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conto da noiteO Conto da Noite
Rituais
As pessoas trabalhavam felizes em meio aos limoeiros. Homens e mulheres contentes colhiam os frutos que surgiam abundantemente naquele lugar.

Em meio ao tumulto, um casal arrumava tempo para brincar.


Publicado por Evandro Furtado

– que publicou 95 textos no ONE.

Ocupações: Estudante de Letras (sim, isto é ocupação) e escritor amador em tempo vago.

Base de operações: Lavras/MG (por mais que eu duvide que esteja realmente aqui, às vezes).

Interesses: Cinema, música, literatura, professional wrestling e uma boa pizza se for possível.

Autores Influentes: Stephen King, Dan Brown, Agatha Christie, Paulo Coelho, Tolkien.

Objetivos: Parafraseando o Coringa de Heath Ledger: “I just do things!”

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A luta da batalha perdida

Imagem | Antimidia

Imagem | Antimidia

Aconteceu mais ou menos como na música In the end of the world as we know it, do REM, mas não sobrou só um garoto de 13 anos, e nem a coisa toda tinha virado uma festa. Ainda tem um bando de seres humanos por aí. Bando mesmo. Eles se escondem em construções abandonadas, esgotos e acampamentos subterrâneos nas florestas. Se movimentam só a noite, quando as luzes das naves não conseguem iluminar toda superfície do que sobrou da Terra. Alguns dizem que os seres de outro planeta não enxergam sem a luz. Sei lá, já escutei histórias de pessoas que se salvaram por causa disso e de outras que viram cenas que comprovariam que isso não faz o menor sentido. Outros dizem que eles usam a luz como fonte de energia vital para suprir a horda, mas que a lua é muito fraca. Tudo deve ser parte de uma estratégia deles mesmos para confundir o inimigo. Eles tem uns 2,5m de altura e andam sempre em pelotões de centenas. Não usam armas, usam a força física para destruir o que for preciso. Animais, homens, mulheres e crianças. Nada que se mexe se salva. São superiores em número e força. Arrancam uma perna de um corpo como quem tira uma coxa de um frango assado. O fato é que, por via das dúvidas, se alguém tivesse que ir para algum lugar, ia quando não houvesse mais luz do sol, e se escondendo por onde as naves não conseguem iluminar.

O melhor mesmo é não precisar ir para lugar nenhum e ficar quietinho no seu canto. Mas a maconha da tribo do sul estava acabando, e se eles quisessem manter o clima de otimismo nas fileiras do bando eles iam precisar de mais. Por isso o Neb estava tentando chegar até alguma tribo na floresta que pudesse fornecer erva. A princípio ele tentou sair da cidade pela rota do oeste, mas alguma coisa havia fechado o caminho pelos esgotos, era o que dizia um batedor da tribo subterrânea que ele encontrou numa das bifurcações do caminho. “O túnel desmoronou há algumas semanas.” Não restou alternativa senão ir pela superfície. “Vou me atrasar um pouco, mas faço uma parada para evitar a luz do sol no ponto da tribo urbana se for preciso.” “Restam cada vez menos bandos nas construções. Procure algum lugar subterrâneo para ficar durante o dia.” “Não vim preparado para isso, talvez precise de alguma munição.” “Tenho algumas balas aqui, e um silenciador. Você vai precisar se encontrar algum ser de outro planeta perdido da horda e não quiser chamar atenção. O que você tem?” “Pilhas AA e algumas frutas.” “Faz tempo que não como alguma coisa que não seja enlatada.” “Que tal um pente de balas por duas mangas e o silenciador por uma pilha?” “O que eu vou fazer com uma pilha?” “Carregar o rádio?” “Não. Estou com fome.” “Ok, um repolho e duas cenouras. Já é uma sopa.” “Isso mesmo, vai ter festa com as crianças hoje.”

Andar pela superfície mais que dobra o risco de encontrar com a morte em pedaços. Os seres de outro planeta poderiam não ver no escuro, ou enxergar mal, mas eles estavam lá e as naves pairavam literalmente sobre a cabeça dele. A ideia de Neb era conseguir chegar até o limite da cidade com a floresta e arrumar um lugar seguro para passar o dia. Ele usou os túneis do metrô para atravessar o centro da cidade e emergiu na saída da avenida perimetral. Andou cerca de trezentos metros se arrastando por entre os carros batidos e as ruínas até perceber que uma nave de luz vinha escoltando uma horda no sentido contrário da avenida. Carros eram arremessados contra os prédios e grunhidos de horror podiam ser ouvidos cada vez mais perto. O chão tremia. Neb virou em uma rua transversal e começou a procurar um lugar escuro para se esconder. Do outro lado da rua veio um assobio de bem-te-vi. Seguindo o som desesperadamente ele percebeu que os escombros eram um cemitério. A face de uma mulher apareceu de uma das criptas e sinalizou para ele. “Aqui, aqui.” “Preciso de um lugar para ficar até a próxima noite.” “Entre aqui e espere até a horda passar.” Neb viu uma escada e desceu para escuridão. Nunca imaginou que se sentiria tão seguro dentro de uma cripta. O chão tremia com a horda passando. Neb e a sentinela urbana se abraçaram unidos pelo medo. Antes que pudessem perceber o que estava acontecendo os dois estavam transando como se aquele fosse o último ato de suas vidas.

