O Primeiro Beijo
Autor: Igor Felippe
O primeiro beijo
não há como esquecer.
O toque nos meus lábios, momento mágico
me fez enlouquecer.
Mas tão breve acabou
então ela me deixou,
como um louco alucinado
mais um pobre apaixonado.
Autor: Igor Felippe
O primeiro beijo
não há como esquecer.
O toque nos meus lábios, momento mágico
me fez enlouquecer.
Mas tão breve acabou
então ela me deixou,
como um louco alucinado
mais um pobre apaixonado.
Escritor: João Felinto Neto
O matuto está triste,
cabisbaixo e pensativo.
Não encontra um só motivo
para saber se existe.
Tal canário sem alpiste,
preso a uma velha gaiola,
vendo longe a aurora,
sem ter ânimo pra cantar.
Com vontade de voar
para longe, ao horizonte;
a saudade o consome
antes mesmo de partir.
O matuto fica ali,
a pensar no que seria
sem a única companhia,
a choupana em que vive.
Tal amor só visto em versos,
o matuto é regresso
de um lugar que não existe.
Escritora: Cíntia Mara da Silva
O céu existe para os planetas,
no fundo tudo é cenário
de um espaço sem vento,
preenchido com rochas
pequenas e grandes pedras,
tudo é pó triturado da massa velha,
explodiu-se como uma torta
separando os ingredientes.
Autor: Alex Nunes
A noite escura da arma assaltante
Aponta para um peito surpreso
e lá dentro um coração pulsante
geme tal qual pássaro indefeso
A tranqüilidade que antes havia
já não há mais
(more…)
Autor: Igor Felippe
Fecho meus olhos, te vejo
abro meus olhos, te desejo
te vejo, tenho medo de olhar
no fundo dos teus olhos
medo, de me apaixonar.
Escritor: João Felinto Neto
A vidraça estilhaçada,
Não desfaz a minha imagem,
Não subtrai da cidade,
A luz do sol ofuscada.
De pé, fiquei na calçada
Com minha mão estendida.
Exorcizei minha vida
Na pedra que arremessara.
(more…)
Escritor: Lucas L. Valadares
Lírio da morte
Parte I: (Abandonado)
Tu que me salvaste das sombras,
Deixaste-me só.
Por que me abandonaste sem teu beijo?
Tornaste-me viúvo, oh meu senhor.
Na chuva fria,
as gotas matam-me com os anseios de meu coração.
Deixaste-me este verso,
peço que não me abandone.
(more…)
Escritora: Cíntia Mara da Silva
Meus olhos estão se fechados
Com vidros embaçados
Não vejo onde esta a árvore
Não sei onde anda o sol
E as verdes ramagens não sei se estão mortas
Ou arrancadas do jardim
Como sei onde esta a porta
Parou em meus pés porque bati a cabeça
Eu não sabia onde estava a porta.
Autor: Gabriel Mendonça
O mundo está em constante movimento.
O mundo muda.
Mesmo que você deseje o contrário,
Mesmo que você lute,
Mesmo que você morra por isso,
Mesmo que todos lhe ajudem,
O tempo flui.
E se transforma.
E sempre te vence.
O céu que você tentou agarrar,
Não está mais ali.
(more…)
Escritor: João Felinto Neto
Onde andam os meus olhos
Quando choro,
Se não consigo encontrar
As minhas lágrimas?
Nas migalhas,
Além de meus remorsos?
Nos meus ossos,
Aquém de minha alma?
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