O Nerd Escritor
Feed RSS do ONE

Feed RSS do ONE

Assine o feed e acompanhe o ONE.

Nerds Escritores

Nerds Escritores

Confira quem publica no ONE.

Quer publicar?

Quer publicar?

Você escreve e não sabe o que fazer? Publique aqui!

Fale com ONE

Fale com ONE

Quer falar algo? Dar dicas e tirar dúvidas, aqui é o lugar.

To Do - ONE

To Do - ONE

Espaço aberto para sugestão de melhorias no ONE.

Blog do Guns

Blog do Guns

Meus textos não totalmente literários, pra vocês. :)

Prompt de Escritor

Prompt de Escritor

Textos e idéias para sua criatividade.

Críticas e Resenhas

Críticas e Resenhas

Opinião sobre alguns livros.

Sem Assunto

Sem Assunto

Não sabemos muito bem o que fazer com estes artigos.

Fórum

Fórum

Ta bom, isso não é bem um fórum. :P

Projeto Conto em Conjunto

Projeto Conto em Conjunto

Contos em Conjunto em desenvolvimento!

Fan Page - O Nerd Escritor

Página do ONE no Facebook.

Confere e manda um Like!

@onerdescritor

@onerdescritor

Siga o Twitter do ONE!

Agenda

Agenda

Confira os contos e poemas à serem publicados.

Login

Login

Acesse a área de publicação através deste link.

conto da noiteO Conto da Noite
Rituais
As pessoas trabalhavam felizes em meio aos limoeiros. Homens e mulheres contentes colhiam os frutos que surgiam abundantemente naquele lugar.

Em meio ao tumulto, um casal arrumava tempo para brincar.


Publicado por Evandro Furtado

– que publicou 95 textos no ONE.

Ocupações: Estudante de Letras (sim, isto é ocupação) e escritor amador em tempo vago.

Base de operações: Lavras/MG (por mais que eu duvide que esteja realmente aqui, às vezes).

Interesses: Cinema, música, literatura, professional wrestling e uma boa pizza se for possível.

Autores Influentes: Stephen King, Dan Brown, Agatha Christie, Paulo Coelho, Tolkien.

Objetivos: Parafraseando o Coringa de Heath Ledger: “I just do things!”

>> Confira outros textos de Evandro Furtado

>> Contate o autor

* Se você é o autor deste texto, mas não é você quem aparece aqui...
>> Fale com ONE <<

1

Os Desafiantes – 1

Inicio

Uma vida simples, não muito empolgante e nada extraordinário, essa era a vida de Dillian, um jovem prestes a sair da puberdade, jogador de games online na internet, mau sabia ele que iria fazer algo interessante naquele dia…

1 Desafio

Dillian estava de ferias, jogando seu game online em sua casa, de repente chega uma mensagem privada em seu celular com a seguinte mensagem: “Você foi Desafiado”.

Pessoas comuns achariam que isso seria apenas um trote, mas, para alguem curioso como nosso garoto, é uma forma de conseguir algo diferente da sua rotina.

A partir dessa mensagem, Dillian procura o dia inteiro sobre quem mandou ou quem foi o autor do texto. Quando ele encontra uma certa pessoa:

– Ei você, lembra de mim? – Diz o estranho

Surpreso Dillian o cumprimenta:

– Você é irmão do meu amigo.

-Sim, me chame de New, então estava observando, está procurando algo?

– Estou procurando a pessoa que me enviou essa mensagem.

Dillian mostra a mensagem de texto para New:

– Eu sei do que se trata, venha comigo – diz New decidido

Os dois seguem para a casa de New e la começam a conversar

– Todo ano ele reuni um seleto grupo de pessoas para que elas cumprem certos tipos de desafios, ainda não sei os requisitos que ele usa para escolher essas pessoas, mas normalmente são adolescentes.

– Não sei o motivo de ter sido escolhido, não tenho nada de especial, mas afinal quem esse cara que você falou? – Diz Dillian curioso

– Ninguém sabe, na verdade, são poucas pessoas que sabem, pois sempre que são escolhidas, no final de tudo elas mudam de cidade ou desaparecem – diz New apreensivo.

Nesse momento abre-se um buraco no teto de New e cai uma caixa lacrada nos pés de Dillian, então ele abre e dentro contém um objeto, uma espécie de clips.

