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conto da noiteO Conto da Noite
Rituais
As pessoas trabalhavam felizes em meio aos limoeiros. Homens e mulheres contentes colhiam os frutos que surgiam abundantemente naquele lugar.

Em meio ao tumulto, um casal arrumava tempo para brincar.


Publicado por Evandro Furtado

– que publicou 95 textos no ONE.

Ocupações: Estudante de Letras (sim, isto é ocupação) e escritor amador em tempo vago.

Base de operações: Lavras/MG (por mais que eu duvide que esteja realmente aqui, às vezes).

Interesses: Cinema, música, literatura, professional wrestling e uma boa pizza se for possível.

Autores Influentes: Stephen King, Dan Brown, Agatha Christie, Paulo Coelho, Tolkien.

Objetivos: Parafraseando o Coringa de Heath Ledger: “I just do things!”

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Meu Fantasma

As asas do meu crânio valsam com a escuridão, estou sozinho no ostracismo que a escadaria
da minha mansão assombra…
Meu fantasma? Toque o órgão por favor, vou dançar…

Publicado por dracula rumanesk em: Agenda | Tags: , , , ,
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A Rosa

(…) Ela estava na escadaria com uma rosa na mão cheirando enquanto suspirava e murmurava:
“hoje ele vem. Preciso estar perfumada para a volúpia que vai comer nossas almas”.
Ela era morta.

 

Publicado por dracula rumanesk em: Agenda | Tags: , , , , ,
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Perfume.

estou nos antros dos meus submundos: cadáveres meus? qual de vós foi meu céu?

e um silêncio sepulcral, me retiro dessa sala, meu quarto tem o cheiro do sangue (…)

Publicado por dracula rumanesk em: Agenda | Tags: , ,
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Anne Rice | Novo livro da autora será protagonizado pelo vampiro Lestat

lestatAnne Rice  voltará a escrever sobre o vampiro Lestat, um de seus personagens mais famosos. A autora revelou o novo trabalho no podcast The Dinner Party Show, do qual seu filho, Christopher, é um dos apresentadores.

“É uma grande crônica vampírica”, afirmou Rice. “Mostrará o que Lestat e os vampiros estão fazendo agora. Como eles estão lidando com tudo que aconteceu e como Lestat lida com as demandas de todos os lados, já que ele virou uma espécie de líder.” [via Omelete]

Saiba mais clicando no link do Omelete.

Publicado por Bruno Vox em: Notícias | Tags: , , ,
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Colinas de Sangue

No coração da Transilvânia, na segunda metade do século 18, uma grande guerra ocorria. Os homens, no entanto, ignoram a existência de tal guerra em seus livros de história, já que os principais envolvidos nela não eram humanos.

De um lado, criaturas sugadoras de sangue, que só caminhavam à noite, podiam transformar-se em morcegos ou desfazer-se em fumaça, e serviam aos demônios. De outro, verdadeiros monstros, homens que se transformavam em lobos sempre que a lua estava cheia nos céus. Por muito tempo, os homens-lobo foram escravos dos homens-morcego, tendo os servido durante batalhas anteriores. Mas agora ambos eram inimigos mortais, apesar de todos descenderem de um mesmo ancestral em comum.

Em meio à guerra imortal, uma família se encontrou envolvida. Uma família que também vinha da linhagem do grande antepassado. Mas ainda assim, uma família humana. Os Vladisvlok eram pessoas honradas. Guerreiros natos, cujo ancestral, arrependido de seus pecados, pôde se livrar da maldição que atacara ambos os outros lados da genealogia. E por isso os Vladisvlok eram inimigos dos outros dois lados.

O patriarca da família era Ioan Vladisvlok. Um senhor de cerca de 70 anos que ainda sabia manejar uma espada como poucos. Seus filhos eram Cornel, George e Costin. E além deles havia os netos: Mex, filho de Cornel e Hensing, filho de Costin. Não havia mulheres na família, todas foram mortas.

Os Vladisvlok eram famosos por lançar expedições contra os outros lados. Seja munidos de prata (que parecia ser um elemento que feria ambos os lados), seja com cruzes ou estacas. E de fato muitos haviam caído diante da valorosa família.

E naquela chuvosa noite de lua cheia, mais uma seria lançada. Prepararam os cavalos e a carroça na qual carregavam os suprimentos. George partira na frente como batedor para poder dar informações à pequena caravana. Mex e Hensing partiram em outros dois cavalos. Por fim, Cornel e Costin partiam nos animais que puxavam a carroça em que Ioan se encontrava.

Seguiram por uma estrada secundária que levava até o acampamento de uma das raças. Ainda não sabiam qual das duas havia se instalado ali. Quem quer que fosse havia chegado há poucos dias. E em poucos dias iriam todos para o inferno.

Avançaram pelo caminho que ia se tornando árido e pedregoso conforme progrediam. Passaram por dentro de um riacho que corria por ali, e em seguida começaram a subir uma colina quando ouviram um som. Era George que voltava.

– Vocês não vão acreditar… – disse ele ofegante.

– Diga logo! – pressionou Cornel.

– Estamos no meio de uma batalha. Há pulguentos e sanguessugas por todos os lados!

Com a notícia, Cornel e Costin seguiram com o irmão para vasculhar mais atrás, deixando os filhos e o pai para trás por um instante. Logo os irmãos voltaram para informar aos outros.

– Têm mais de trezentos deles por lá. – disse Costin.

