente é ainda mais feia e velha que o corpo. Muitos de nós envelhece mais rápido por dentro que por fora. Se pudesse ver, eu veria que a minha alma é desajeitada, estúpida, que está intoxicada pelo veneno da vaidade e da arrogância urbana. Não sei quando foi que notei isso pela primeira vez. Talvez tenha sido quando eu tinha uns oito anos, e procurava uma ferramenta para o meu pai no galpão nos fundos de casa, e encontrei uma ninhada de ratinhos pelados dentro de uma lata. Todos recém-nascidos. Eles eram rosados e tinham a pele tão fina que dava para enxergar os órgãos.

Meu pai era marceneiro, e ainda não havia sucumbido ao câncer no pulmão. Levei a ferramenta para ele, depois voltei, peguei a lata, levei-a para dentro de casa, enchi a pia da cozinha de água, joguei os bichinhos lá dentro, e fiquei olhando-os se debater, tentando nadar, se esforçando para não morrerem afogados, lutando num desespero irracional por suas vidas insignificantes. Até que não sobrou nenhum vivo. Só corpinhos inertes boiando na água. Quando me cansei da brincadeira, tirei o tampão para a água escoar.

E ela escoou levando os minúsculos cadáveres para o esgoto. Achei aquilo tão lindo. Gostar de matar não devia ser uma coisa boa, pensei. Era. Mais tarde, quando fui para a aula de catequese, perguntei para a professora, uma gorda enorme e estrábica, para onde iam as almas dos animais depois que morriam. Ela respondeu que não iam pra lugar algum porque os bichos não são como nós, eles não tem alma. Só as pessoas é que tem. Fiquei aliviado. E pensei o quanto deve ser triste não ter alma.

Depois de me vestir, pego as roupas dentro do roupeiro, coloco-as sobre a cama. Tiro o pijama, escolho uma camisa branca e uma calça cinza. Visto-me. Ponho o cinto, depois as meias; enfim, calço os sapatos. Guardo as roupas e tudo o mais que me pertence dentro de uma mala velha que alguém deixara esquecida dentro do roupeiro vagabundo. Dobro as peças com cuidado, um cuidado que antes eu não tinha. Deixo a mala pronta sobre a cama, e saio. Antes de ir pra casa, vou tomar café no refeitório. Assim aproveito para me despedir de todos. Eu preferia não fazer isso. Mas é melhor assim, preciso mostrar que estou bem, recuperado.

Tenho medo que pensem que de nada adiantou o tempo que fiquei aqui. Quero estar em paz quando a minha mulher chegar para me levar para casa. Na verdade, nem era para eu estar aqui. Não neste muquifo. A maioria só vem pra cá porque não tem dinheiro para pagar coisa melhor. O que não é o meu caso. Sou um empresário bem-sucedido. Antes eu estava internado numa clínica particular. Com direito à tevê e frigobar no quarto.

Nas paredes, obras originais de pintores brasileiros. No meu, um Iberê. Piscina, sala de jogos, academia de ginástica, computador com internet banda larga eram alguns dos outros atrativos. Tudo feito para você se sentir bem. E eu estava bem. Estava quase recuperado. Fazia semanas que não botava uma gota de álcool na boca, quase não sofria mais com a abstinência. Faltava muito pouco pra eu poder voltar pra casa, para a minha vida, para os meus filhos. Não sei o que aconteceu. Por que tudo deu errado.

Lembro bem daquela noite. Faz mais de um ano. Eu tentava dormir. O enfermeiro entrou no meu quarto sem fazer barulho. O que me alertou foi o seu cheiro, um perfume forte, embriagante, e enjoado. Abri os olhos e me deparei com ele pronto pra me atacar. Não sei o que ia fazer comigo. Não esperei para saber. Pulei da cama e corri em direção à porta. Não consegui abri-la. Estava trancada, e sem a chave. Comecei a esmurrá-la desesperadamente. Gritei por socorro. De repente senti uma picada na bunda. Apaguei quase instantaneamente. Quando acordei já havia amanhecido.