– O que é isso?, um clips? – diz Dillian confuso

– Vai começar em breve, você não deve perder isso de jeito nenhum – diz New com certeza

Nesse momento está perto de anoitecer e New manda Dillian para sua casa, mas antes ele pergunta

– Você ja foi escolhido? – Diz Dillian

– Percebeu isso agora? – diz New surpreso

Chegando em casa, é noite e Dillian resolve ligar o computador novamente, mas escuta um barulho na frente de sua casa, é um grupo de adolescentes:

– O que fazem aqui? – Diz Dillian assustado

– Calma, a mensagem do cara dizia que o endereço do evento do tal de desafio seria aqui – Diz rudemente uma garota do grupo

– Ai meu deus, não passaram na mente de vocês que poderia ser um maníaco? – Diz Dillian

– Ah qual é, até parece que um maníaco ia pensar em “desafios” – diz um garoto do grupo

Em meio a discussão aparece uma luz e uma voz é ouvida:

“Todos aqui presentes, só poderam participar quem estiver com o dispositivo, coloque-o em algum lugar de sua roupa e ele se prendera a você e em alguns segundos serão transportados, mas somente quem estiver com o dispositivo em seu corpo.” E a luz some e começa uma contagem de exatos 10 segundos.

– Deve ser esse clips – diz a menina rude colocando na manga de sua camisa comprida

Enquanto todos colocavam em algum lugar Dillian derruba o clips:

– Ai caramba, eu nem estou preparado – diz Dillian tentando rapidamente pegar o seu clips do chão

Enquanto isso a contagem vai diminuindo faltando cinco segundos

– Cara você vai ficar ai – diz a garota rindo

Quando a contagem acaba Dillian coloca o seu clips totalmente “alargado” em seu dedo, assim que a contagem foi terminada, o cenário muda e parece exatamente a mesma rua e casa de Dillian:

– Nossa, não acredito que zuaram a gente e foi apenas um truque de luzes – Diz um rapaz do grupo furioso

Enquanto isso, eles percebem que o clips foi transformado, e se tornou uma espécie de chave e que se adaptou a cada um no seu corpo como por exemplo no Dillian que virou um anel, e cada tipo de chave havia uma cor diferente.

– Cara, o meu virou uma pulseira, que droga – Diz a menina rude

A frente deles estava um tipo de superfície que havia varias fendas e estava sobre uma forma de uma bola, enquanto se deparam com aquilo ouvi-se uma voz

“Aqui está o primeiro desafio, não desçam de cima da superfície, se caírem ou saírem de cima, serão desqualificados e perderam a chance de passarem para o próximo passo.”

Após a mensagem, todos eles sobem em cima daquela superfície e la permanecem, nisso, Dillian encontra um amigo seu de escola sentado com uma garota:

– Você aqui também John – diz Dillian feliz

– Pois é cara, parece que não sou o único louco – Diz John meio sem vontade de conversar

Os desafiantes tem uma certa dificuldade para ficar em cima da superfície, porém alguns como John estavam sentados sem problema algum e então Dillian pergunta:

– John como você está conseguindo?

– Cara sinto muito, mas se eu disser, outros podem fazer o mesmo e ai teremos mais concorrência não acha?

Dillian não ligando muito para o que John disse, sai a procura do “truque” de John e os outros, mas com muito cuidado para não cair, no momento, ele para e raciocina, olha para as fendas na superfície e em seu anel:

– Pera, eu acho que sei – Diz Dillian para si mesmo sussurrando

Dillian coloca seu anel entre uma das fendas com o formato correto do anel e se prende la, John o olha e faz um sinal de jóia, nesse momento a superfície começa ficar mais agitada e alguns caem, nisso Dillian fica quase pendurado por noventa graus e aparece um garoto:

– Ei você, me diga como fez para ficar ai sem cair, me mande o macete – Diz o garoto com assustado

Dillian lembra do que seu amigo John falou:

– Cara, eu não posso dizer, desculpa

Depois disso a superfície volta ao normal, se agitando um pouco, no mesmo momento o garoto pula por vontade própria da superfície, Dillian se acalma pois sabe que ele ja foi desqualificado, mas o garoto entra na casa de um dos vizinhos de Dillian e os rende:

– Tudo bem cara, se você não me dizer agora qual o truque, vou matar eles agora!

Todos ficam assustados e surpresos, no momento Dillian tenta pedir ajuda, mas percebe que não tem ninguém na rua, apenas nessa casa havia pessoas:

-CARA TA LOCO? PARA COM ISSO VOCÊ JÁ FOI DESQUALIFICADO – Diz Dillian gritando assustado

– Socorro Di – diz a garotinha filha dos moradores

Alguns dos desafiantes descem da superfície para tentar parar o cara, outros só para observar, mas não sabendo o que fazer, Dillian fica confuso, porém ele quer descobrir o final de todo esse negócio de desafios e não quer descer. Ele lembra de New ter dito de desafios inimagináveis e como Dillian é muito lógico, ele pensa que isso é só parte do desafio e nada é real:

-Cara escuta, não adianta eu dizer o que você quer, você está fora do evento e não vai ganhar nada fazendo isso, algo que não sabe o que é direito – diz Dillian calmamente e firme

John tenta descer mas Dillian o impede:

-NÃO VÁ, ISSO É O QUE ELE QUER, CONFIA EM MIM

– DILLIAN, ELE VAI MATAR AQUELA GAROTINHA CARA, VOCÊ SEMPRE FOI FRIO ASSIM, EU VOU LA – diz John furioso

-JOHN, NÃO VAI É SERIO, FICA AGORA, VOCÊ VAI SER DESQUALIFICADO!! – insiste Dillian

Enquanto isso o garoto mira na cabeça da garotinha, e ela está chorando

-Ninguem vai fazer nada? ela vai morrer em – diz a garota rude

– NÃO SE MECHA JOHN – diz Dillian firme

Todos olhando aquela cena, todos focados e ninguem se meche ouvindo o que Dillian disse, e quando estava prestes a atirar, os moradores, a criança e o garoto somem, e a superficie some e os que estavam em cima caem no chão:

– o que aconteceu? – diz John surpreso

– parece que eu estava certo – diz Dillian

Enquanto isso aparece uma luz e a voz pode ser ouvida novamente:

“Parabéns a todos que continuaram na superfície e confiaram em seu colega, esse foi o desafio da confiança, e aos que não obedeceram e ficaram fora da superfície por favor coloque seus dispositivos na bolsa e adeus”. E a voz some novamente, os dispositivos que são grudados e não podem ser retirados foram pulados para fora de seus donos desqualificados, e um gato aparece com uma bolsa e os dispositivos são colocados lá e o gato desaparece voando:

– Cara isso é completamente sobrenatural – diz um dos desqualificados

– Que droga, foi tão sem graça mesmo – diz outra desqualificada

Agora os que sobraram estão a espera do segundo desafio que está por vir.

 

 

FIM DO PRIMEIRO CAPITULO. O que acharam? é minha primeira historia, quem quiser ajudar só falar, não sou muito bom em escrever corretamente kk

 

 

 

Publicado por joaocastree em: Agenda | Tags: , , , , , , , , ,
2

O poder do sol na palma da minha mão.