Quando Neb acordou ainda era dia e a luz iluminava a escada da cripta. Lá fora os barulhos da destruição não cessavam. Eles estavam no subterrâneo, o que sempre era mais seguro. Ele levantou, descascou duas laranjas, dividiu um pão e acordou a sentinela, com um beijo, para o desjejum. “Estou indo para oeste, na fronteira com a floresta. Ia pelos esgotos, mas os túneis ruíram.” “Você não soube que as tribos do oeste foram dizimadas?” “Como assim?” “Foi há dois dias. O seres de outro planeta fizeram o demônio lá depois que uma horda foi destruída por um ataque surpresa da tribo da floresta com os homens das cavernas. Eles eram mais de mil e tinham granadas. As notícias dizem que não restou mais nada.” “Preciso de maconha para suprir as fileiras do sul.” “Acho que você vai perder o seu tempo e arriscar a sua vida indo até lá.” Como agradecimento pelas informações Neb deixou uma bebida para a sentinela urbana e se negou a abandonar seu ‘plano A para’ se juntar a resistência urbana. As tropas do sul precisavam de maconha para elevar a moral, o único lugar que ainda tinha era nas terras das tribos da floresta, e sua missão era voltar carregado. As tribos da florestas eram muitas, se mantém por lá desde o começo da invasão, sobreviveram a outros ataques, alguém teria sobrado.

Rastejando pelos escombro Neb conseguiu chegar até o limite da floresta. Havia uma cortina de luz suspensa cercando as fronteiras das árvores. Ele nunca tinha visto aquilo. Pensou que poderia ser uma armadilha, então arremessou um pedaço de pau. Nada aconteceu. Então ele correu na direção da floresta. Foi desviando de árvores até perceber que não tinha mais nenhuma delas. A floresta tinha virado um chão de terra batida. De repente um banho de luz cegou seus olhos. Neb olhou para cima e viu uma nave que irradiava mais luz que o sol. O som da horda de seres de outro planeta chegando fez uma poeira subir no horizonte. Ele se virou e começou a correr na direção das árvores. Se escondeu atrás de uma e esperou eles se aproximarem. No fim Neb conseguiu descarregar todo seu pente de balas antes de ser desmembrado.

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CONTATO IMEDIATO DE 4° GRAU

“Baseado em fatos reais…”

Passava da meia-noite. A casa de Leda ficava na outra rua. Karla deveria estar dormindo, ela sabia. Mas as amiguinhas insistiram para ir até a casa de Leda.

– Pare de bobagem amiga – disse Pri – está será a primeira noite que vamos passar acordadas.
– Tá com medo Karla? – indagou Marie.
– Não, não é isso – Karla sentia o estomago embrulhar – eu não estou bem, só isso.
– Eu sei o que é – disse Leda. Ela era três anos mais velha que as outras – Medo! Vamos logo meninas, ou vamos perder a melhor parte da noite.

Karla deveria ter avisado seus pais. Ela os deixou dormindo e saiu pela janela para encontrar as amiguinhas na rua. Já tinha mostrado que era corajosa. Karla era a mais nova das quatro. Mas agora elas diziam que era medrosa. “Não sou”.
Deu um passo a frente.

– Vamos meninas. Eu trouxe comigo bolinhos de limão e biscoitinhos de aveia.

As meninas reviraram suas bolsinhas.

– Eu trouxe cervejas – disse Marie.
– Cervejas? Legal. Eu estou levando as fitas vídeo cassetes – disse Pri com duas fitas de filme de comédia nas mãos.

Leda fez uma careta.

– Porra, vamos passar a noite vendo filme de comédia?
– O que você queria?
– Sei lá. Terror?!

Karla levantou a sobrancelha.