Minha cabeça doía. Olhei ao redor: estava na rua, deitado no chão, metido numa camisa de força. Caía uma chuva delgada e fria. Eu estava encharcado até os ossos. Tentei me levantar. Consegui, apesar de toda a dificuldade. Comecei a perambular, desorientado, sem saber o que fazer, nem para onde ir. Passavam algumas pessoas, e eu pedia ajuda. Mas ninguém me dava atenção, alguns saíam correndo, eu tentava dizer que não era louco nem nada, inutilmente.

Vi quando um homem parado no ponto de ônibus do outro lado da rua pegou um celular no bolso, e começou a falar enquanto não tirava os olhos de mim. Fiquei intrigado. E logo entendi o que ele estava fazendo. Ele tinha ligado para a polícia. Decerto devia pensar que eu era um foragido do Hospital São Pedro, e se pensara isso, a polícia ia pensar a mesma coisa. Por isso fugi, saí correndo feito um louco, não estava nem aí com o trocadilho. Era demais tarde. Instantes depois uma Blazer da Brigada Militar parou na minha frente.

Dois brigadianos desceram e andaram na minha direção. Um era mais velho e mais gordo, a barriga caindo por cima do cinto, e tinha a cara do Sargento Garcia. O outro, bem mais novo, levou a mão ao coldre e ordenou que eu ficasse parado. Não me mandou por as mãos pra cima. Era óbvio que eu não tinha como fazer isso. O gordo olhou pra ele e disse: deixa que eu falo. E falou. Perguntou se eu estava fugindo de algum lugar. Pensei um pouco antes de responder. Só consegui pensar numa coisa; dizer que sofrera um sequestro relâmpago. Que tinham me colocado dentro do porta-malas do meu carro e rodado a noite inteira comigo lá antes de resolverem me dopar com umas pílulas e me abandonar na rua.

Vi que o brigadiano mais novo me olhava sem acreditar muito na minha estória. É isso mesmo?, perguntou o gordo. É isso, falei. Pedi pra me levarem para casa, pois minha mulher e meus filhos deviam estar aflitos com minha ausência inesperada. Reforcei o pedido com a promessa de dar uma gorda recompensa aos dois homens da lei por me ajudarem. Então a coisa toda mudou de figura e os policiais me colocaram na viatura e seguiram para o meu apartamento. Só não tiraram a minha camisa de força.

Uma vez lá, o mais novo desceu e foi falar com o porteiro. Depois de ouvir o policial falar, o porteiro entrou na guarita, pegou o interfone, e depois de falar ficou algum tempo só ouvindo e escrevendo alguma coisa num pedaço de papel. Ao sair da guarita, levou o papel junto e o entregou na mão do brigadiano. Fiquei intrigado com aquilo.

Quando voltou, o brigadiano magro entregou o papel na mão do brigadiano gordo que disse: vamos. Apenas isso. Perguntei o que tinha acontecido e a única coisa que ouvi foi um cala boca ríspido. Aí me trouxeram pra cá. Onde, para a minha surpresa, já me esperavam. Antes de me entregar nas mãos dos enfermeiros da clínica, o brigadiano mais novo disse: isso é pra tu aprender a não ficar inventando estória, e me deu uma coronhada na nuca. Apaguei outra vez.

Acordei numa cama, os pulsos presos por correias de couro. Foi assim que cheguei aqui. Tenho certeza que foi tudo um mal-entendido. Hoje, porém, vou voltar pra casa e esquecer tudo o que passou. Minha família vem me buscar. Minha mulher e meus filhos. Devem estar todos ansiosos por me ver. Tenho esperado este dia com ansiedade. E agora que ele chegou não quero estragar tudo. Não, não vou estragar tudo. No meio do caminho resolvo voltar para o quarto, para ficar no meu canto até a hora chegar. Jogo a mala no chão, sento-me na cama, fecho as janelas, mergulho no vazio. Se me perguntarem não vou falar das luzes. Não, das luzes, não. Nem dos sonhos. Nem do medo. Talvez da angústia. Mas só talvez.

Publicado por Maximiliano da Rosa em: Agenda | Tags: , , , , , , , , ,
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Sombra

poesia

Autor: Sombra Posthuman

 

Sombra sou eu ao seguir os seus passos

Em seus retratos não há meu semblante

Em seus contatos nunca fui constante

Não sou o amante que dorme em seus braços

(more…)

Publicado por Sombra Posthuman em: Poesias | Tags: , , , , ,

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