Era noite e tudo que Deaal não conseguia era dormir, estranho, pois gostava bastante de dormir, levantou devagar da cama olhou pela janela, até o vento estava quieto, saiu pela porta do quarto devagar sem fazer barulho seu irmão Keaal dormia, rastejou pelos corredores como uma serpente silenciosa e mortal, o Sábio Mestre não gosta que andassem pelos corredores a noite, porém Deaal adorava o desafio, avistou a luz fraca de uma única vela distante, tomado de sua sede curiosa e seu dom para encrencas andou devagar sem fazer o menor dos ruídos nem mesmo respirava, a porta estava entreaberta. Deaal empurrou a porta devagar e entrou, fitou a escadaria de madeira de pinho que levava para o andar subterrâneo onde ficava a biblioteca, fez seu primeiro movimento esticando a perna até o primeiro degrau que rangeu *cleck* fitou o degrau procurando rachaduras, estava firme seguiu em frente descendo a escadaria silencioso.
No Pentrio a biblioteca foi construída como um templo da sabedoria possuía compridas estantes de 6 ou 7 prateleiras repletas de livros, muitos livros eram tão pesados que ficavam sob pedras esculpidas, as paredes de pedra rustica também alocavam prateleiras para os livros e também algumas estatuas esculpidas na própria parede, devia-se ter muito cuidado para não se perder pela biblioteca, as prateleiras eram altas e a luz era escassa, os Sábios costumavam falar que a biblioteca foi construída para ser um labirinto de conhecimento.
Deaal fitou uma placa a direita que dizia “Somente aquele que não busca nada pode se perder aqui, pois mesmo aquele que não sabe o que busca está buscando algo”, Deaal estremeceu a biblioteca do Pentrio era um tanto quanto sombria, após vislumbrar o interior da biblioteca retomou o foco e seguiu uma grande estante de livros em direção a luz que foi ficando mais intensa, ao chegar ao final da estante havia uma clareira entre o “labirinto de livros’’ com um lampião onde uma vela já em seu fim dançava lentamente e uma mesa de madeira de pinho com detalhes entalhados em sua superfície, o velho sábio Blohi o Bibliotecário é como o chamam estava debruçado sob a mesa roncando suavemente a sua frente uma pilha de livros bem antigos e um deles em especial chamou a atenção de Deaal, o livro ostentava adornos dourados capa de couro desgastado, algumas paginas visivelmente rasgadas parecia ser bem antigo, não contido por sua curiosidade afinal já estava ali apenas uma olhada não faria mal, Deaal lançou seu braço lentamente esticando até alcança-lo. Blohi é um senhor de idade bem avançada podendo-se chutar entre uns 90 e 100 anos gordo e careca e com grandes bigodes desgrenhados é um dos primeiros membros que veio morar no Pentrio sempre contava muitas histórias para Deaal e os outros. Ao puxar o livro com cuidado Blohi soltou um ronco mais forte que o faz engasgar e estremecer o bigode, estático volta a roncar suavemente.
Na capa do livro havia um desenho já bastante apagado de um mapa da região e com o nome ilegível pelo couro danificado, o livro fala de algumas lendas, umas até mesmo que Deaal já conhecia, de dentro do livro ele retira um pergaminho dobrado contendo uma mapa e algumas anotações, nele estava escrito bem sob o topo do mapa, “Caminho da Lança do Solar’’, foi ao perceber o resmungo seguido de um movimento de Blohi e Deaal sumiu dali como fumaça que se esvai com o vento, Blohi levantou a cabeça e ainda sonolento coçou o grande bigode desgrenhado resmungando.
– Preciso me lembrar de trazer um acolchoado de panos para cá, esta mesa é muito dura.
Quando o Gajeiro gritou terra à vista do alto do cesto da gávea Keaal pode respirar, afinal ele foi induzido a se juntar a Deaal nesta missão, ele tinha isso irradiava as pessoas a sua volta e concordar em participar das suas aventuras, após muito tempo no mar procurando, finalmente eles encontraram a ilha do Último Sol. Deaal passara maus momentos devido as fortes marés, um enjoo que o deixou recolhido como um caracol em seu casco por quase toda a viagem.
Quatro homens contribuíam na expedição, Deaal, o irmão Keaal, Capitão Bryan Task o Ruivo e o Gajeiro senhor Walace Prey, Capitão Task e Walace se juntaram aos irmãos em troca de um pagamento de 4 moedas de ouro, 3 ao Ruivo e 1 ao Gajeiro eles cuidariam do transporte e do acampamento durante a expedição. Capitão Task era um velho lobo do mar conhecia muito bem as formas de se navegar, já possuía uma idade avançada cabelos não mais tão ruivos quanto seu apelido indicava e uma barba longa e vermelha honrando suas cores, esta expedição foi a mais arriscada que ele fizera nos últimos seis anos.
Keaal foi até o irmão prestar-lhe um socorro para desembarcar.
– Vamos lá campeão o que aconteceu com sua coragem, Keaal falou em quanto estendia a mão para ajudar Deaal a se levantar de seu momento de vergonha.
– Ela está quase saindo de meu estomago e levando meu jantar a manchar o chão. Deaal consegue se levantar devagar e já se torna nítido o brilho em seu olhar ao ver a ilha em todo seu esplendor. O gajeiro começa a prender as cordas do barco e Deaal começa a recuperar sua cor ao pisar na areia da praia.
– Montaremos acampamento aqui, fala O Ruivo olhando para o local com uma cara de aprovação.
Finalmente depois de tantos anos com aquele mapa guardado Deaal conseguiu iniciar sua busca pela “ Lança Solar ‘’, e a esperança se renovara dentro dele como o sol que nasce pela manhã esvaindo toda escuridão.