– Ótimo. – respondeu Hensing. – Esperamos um pouco até que se matem uns aos outros. Quando o número estiver diminuído, damos cabo do resto.

– Não. Têm trezentos de cada lado!

– Sim. – interrompeu George. – A batalha pode durar dias. Talvez semanas.

Neste instante um som soou atrás deles. Era o velho Ioan que saía da carroça.

– Nunca houve dia – começou o patriarca – na vida desse velho, que um desses porcos malditos me fizessem parar. – ele sacou uma espada e continuou caminhando, dando indícios de que subiria a colina a pé. – É hora de mostrar algo a esses desgraçados.

Estimulados pela bravura do velho, filhos e netos sacaram eles próprios de suas armas e prepararam-se para a batalha.

– Libertem os cavalos. – ordenou Ioan. – As pobres criaturas não têm dever de partilhar de nosso destino. – dito isto partiu em direção à guerra. Os outros libertaram os cavalos que saíram correndo para o lado oposto da batalha. George, Cornel, Costin, Mex e Hensing seguiram Ioan a pé.

Quando chegaram ao topo da colina puderam em fim contemplar a cena. Vampiros e lobisomens protagonizavam um verdadeiro banho de sangue naquele lugar. Os homens-lobo, quando conseguiam capturar seus oponentes, os destroçavam em vários pedaços. Já os homens-morcego preferiam agarrar seus inimigos, voar até alturas fantásticas e os soltar lá de cima para que pudessem se estraçalhar contra o solo. Tecnicamente, vampiros e lobisomens eram imortais, então mesmo os caídos continuavam vivos. Havia muitos deles com ossos triturados, gargantas cortadas e membros decepados, mas ainda gemendo de dor, vivos! E se pensa que os Vladisvlok foram lá para darem o golpe de misericórdia, estão enganados. Matariam os que estivessem de pé, e, se conseguissem, por fim acabariam com os incapazes.

Eles avançaram como uma pequena horda sobre os inimigos. As espadas, feitas de prata, decepavam cabeças de todos os lados. Cruzes eram colocadas no peito de vampiros, que queimavam instantaneamente. Estacas eram cravadas em seu peito. E de todos os humanos, Ioan parecia o mais habilidoso. Girava contra os calcanhares e, em um movimento, arrancava de quatro a seis cabeças inimigas. George não ficava para trás, mas preferia cravar a arma e sentir os inimigos padecer de dor. Os irmãos Cornel e Costin eram como dois pássaros em um voo sincronizado perfeito. Suas espadas agiam como uma, e, de fato, pareciam apenas um guerreiro com quatro braços e duas cabeças, no campo de batalha. Hensing utilizava-se de uma espada em cada uma das mãos e era impossível dizer com qual era melhor. Quanto a Mex, preferia utilizar de um arco com flechas com pontas de prata, as quais normalmente recolhia para utilizar de novo quando abatia um inimigo. Infelizmente, por mais forte que seja, o homem não é bom é suficiente em uma guerra de imortais.

O primeiro a cair foi Ioan. É importante ressaltar que o velho lutou bravamente até o fim! Mas quando um lobisomem cai sobre você, devorando sua cabeça…não há muito a fazer. Atordoados pela morte do pai, Cornel e Costin foram os próximos. Atacados por uma dupla de vampiros que preferiu decapitá-los a transforma-los. Bem, eles prefeririam isto de qualquer maneira.

Vendo a queda de seu pequeno exército, George recuou junto aos sobrinhos. Os três estavam encurralados por uma matilha de lobisomens. Seis para ser exato. Mex lançou uma flecha contra um deles. O matou na hora, mas também despertou a fúria dos outros, que saltaram sobre eles. Enquanto um foi pego no ar pelas duas espadas de Hensing, o outro caiu sob a lâmina de George. Agora faltavam três.

Um deles avançou, e tudo aconteceu muito rápido. Ele atingiu George com força descomunal. Inseriu a pata no peito do homem e arrancou seu coração. Tomados pela fúria, Mex e Hensing avançaram sobre ele, e o fizeram em pedaços.

Mas neste ponto os outros dois, que até então estavam escondidos, saltaram sobre eles. Ambos os primos conseguiram matar seus oponentes. Caíram então ao chão para poderem descansar. A batalha prosseguiu ao lago deles, ignorando-os. Todos acreditavam que estavam mortos. Mas eles viram tudo. Viram quando os lobisomens pareceram tomar vantagem. Viram quando os vampiros a recuperaram. E, sobretudo, viram quando o último dos vampiros matou o último dos lobisomens na colina, dando fim à batalha.

Havia decorrido um dia inteiro. Havia amanhecido. A chuva havia parado e o entardecer se aproximou. Sob a luz do pôr do Sol, o último vampiro limpava o campo de batalha. Ele matava todos aqueles que insistiam em viver naquela zona de morte. Aliado ou inimigo, não importava. Ele dava cabo de todos.

Finalmente, ele chegou até eles. Quando notou que estavam vivos preparou para ataca-los. Não esperava, no entanto, a grande estaca de prata sacada por Hensing no último instante. Estaca que o mataria.

Agora, sendo os últimos sobreviventes no campo de batalha os primos se preparavam para partir. Até que olharam para si próprios e notaram arranhões em seus braços. Os lobisomens os havia pegado afinal de contas. No horizonte o Sol se punha. Mex e Hensing olharam-se nos olhos do outro e puderam ver quando o outro se transformou.

Publicado por Evandro Furtado em: Agenda | Tags: ,

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