– Terror era legal. Gosto de desafiar meus medos.
– Não era só para passar a noite em claro – disse Marie – Poxa, ficar conversando, trocando segredos e tal?
– Sim – respondeu Leda – Mas parece que da Pri quer passar a noite dando gargalhadas.
– Ah, deixa pra lá – disse Pri – sem fitas.

Havia duas formas de chegar à outra rua. Uma era ter que rodear o morro, coisa de 5 minutos. A outra era passar pelo caminhozinho que interligava as duas ruas, cruzando um terreno baldio. Era pouco usado, mas era melhor que dar a volta. Elas escolheram a segunda opção.

– Então – disse Pri animada – seus pais não estão em casa né?
– Poxa, eu já disse que não. Acha que eu ia dar esta mancada.

Estavam na metade do caminho. O vento soprava frio, assobiando por cima do mato colonião.

– Bem, não sabia que faria frio – disse Karla abraçando o próprio corpo.
– A noite sempre faz frio – disse Pri.
– Estamos perto da praia, dam! – Marie tocou a testa com uma sugestão de chacota.

Leda moveu um dedo até os lábios e chiou baixinho.

– Calem a boca suas idiotias. Ou vão acordar a todos. Não quero que os vizinhos contem para o papai que estou aprontando uma hora dessas.

Faltava pouco. A casa de Leda era de dois andares cercada por um muro ainda no chapisco. Ao lado, duas mansões se erguiam. A casa de Leda ficava comprimida e sem brilho diante das dos vizinhos, mas estava destinada a ficar bela, não fosse o orçamento do pai de Leda, que depois de dez anos não conseguia terminar o terraço.
Karla estava olhando justamente para o terraço. Era lá que iam virar a noite. Parou do nada. O coração gelou. As pernas tremeram de repente quando olhou novamente para o terraço e seus olhos filmaram “aquilo”.

– Viram? – disse. As amigas deram com as cabeças nas costas dela.
– Que diabo! – gritou Leda que vinha atrás – Por que parou?!
– Vocês não viram?! – Karla insistia apontando o dedo trêmulo para o telhado do terraço de Leda.
– Não há nada, a não ser aquela lua amarela lá no alto – disse Leda já ficando sem paciência.
– Não espere – disse Pri – eu estou vendo. Moveu de novo. Olhem!

Os cabelos da nuca de Karla se arrepiaram. “Aquilo” era real. As canelas tremiam. Os olhos ardiam.

– Meu deus o que é aquilo! – apontou Marie, os cantos dos olhos escorrendo lágrimas.

– Pare com essa best…

Leda também viu. Todas estavam olhando fixamente para o telhado da casa de Leda. Marie se agarrou a Karla que se agarrou a Pri. Leda se aproximou e abraçou as três juntas.

– Eu nunca tinha visto uma coisa tão esquisita – disse Karla gaguejando.

De cima do telhado, a figura disforme moveu-se tão rápida quanto seus olhos podiam ver. Parecia humanoide, a pele grossa, marrom escura. Espinhos nas costas. Mas era grande, cabeça pequena e corpo esguio. A criatura rastejava pelo telhado da casa de Leda como uma salamandra. Parou. Seus olhos vermelhos viraram na direção das quatro garotas. Não tinha boca. Então a criatura moveu-se na direção da grande janela do terraço e pulou para a escuridão. Sumiu…

– O que foi aquilo?
– Não sei – disse Pri – mas não vou pagar pra ver.

Então, os grandes olhos vermelhos espreitaram da murada do terraço. Estavam olhando para elas, como dois faróis milha, brilhando na escuridão, como um predador a espera de sua presa. A cabeça tinha a forma de um ferro de passar roupas.

Karla olhou para ela. Estava com medo. O coração acelerado. Estava paralisada, não podia mover um centímetro dali.

– Droga, meninas – disse Leda – vamos cancelar nossa virada de noite. Marie, podemos ficar na sua casa?
– Ah… Han?!…Acho que sim.
– Eu não quero nunca mais voltar para minha casa…

Leda saiu correndo, voltando para o ponto de onde tinham vindo.

Karla continuou olhando a figura, e a figura ainda olhava para elas. As meninas correram. Karla ficou um instante a mais. Paralisada. “Não posso ficar aqui”. Escutou um ruído vindo do terraço de Leda. “Mas meus pés não se movem!”. Era fino, como o sintonizar de uma estação de rádio. O ruído vinha baixo, começava em um ouvido, depois passava para o outro. Então se acentuava, agora como uma estação fora do ar. Era entranho.

“Que droga que eu estou fazendo. Não devia estar aqui, uma hora destas com estas malucas”.

Karla moveu uma perna para trás. Dura como concreto. A outra não movia. Os olhos vermelhos estavam nela. Sentiu a vista escurecer.