– Deaal e eu vamos dar uma olhada no perímetro, voltaremos quando escurecer, falou Keaal adentrando a floresta por uma trilha.
A Ilha do Último Sol era uma ilha de grande porte, porém bem difícil de se navegar até lá, muitas correntes formam marés muito agitadas na região, ela possui um praia pouco extensa, em sua maioria é mata fechada algumas montanhas, mas em geral uma região plana, o mapa que Deaal pegou na biblioteca do Pentrio quando era mais jovem conta que a ilha do Último Sol era habitada há muito tempo por um povo que cultuava o sol como um deus, a lenda também dizia que o líder do povo era o portador da Lança Solar, cinco lideres seguraram a lança, o último deles construiu um templo onde eles descansariam em paz sob a proteção do sol, mas sua tradição foi extinta há muitos anos.
Já era tarde quando Keaal e Deaal retornaram, o gajeiro tinha acendido uma fogueira e assando peixes.
– Encontramos maçãs falou Deaal sorrindo com sua sacola cheia de vermelhas maçãs crocantes.
– Sentem-se, sugeriu Task, os peixes já estão quase prontos.
O ruivo estava sentado em um tronco descalço e suas botas estavam próximas a fogueira.
Sentaram todos em roda da fogueira e logo a luz do dia se esvaiu, O vento soprava acariciando levemente suas bochechas e se ouvia o ranger do tronco e os estalos dos galhos emitidos pelas arvores.
Deaal sacou o mapa de seu bolso o esticou sobre uma pedra onde a luz do fogo refletia e iluminava-o.
– Estamos aqui, apontou com o dedo para o mapa, o eclipse será em dois dias e o plano é o seguinte, entramos no templo pegamos a lança e damos o fora.
Keaal puxou um galho e começou a tracejar na areia.
– Precisamos encontrar o templo que provavelmente fica aqui. Tracejou um esboço na areia.
– Dois dias é um prazo bem curto, se perdermos o eclipse há alguma outra forma de entrar no templo? Perguntou o Ruivo.
– Não, se perdermos o eclipse teremos que esperar o próximo daqui a cinco anos, concluiu Keaal.
Após Deaal subtrair o mapa da biblioteca do Pentrio ele ficou extremamente empolgado em encontrar a lança, porém Keaal como era metódico com todos os detalhes buscou investigar sobre a lança.
O último guerreiro líder do povo dos Kor’ha criou um domo sob o templo que é abastecido pela energia solar, o domo restringe todo acesso ao templo e a noite uma grande porta de pedra fecha a entrada do templo, porém durante o eclipse os raios solares não abatessem o domo de energia e ele se desfaz até o próximo raio de sol.
– Descansem hoje e amanhã partiremos para o templo se apertarmos o passo chegaremos antes do eclipse e teremos mais tempo para dar uma olhada no local, disse Keaal.
A noite era muito tranquila na ilha o som do mar a noite causava uma tranquilidade junto com o leve soprar dos ventos de verão, Deaal estava impaciente, porém cansado a viagem tinha sido difícil para ele e seu descanso era necessário, não demorou muito para que adormecesse.
Deaal caminhava pelo campo aberto, o sol refletia forte o que causava um calor que para muitos era desconfortável, para Deaal aquela sensação o dava segurança, ele sentia como se sua capacidade estivesse sendo ampliada como se pudesse gastar mais energia do que o normal, avistou à diante um castelo, os portões eram dourados pareciam de ouro maciço, mas estavam derrubados, a muralha do castelo também tinha sido atingida e as ruinas estavam espalhada a sua volta, em frente ao portão soldados vestiam armadura reluzentes também douradas com longas capas brancas, havia sangue, muito sangue o suficiente para que suas capas quase desaparecessem na imensidão vermelha eram muitos corpos, todos vestiam a mesma armadura. Deaal passou o portão e seguiu em direção ao castelo, na estrada real os mesmos soldados de armadura preenchiam o chão e pintavam os tijolos da estrada de vermelho, Deaal chegou ao portão do castelo e o empurrou com força, e o portão abriu.
– Ei campeão acorde está na hora, disse Keaal cutucando o irmão com um graveto.
Confuso Deaal olha para o irmão ainda com a cara inchada.
– Você precisava mesmo dormir em? Keaal falou sem conter a risada.
– Não vamos perder tempo, aqui, Disse Deaal apoiando-se nos joelhos.
Capitão Task e Wallace já estavam prontos para a viagem, e não demorou até que todos estivessem adentrando a floresta, poucos metros à frente já não se enxergava mais a praia, a floresta era densa e difícil de se andar.
Foram um dia e uma noite de caminhada somente parando para abastecer agua e comer peixe, as vezes eles caçavam alguma ave.
Pela manhã do segundo dia o eclipse já havia começado, então eles avistaram o templo, era tão brilhante quanto o próprio sol, com paredes e pilares altos o templo era realmente de um trabalho arquitetônico incrível, não havia porta, porém, o interior era tomado pela escuridão, ao se aproximar logo eles perceberam o domo, era difícil não enxergar ele revestia todo o templo como um campo de energia solar.
Uma placa sobe a porta continha a seguinte inscrição.
“ Quanto mais perto da luz, maior é a sua sombra’’.
Deaal e Keaal examinam o domo enquanto capitão Task e o gajeiro montavam um acampamento ali perto.
– Precisamos esperar o eclipse total para entrar, disse Keaal sentando-se em frente ao campo de energia que restringia sua passagem.
– Já está quase na hora.
