Filhos do Éden: Herdeiros de Atlântida: Livro 1
Papo na Estante 34 – Prêmios Literários
29 Dicas para se manter criativo:
Vaucarn
A Lenda de Fausto
Chat dos Nerds Escritores
Quer publicar?
Download do livro O Draconiano – Livro 1
Apr
27
2009
8
pdf

A execução

Escritor: Pandion Haliaetus

a-execussao

Alexander Martinez, mexicano erradicado nos Estados Unidos, fruto de uma relação doentia e uma criação desleixada, sempre procurou algo para se ater e justificar seu motivo de estar vivo. Até sua adolescência descobriu que o respeito poderia ser alcançado, se não pela admiração, então seria imposto através do medo. Aos nove já matará aqueles que ousaram afrontar sua moral, mesmo que os afrontadores fossem mais velhos. Uma obra de arte. Premeditou a morte de ambos. Em um final de semana ensolarado, enquanto banhavam-se em uma pequena piscina no quintal, Martinez prometeu à irmã mais nova de um deles que se ela corresse para dentro da piscina segurando um ferro de passar elétrico ligado, na volta ela poderia pedir o presente que quisesse. Em verdade, o único que ganhará um presente fora Martinez, que neste momento descobriu a felicidade e o prazer, uma sensação indescritível que palpitava em seu peito enquanto sorrateiramente observava os três morrendo eletrocutados. Era como se o céu se abrisse em um raio de luz reconfortante, lhe fornecendo o sentimento de que nada e ninguém poderiam lhe tirar este momento. Fascinado, Martinez passou a maquinar desde então como expressar essa felicidade, e mais, como compartilha-la com quem lhe era de apreço.

(more…)

Publicado por The Gunslinger em: Contos,Pandion Haliaetus | Tags: , ,
Mar
24
2009
3
pdf

O Aríete

Escritor: Pandion Haliaetus

o-ariete

Hoje eu sei qual o meu dever, hoje eu sei por que estou vivo, e porque não posso morrer, não me é permitido morrer, não enquanto meu dever perdurar. Tenho orgulho do que sou, e agora entendo o que fui. A vida me criou, como um mostro, mas só um monstro pode combater outro. Eu vivia em um baile de máscaras, sendo estimulado dia a dia por aqueles a quem chamava de pai e mãe, a criar um personagem, cada vez mais repugnante, mas o meu verdadeiro pai, Fenrir e minha verdadeira mãe Gaia, me tiraram do baile a força. Em dia de sol, viajámos para uma cidade vizinha, quando uma matilha do lobos nos atacaram, meu pai e mãe foram mortos e estraçalhados na minha frente, fiquei a beira da morte com uma cicatriz da garganta ao peito. Ao acordar no hospital, fui liberado, mas não tinha mais a quem recorrer, logo os mantimentos de minha casa se esgotaram, e em pouco tempo, eu estava invisível ao baile, não mais fazia parte da sociedade, e era tratado como lixo inconveniente. Isso para mim foi a pior das dores. a dor da indiferença. Não suportando esta vida, uma noite resolvi ir até a floresta e acabar com tudo, foi quando renasci.

(more…)

Publicado por The Gunslinger em: Contos,Pandion Haliaetus | Tags: , ,

Powered by WordPress. © 2009-2011 J. G. Valério