
Nem só de Jorge Amado e Paulo Coelho vive o Brasil no mercado editorial estrangeiro. Apesar dos percalços para fazer nome lá fora, que vão da barreira do idioma às diferenças culturais, a literatura brasileira dispõe hoje de nomes promissores e outros em vias de consolidação em mais de 17 países. Um número bom, dadas as dificuldades da tradução.
Há até quem possa ser considerado bem sucedido sem ter vendido sequer um exemplar lá fora. É o caso do jornalista Edney Silvestre. Ele está de contrato firmado para publicar, a partir de outubro, o seu primeiro romance, Se Eu Fechar os Olhos Agora (Record), em seis países, e em negociação para editar em outros dois. Façanha impensável para a maioria dos autores brasileiros – ainda mais em se tratando de romancistas estreantes.
Somam-se ao romancista, na linha dos novatos em mercado estrangeiro, o autor de ficção fantástica Eduardo Spohr, 34, da Record, e o ficcionista Daniel Galera, 31.
Aclamado por sua habilidade narrativa, o gaúcho Daniel Galera ganha espaço também no segmento das graphic novels. Além do romance Mãos de Cavalo chegar às prateleiras de quatro países europeus, seu livro em quadrinhos Cachalote, feito em parceria com Rafael Coutinho e lançado por aqui em 2010, tem contrato com a editora francesa Cambourakis.
Spohr, por sua vez, atua em um segmento distinto de todos os demais. E que só faz crescer, para a sua sorte. Embalado pela explosão recente do gênero da fantasia, devido ao sucesso de sagas como Guerra dos Tronos, do americano George R. R. Martin, o carioca sai em busca de sua fatia no mercado estrangeiro. Estreante na literatura com A Batalha do Apocalipse (Verus), que por aqui vendeu quase 1 milhão de livros, ele já ganhou espaço na Alemanha, Portugal, Turquia e Holanda, ao menos por enquanto. [via Veja]
Caraca, olha os números do Spohr… temos que torcer para os autores se darem bem lá fora, isso abre mercado para outros escritores e alavanca a nossa literatura que é rica e por muitas vezes descriminada por nós mesmos.
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