Antes mesmo que Deaal terminasse a frase a luz do sol começou a se esvair lentamente e tudo escureceu, somente restou a luz do domo do templo que ia perdendo força aos poucos.
Assim que o eclipse atingiu seu auge, o domo parou de brilhar, Keaal esticou o braço e não o sentiu, olhou para Deaal que já adentrava as fronteiras do agora inexistente domo de energia solar.
Acenderam tochas e entraram no templo Deaal na frente e Keaal Cobrindo a retaguarda, capitão Task e Wallace permaneceram no acampamento estáticos olhando para os irmãos que sumiam nas sombras através da porta.
O templo era por dentro assim como por fora brilhante, porém sem a luz do sol esse brilho era menos evidente, a câmara em que eles se encontravam possuía cinco tumbas dos cinco portadores da lança já perdidos em batalha.
A primeira tumba pertencia a Wynon I O Justo primeiro senhor dos Kor’ha o homem que juntos os povos do sol.
Na segunda e na terceira estavam respectivamente os filhos de Wynon I, o mais velho Wyn o Bravo e na terceira Raka o sábio.
A quarta tumba pertencia a Laf o senhor dos Kor’ha que menos tempo portou a lança ficou conhecido como Laf o Bom.
A quinta tumba pertenceu ao último senhor dos Kor’ha aquele que construiu o templo e criou o domo, seu nome era Eawolf o Lobo que uivava para o sol.
Ao se aproximarem do altar eis que eles veem aquilo que buscavam, lá estava ela a Lança Solar, toda banhada em ouro a lança possuía muitos detalhes esculpidos assim como inscrições, sobre o pórtico da lança estava um grande quadro do eclipse seguido da seguinte inscrição, “O Eclipse mostra de que lado o céu realmente está’’.
Pouco antes que Keaal conseguisse ler o que dizia no quadro Deaal já tinha segurado a Lança Solar com a mão um pouco tremula, foi neste momento que se ouviu um barulho como um quebrar de uma parede juntamente com muita poeira que invadiu a cripta.
O ruído subsequente ao quebrar de paredes foram os estalar dos ossos, com a luz que irradiava eles puderam ver das cinco criptas quebradas os cinco senhores esqueleto usando armaduras Kor’ha que irradiavam luz própria.
Eawolf, olhou para o portador da lança e se aproximando lentamente e falou.
– Interessante como é difícil para os inocentes entenderem a justiça, pois eles raramente sentem a sua força.
Deaal ainda confuso olhou para Keaal que partia em direção de Eawolf que se aproximava.
Eawolf usava uma lamina longa que era encaixada em seu braço e com essa mesma lâmina desferiu um golpe em Keaal.
Keaal girou em quanto a lâmina acariciava alguns fios de seu cabelo prateado, puxando suas adagas buscou as costas do inimigo, colocando as duas adagas sob os ombros de Eawolf e com as pernas o chutando-o na direção de Deaal que o acerta no peito da armadura com Lança Sola, sem causar nenhum efeito.
Eawolf empurra Deaal para longe que bate contra uma parede.
Keaal pressente o inimigo se aproximando à suas costas e reage caindo para frente, se impulsionando para trás passando entre dois outros esqueletos que desferiam golpes sobre ele, Keaal percebeu que suas habilidades estavam bem mais aprimoradas do que antes.
Deaal parte para cima de Eawolf bloqueando o golpe da lamina com a lança e batendo ao lado do elmo com a outra ponta, que faz com que o esqueleto cambaleia, em seguida Deaal o puxa pelo elmo e o arremessa contra a parede.
Keaal gira novamente para esquivar dos golpes dos irmãos Wyn e Raka bloqueia os golpes deles com as adagas e é atingido no peito com um golpe que o arremessa para longe, cai deslizando e levantando poeira sob os pés de Laf que desfere um golpe de machado em Keaal, a lamina do machado se aproxima rapidamente do peito dele sem chance de reação que fecha os olhos hesitando.
Quando Keaal abre os olhos o machado está parado, tremulo como de alguém fizesse força para segura-lo, de relance vê o rosto de Laf, um rosto humano não um monte de ossos como antes, quando a alma deixa a armadura que amontoa em uma pilha de aço e ossos.
Laf o Bom, agora entendo o porquê. Pensou Keaal.
O primeiro feixe de luz do sol que atinge o templo anuncia o fim do eclipse, um feixe que desce cortando a escuridão ao meio até atingir a Lança Solar a energia passa através dos dedos de Deaal que a segura, e a sua marca brilha como se absorvesse a luz do sol, Deaal é marcado com um símbolo semelhante a um sol em sua mão direito assim como Keaal é marcado com uma meia lua na mão esquerda.
Deaal atinge com velocidade Eawolf na altura do pescoço e o estalar dos ossos quebrando faz com que ele perceba o monte de pó em que seu adversário se tornara.
Deaal salta na direção de Wyn e Raka que não resistem aos golpes da lança solar, se voltando para Wynon I que perseguia Keaal e arremessa a lança que atravessa o elmo de Wynon I que desmonta em uma pilha de ossos, bem quando sol entra totalmente na cripta, revelando a beleza do lugar.
O portão se abre e dentro do salão principal do castelo, eles estão sentados em uma roda, Deaal se aproxima devagar, Eawolf se levanta juntamente com os outros quatro para recebe-lo. Deaal se senta junto deles.
– A lança responde a justiça Deaal inteira e somente a ela. Disse Wynon I olhando para Deaal, ela buscara justiça através de você mesmo que você não a busque, não pode ser ela a controla-lo, agora é sua responsabilidade mantê-la em segurança, a era dos Kor’ha acabou e a sua começa agora.
Deaal acorda no centro de cura do Pentrio confuso mais uma vez.