– Karla! Venha!

Escutava seu nome, longe, muito longe. “Se eu ficar ele vai me pegar”. As órbitas estavam fixas nela. A mente acelerada. Um filme rodava em sua mente, de tudo oque ela tinha feito naquela semana. Não parava, rodava cada vez mais rápido e mais rápido. Então diminuía. Agora lento, lento. E então quando ela pensava que ia parar. O filme rodava mais rápido do que antes. Sua cabeça girava.
Vomitou.

Agachada, segurava o estomago.

– Karla! Venha! Ande!

“Não posso…”

As órbitas estavam nela, pareciam mais perto, mais vivas. Agora podia ver toda a extensão da cabeça daquela criatura. Não tinha boca ou mesmo nariz. A testa franzida como se estivesse descontente com ela.

Karla levantou-se de repente, reunindo suas ultimas forças, as mãos suando geladas, quase sem vida. Correu o máximo que pode. Olhou para trás. Os olhos vermelhos em suas costas. Correu, o chão era um borrão. Não enxergava direito o caminho.

– Karla! Venha! Corra! Ele vai te pegar!

Ela tropeçou numa pedra e caiu com o queixo no chão. Dor. Sangue. O queixo se abriu em um corte profundo. Sangue. Muito sangue. Lágrimas escorriam pela face. Olhou para trás. Para o terraço. Os olhos vermelhos não estavam lá.

“Ele vai me pegar. Corra! Droga!”

Levantou-se e correu para os braços das amigas. Então o poste de iluminação mais perto piscou três vezes e a lâmpada explodiu violentamente. As meninas gritaram. Correram para a casa de Marie. As lâmpadas explodindo atrás delas. Desceram por um beco escuro, pularam as escadas. Enfim chegaram à casa de Marie, esbaforidas. O pai de Marie estava na varanda, sem camisa com um radinho de pilha nas mãos.

– O que houve? – disse Seu Floriano – até parece que virão um fantasma?!
– Talvez – disse Marie com os olhos do tamanho de uma cebola, abrindo as portas e correndo para o quarto. As amigas atrás dela.

A música do radinho de Seu Floriano foi interrompida para um plantão de última hora:

– “…Foi avistado cinco O.V.I.N.I’s cruzando os céus da cidade na tarde de hoje. Um morador conseguiu gravar em vídeo o momento. O governo descarta qualquer possibilidade…”
– Droga. Eu quero música – o pai de Marie trocou de estação.

“…acredite se quiser…”

Publicado por sansa em: Agenda | Tags: , , ,
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Porque não conseguimos contato com ETs

ETs: Alô?

Humanos: Alô?

ETs: Alô Terra! Que bom que vocês entraram em contato. Estamos muito felizes que vocês acharam o Transcomunicador Interestelar 8.5 (com Autotranslator ®) que mandamos para vocês. Demorou, mas finalmente chegou. Bem vindos à nossa rede galáctica de comunicação. Estamos ansiosos por trocar experiências e aprender sobre a sua história e cultura. Conte-nos sobre vocês.

Humanos: Alá?

ETs: Lá onde? Ah… o Autotranslator deve estar se configurando ainda, leva um tempinho para ele funcionar direito. Vocês não receberam nossa última mensagem? Bom, não tem problema, às vezes a comunicação morre, mas logo volta. Deem uma olhada se a antena (uma peça um pouco grande em forma de pirâmide que veio junto com o Transcomunicador) está em um local aberto e de preferência apontando para Orion, isso ajuda bastante. Estávamos dizendo que estamos muito felizes por estarmos falando com vocês. Como é a Terra? Estamos ansiosos por saber. Queremos muito trocar experiências então, por favor, nos conte sobre vocês, seu planeta e seu sol.

Humanos: Rá Deus Sol, todo poderoso. Já construímos as pirâmides gigantes, mas as pessoas continuam morrendo e não voltam. Continuamos esperando pela bênção da vida eterna.

ETs: Bom, a gente não sabe o que ou quem é esse tal Rá. Vai ver o Autotranslator está com algum problema. Parece que tem uma versão nova que vai ser lançada logo. Espera ai? Vocês estão falando sobre a gente? Não, não, vocês não entenderam. Não somos Deuses nem temos poderes, é tudo baseado em matemática, geometria, trigonometria, engenharia, essas coisas, sabe? Alias, somos bem fraquinhos perto das outras espécies, não conseguimos pular muito, não jogamos coisas longe e mal conseguimos correr. O Record do nosso melhor campeão foi de só 42 km, quase nada. Quando puderem mandem uma foto das pirâmides para a gente ver como ficou e nos mantenha informado sobre esse lance de ressurreição e vida eterna. Temos interesse nisso também.