Publicado por leonacha em: Agenda | Tags: , , , , ,
0

O Destino de Yugo

   O pequeno Yugo não conseguia dormir, há algumas semanas o jovem estava sendo atormentado por uma voz em seus sonhos. A voz o chamava, atraia-o para as montanhas geladas que ficavam próximas ao vilarejo onde o escudeiro vivia.

Certa noite Yugo Baldrun, tomado por um transe, ignorou completamente as lendas a cerca da montanha, juntou seus pertences e partiu rumo ao breu que era o lugar.

A caminhada fora difícil, a montanha era fria, escura e traiçoeira, mas de algum modo à criança sabia exatamente para onde ir. Caminhou por horas a fio, escalou paredões de gelo com mãos nuas, sem sentir dor, enfrentou o vento, a neve, até chegar á entrada do que parecia ser uma caverna.

“Entre!” — Ordenou a voz que vinha de lugar algum, e ao mesmo tempo, de todos os lugares. O sonambulo obedeceu. Adentrou a caverna. De olhos fechados, o jovem percorreu um labirinto de tuneis congelados até finalmente chegar á sala onde o cheiro da morte o despertou.

— Dro… Droga! — Balbuciou a criança esquálida, enquanto seu corpo despencava cansado sobre o chão congelado da caverna. Olhou em volta, estava em mais um daqueles pesadelos.

Haviam corpos congelados por todo o salão, mas o que realmente lhe prendera a atenção fora o machado preso á parede de gelo. Yugo levantou-se com certa dificuldade, suas mãos estavam queimadas, seu corpo estava exausto. O menino caminhou na direção da arma com cautela. O fascínio que o Machado de Gelo lhe causava era tão grande, que o jovem não reparou a coisa morta logo atrás. Tocou o Machado, mas não conseguiu ergue-lo, estava preso. Ao fundo, os olhos antes mortos que o observavam, agora eram dois globos rubros de puro terror. Os ossos há pouco inertes, estavam agora tão vivos quanto o garoto. O Dragão Lich despertou.

— Ah… — Era o Dragão. Falava em muitas línguas ao mesmo tempo. Sua voz soara familiar para o jovem, então finalmente ele entendeu: Isso não era mais um daqueles pesadelos, era real.

— Tão faminto — Rosnou o Dragão em muitas línguas, enquanto se aproximava da criança incrédula.

“Como eu vim parar aqui?” — Se perguntava. Mal conseguia respirar. O medo havia tomado conta de seu corpo.

O Dragão abriu sua boca de ossos, lá do fundo veio uma brisa fria, que tomou conta do lugar. Em um surto por sobrevivência o garoto tentou correr, mas sua energia estava sendo sugada pelo Lich. Não pode fazer nada, a não ser observar o Dragão, aos poucos sugar sua vida. Seu corpo fora congelado, enquanto o do Dragão ganhava um pouco mais de carne. Em breve estaria pronto outra vez.

Publicado por thethiagost em: Agenda | Tags: , , ,
0

A Voz da Loucura

— Zap! Este nem sempre fora meu nome… — Disse o individuo de roupas chamativas.

Seu rosto estava coberto por uma pasta branca, o que destacava ainda mais a maquiagem vermelha em volta de sua boca. Havia um sorriso assombroso estampado em sua face. O palhaço andava de um lado para o outro na escuridão que era o palco. Não dava se quer uma pausa entre suas palavras e suas risadas exageradas e confusas. A plateia permanecia imóvel em suas cadeiras. Aparentemente, apenas o palhaço achava graça em suas piadas. Zap continuou seu monologo:

— Está é minha historia… Eu aprendi com meus próprios erros, que rir é a melhor maneira de enfrentar os problemas. Meu senhor, disse que eu estava rindo quando ele me encontrou. Não lembro. Mas, sei que estava rindo quando o atirei da escadaria para depois esfaqueá-lo. Mark também riu. Disse que eu não poderia por um fim a sua não-vida daquela maneira. Então tentei o fogo. — Zap continuava falando, andando pelo palco e gargalhando.

A sala era escura. Havia algumas lanternas a querosene aleatoriamente espalhadas sobre o chão do palco, iluminavam o palhaço. Além de Zap, dava pra ver algumas silhuetas, eram cinco pessoas, estavam sentadas em poltronas da primeira fileira do teatro, mas a luz tremula das lanternas não era tão forte a ponto de clarearem seus corpos.

— Ah… Sim! O fogo funcionou muito bem. No começo, Mark também sorriu, mas aos poucos, enquanto o fogo ia consumindo seu corpo antigo, seu sorriso fora se transformando em gargalhadas doentias, que por sua vez se transformaram em gritos de dor e terror á medida que o fogo transformava seu corpo em brasa. Observei-o queimar até restarem apenas pó do Vampiro que ele um dia fora — Zap fez uma pausa, pensativo, era a primeira vez que falava a palavra vampiro para mortais, mas no fim deu de ombros e continuou: — Duas noites depois de sua morte eu comecei ouvir sua voz em minha mente. Maldito Mark! Mesmo depois de morto vinha me atormentar. Sua voz me passava algumas informações e vezes ou outra me fazia pedidos. Por isso hoj… — Um barulho interrompera o monologo.

Era um som baixo e abafado. Zap franziu o cenho irritado. Prestou atenção no som: Algo se movia na penumbra. Era uma das silhuetas, se remexia incessantemente soltando um som de desespero, um tipo de gemido abafado. O palhaço parecia assustado, pegou uma das lanternas que estava perto de seus pés e deu alguns passos em direção á plateia. A luz tremula da lanterna iluminou a primeira fieira da arquibancada, revelando os cinco ouvintes: Eram todos homens, estavam amarrados ás poltronas, suas bocas foram amordaçadas. Quatro dos cinco estavam aparentemente mortos, seus corpos mutilados e repletos de marcas de violência. Mas, para surpresa de Zap o quinto estava vivo.

“Termine o trabalho!” — Ordenou a voz.

Zap se aproximou do individuo. Ele estava visivelmente apavorado, respirava incontrolavelmente soltando pequenos gemidos de dor enquanto seu corpo se contorcia na vã tentativa de se libertar das amarras.

— Fique Calmo — Pediu Zap, enquanto se aproximava com a lanterna em mãos. Seus olhos brilhavam como os de uma criança que acaba de ganhar um novo brinquedo. Suavemente o palhaço passou sua mão livre no rosto do homem:

— Está tudo bem! — O prisioneiro soava frio. As lagrimas saiam em abundancia de seus olhos castanhos, escorriam por seu rosto pálido, até finalmente se juntarem ao liquido rubro e quente que saia por muitos dos cortes que havia em seu rosto.

— Está tudo bem… — Zap repetiu — Tudo bem! Em breve você vai QUEIMAR!

O palhaço se afastou das poltronas e jogou a lamparina com toda sua força na direção do prisioneiro. No momento em que a lanterna tocou o corpo do homem o fogo se expandiu. O som que veio a seguir fora um misto dos gritos abafados de dor do prisioneiro e as risadas histéricas do palhaço, depois se ouvia apenas as risadas e no fim apenas o crepitar das chamas consumindo os corpos e grande parte do teatro.

O palhaço dançava em volta dos corpos enquanto as chamas se espalhavam por toda a extensão do teatro, um verdadeiro demônio dançando ao som da morte.

“QUEIME, QUEIME!” — Cantarolava a voz em sua cabeça.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Publicado por thethiagost em: Agenda | Tags: , , , , , ,
0

Árvore – Coração

Quando as primeiras raízes do carvalho começaram a envolver o mago, Lizandro compreendeu que não era apenas força de expressão quando seu mestre disse: “As Arvores-Coração tem vontade própria”. O mago sentiu seu corpo estremecer, as raízes eram fortes, em um instante tinham imobilizado o homem que passara a respirar com dificuldade. Estava ficando sem tempo e sem ar. A única coisa que podia fazer era olhar em volta em busca do apoio de seus companheiros, afinal, com as mãos atadas nenhuma magia poderia ser conjurada.

As arvores altas formavam um teto natural sobre o bosque. A luz do sol passava por entre as brechas das copas dos Freixos para assim iluminar o local. A Elfa Nerine estava ocupada de mais para ajudar o arcano. Tentava manter-se livre dos galhos que se moviam para aprisiona-la. De arco em mãos ela atirava contra o Carvalho sem efeito nenhum. Hadrian, O Gigante de Ferro não estava em melhores condições. Sua espada conseguia partir os galhos mais finos, mas era tão impotente quanto às flechas de Nerine quando algumas raízes mais fortes partiam em fúria em sua direção. Nesses casos o cavaleiro as desviava com o escudo.

Lisandro sentia sua pele queimar e retorcer enquanto seus ossos estralavam à medida que a arvore o esmagava mais e mais. Sabia que não iria aguentar por muito tempo. Foi então que lembrou: “Arvore-Coração”. Olhou uma ultima vez para o carvalho negro que estava prestes a por um fim a sua vida:

Era uma arvore antiga, podia perceber por seu tamanho e pela cor escura de sua casca. O todo do Carvalho estava muito acima de sua visão, mas Lisandro pode notar um brilho avermelhado em seu tronco.

“Arvore-Coração” – O nome ecoava em sua mente… “Coração…”

O mago reuniu toda força que ainda lhe restava para soltar um ultimo suspiro:

– Ataquem o coração – Ele urrou. Sua voz sairá fraca, mas fora o suficiente para seus companheiros entenderem a mensagem.

Hadrian também notou o brilho vermelho, pulsante vindo do tronco do Carvalho. Afastou com o escudo as raízes que o cercavam e correu em direção da Arqueira. Com fúria estampada em seu semblante, o cavaleiro desferiu uma sequencia de cortes com sua espada para abrir caminho para sua companheira, que também entendeu o recado.

Nerine Fixou os olhos no ponto rubro no tronco da arvore. Puxou outra flecha em sua aljava e armou seu arco. Disparou. A seta cortou o ar e percorreu um longo caminho até finalmente atingir o ponto desejado. O coração da arvore. O tronco do grande carvalho estourou em lagrimas vermelhas. Os galhos e raízes murcharam quase que instantaneamente.

Lisandro caiu de joelhos no chão. Podia respirar novamente.

Publicado por thethiagost em: Agenda | Tags: , , , ,

Powered by WordPress. © 2009-2014 J. G. Valério