Humanos: Zeus reis dos imortais, em sua honra e homenagem, estamos correndo os 42 km ao redor de formas geometricamente perfeitas. Por favor, nos ajude a destruir os Troianos.

ETs: Não, não. Já falamos que não somos Deus. E Deus é um “D” e não com “Z”. Deve ser essa porcaria do Autotranslator de novo, tomara que eles construam essa atualização a tempo. Nós somos seres mortais como vocês, pelo jeito até mais fracos. Moramos na quarta luas do terceiro planeta do sistema de Mu Arae que fica ao sul do Escorpião e a oeste de Virgem. É um planeta bem grande, parecido com o seu Júpiter.

Humanos: Grande Júpiter! Já construímos templo e estamos sacrificando periodicamente as virgens com picadas de escorpiões como você nos ordenou. Por favor, nos ajude a dominar o mundo.

ETs: Gente, o que é isso? De onde vocês tiraram essa ideia de que tem que sacrificar virgens? Não é nada disso! Foi essa porcaria de Autotranslator de novo! E essa versão 8.6 que não sai nunca. Verifiquem se o colisor de partículas de gálio está soldado direitinho, deve ter algum mau contato lá. De qualquer forma, estamos impressionados que ainda existam virgens ai, não vão sair matando todas porque elas estão quase extintas na galáxia. Lutamos muito para preserva-las, mas parece que as poucas que sobraram estão em um sistema estrelar na constelação Leão.

Humanos: Grande Júpiter. Já construímos o Coliseu, colocamos os gladiadores e soldados para lutarem até a extinção e damos as sobras para os leões como você nos comandou. Também paramos de matar as virgens, mas elas não são mais virgens.

ETs: Esse bendito Autotranslator de novo. Já abrimos um chamado no site do fabricante, mas eles ficam em um planeta no sistema tríplice de Acrux na constelação do Cruzeiro e a resposta vai demorar. Mas acreditamos que a salvação vai ser mesmo o upgrade. Enquanto isso experimentem fixar o comunicador em algum lugar para ver se melhora um pouco. E mais uma coisa: não matem mais ninguém.

Humanos: Certo. Pregamos o que comunicava a salvação na cruz, mas a situação se agravou. Ele ressuscitou e disse que era o filho de Deus e que se a gente não se arrepender vamos todos para o inferno. O que fazemos agora?

ETs: Barbaridade! Pregaram o cara na cruz! Chega a ser difícil de crer. Bom, pelo menos ele ressuscitou e está prometendo uma viajem para vocês. Nos não sabemos onde esse tal de inferno fica, mas se vocês descobrirem nos mandem as coordenadas. Temos diversos cruzadores interestelar no lado oeste da galáxia e podemos mandar um lá para ver como é. Obs: Aqui não deu certo esse lance de ressuscitar, nem mesmo depois de construirmos as pirâmides gigantes. Como é que vocês fizeram?

Humanos: Mandamos o pessoal das cruzadas barbarizar no meio oeste. Não vai sobrar pedra sobre pedra para os infiéis incrédulos na palavra do filho de Deus.

ETs: Olha, não é por nada não, mas está complicado falar com vocês. Vocês devem ter uma língua muito avançada porque o maldito Autotranslator não está conseguindo traduzir quase nada direito. Agora sério, o cara que vocês pregaram na cruz não era o filho de Deus. A gente já provou matematicamente que Deus não existe. O lance de onipotência, onipresença e onisciência quebram todas as regras de todos os livros de ciência. Não tem como.

Humanos: Blasfêmia, infiéis malditos! A santa trindade prevalece sobre as vozes das bruxas que saem desta caixa do demônio. Queimem todos os livros de ciência! Queimem as bruxas e suas caixas mágicas na fogueira!

ETs: Bom, tá complicado conversar assim, Mas a boa notícia é que a versão 8.6 saiu (finalmente!) e para fazer o upgrade basta elevar a temperatura do Transcomunicador até uns 150C e o resto deve ser automático. Depois disso a gente conversa mais.

Humanos: e!(H)[email protected] ) H!h90 -)!H308h4 *!h97b971 )*!h(!979!(e!*&9re )*H! h18 184h10

ETs: Quê?

Humanos: !@)H12rh!( 12h 0!*H 8 12h)*H) 108 h10 11028g 028g 08018. *(!018hr018h2 208!)U02 h2mhg09 (*HR(*RR 180rh8rhr88888! 01her.

ETs: Porcaria de Autotranslator…

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