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conto da noiteO Conto da Noite
Rituais
As pessoas trabalhavam felizes em meio aos limoeiros. Homens e mulheres contentes colhiam os frutos que surgiam abundantemente naquele lugar.

Em meio ao tumulto, um casal arrumava tempo para brincar.


Publicado por Evandro Furtado

– que publicou 95 textos no ONE.

Ocupações: Estudante de Letras (sim, isto é ocupação) e escritor amador em tempo vago.

Base de operações: Lavras/MG (por mais que eu duvide que esteja realmente aqui, às vezes).

Interesses: Cinema, música, literatura, professional wrestling e uma boa pizza se for possível.

Autores Influentes: Stephen King, Dan Brown, Agatha Christie, Paulo Coelho, Tolkien.

Objetivos: Parafraseando o Coringa de Heath Ledger: “I just do things!”

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* Se você é o autor deste texto, mas não é você quem aparece aqui...
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A vida e morte do senhor X

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Oi, deixa eu me apresentar, meu nome não interessa, mas podem me chamar de Senhor XY, por que XY? Bem eu devo dizer que sou duas pessoas em uma só, interessante não? Não, não é nada interessante. Aparentemente eu me transformei nessas duas pessoas, de acordo com o tempo percebi que não era uma pessoa e sim duas e essas duas pessoas se tornaram uma só.

     Confuso não ? Não é tão confuso assim, imagine o seguinte, você é uma pessoa que ninguém gosta e se torna uma pessoa que todos gostam, anulando aquilo que você era mas, de repente você percebe que nunca deixou de ser aquilo ,que ninguém gostava você, só se tornou outra pessoa dentro de você mesmo, que você era, mas estava escondida dentro de si, a sua pior parte, mas aí percebe que você não é nem um nem outro, você é a perfeita mistura dos dois.

       Deixa eu explicar, primeiro vou situar vocês onde estou. Estou em cima do altar, prestes a me casar e quando esse momento chega, você começa a pensar. Porra, como eu cheguei até aqui? Vou começar do inicio, eu nasci em uma cidade qualquer, de uma família qualquer, realmente não tinha nada de especial, minha mãe e meu pai fizeram tudo que podiam para mim, nasci como senhor x, era apenas senhor x , mas como era o senhor X? Bem, vocês já devem ter visto aqueles filmes de comedia romântica, sabe aquele cara apaixonado pela moça que sempre é o amigo dela o retardado que acha que vai ter alguma chance com as mulheres sendo sensível e acessível toda hora? O sonhador que acha que encontraria um grande amor e se apaixonaria perdidamente por ela e os dois seriam felizes para sempre? Pois é, eu era esse cara, ninguém gostava de mim ,os homens me chamavam de bicha e as mulheres sempre queriam amizade. E cá entre nós, ser adolescente homem não e nada fácil, ou você é o pegador ou você é a bicha   ( nada contra os gays, contudo eu não era e cai na pressão psicológica bastante machista do mundo). Bem eu só queria alguém para amar, conhecer aquela merda que os filmes pregam para gente, mas como sempre a vida, essa vadia miserável, só nos mostra que não é possível isso acontecer. Não, sem um longo caminho a percorrer.

       Foi então que me construí, outro eu, alguém que todos gostassem, alguém que ninguém julgaria, e como fiz isso? Bem primeiro observei o que as mulheres bonitas dos filmes gostavam e bem era dos babacas que não estavam nem aí pra elas e de repente elas se apaixonavam e tudo acontecia para o final feliz. Bem me tornei o senhor Y, e ele particularmente era a pior parte de mim, passei a esconder o senhor x e me tornei alguém totalmente diferente as pessoas gostavam eu me tornei um cara interessante basicamente com algumas regras:

1-      Nunca se apaixone;

2-      Nunca lembre-se do nome da garota, na verdade nem pergunte;

3-      Nunca se importe com o que dizem sobre você, sempre rebata rebaixando a outra pessoa;

4-      Seja engraçado;

5-      Romantismo só para trazer uma mulher para cama, depois saia o mais rápido possível.

       Não me julgue, o senhor Y era minha pior parte, era todo ressentimento e sofrimento por cada pedaço do meu coração que despedaçaram, por um certo tempo gostava de ser ele afinal dessa forma você não sofre e nem fica pensando em coisas desnecessárias e o melhor ninguém julga você.

      Todavia eu sentia que faltava algo, então o senhor Y decidiu namorar, como era de se imaginar ele fez tudo errado pois ele só fez o que eu chamo de relacionamentos descartáveis, num prazo de um mês sempre venciam e ele se cansava. Dentro de mim o senhor X se escondia e foi quando ele se libertou pela primeira vez que eu pude sentir o verdadeiro amor, fiquei meses, hora sendo senhor X hora senhor Y, uma confusão interna que transformou meu relacionamento num inferno, pois eu nem sabia quem eu era e me apaixonei, mas estraguei tudo. Eu me culpei, terminei esse relacionamento simplesmente me culpando. Eu estava errado, não foi só culpa minha, simplesmente não era para ser eu, não sabia mais quem eu era.

       Achei que o amor não era para mim e que nada iria dar certo de novo, mas foi aí que ela apareceu. Bem, mas antes dela aparecer, vamos dizer que nos meses que fiquei solteiro o senhor Y aproveitou bastante e o senhor X foi se descobrindo. Afinal não poderia deixar nenhum dos dois fora de mim, eu me descobri pelo menos um pouco, sabia o que era ou não era bom pra mim, experimentei tudo que queria e tudo que podia afinal eu era livre, mas sempre faltava algo, um vazio inexplicável .

       Nesse momento infeliz da minha vida, essa garota apareceu, me mostrando que eu podia amar de novo e como em uma comédia romântica bem escrita o babaca se torna um homem perfeito pela primeira vez. Eu peguei o melhor do senhor X e o melhor do senhor Y e me tornei um só, já não precisava me esconder, me sentia livre pela primeira vez e acredite, é muito estranho quando descobrimos quem somos, temos medo de seguir em frente, sabe por quê ? Não importa se eu era X ou Y sempre teria alguém que me julgava mal, alguém que não me entenderia, eu só tentei me encaixar, como um quebra cabeça .

       Mas meu quebra cabeça é diferente, eu sou diferente, me aceitem como sou, como ela me aceitou, ela tirou tudo de bom de mim e assim termina minha caminhada em busca de amor, eu encontrei a peça que faltava.

        Bonita minha historia, não é? Uma merda de vida que poderia dar um livro, mas que no final sempre dá certo. Não sei por quê, mas acho que o roteirista gosta de mim.

        Se eu pudesse dar um conselho a você que não sabe seu lugar no mundo eu lhe diria: se conheça e realmente seja você mesmo, não compensa se anular para agradar ninguém, eu consegui afinal. Antes de esperar dos outros aprovação faça você mesmo sua aprovação, só assim você vai ser feliz.

Publicado por danilo barros em: Agenda | Tags: , ,
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Eu e Eu

Lá estava eu
No meu canto, sendo eu
Mas logo com tudo isso que aconteceu
Eu já não estava sendo mas eu.
Eu tinha me tornado o verdadeiro eu
O eu completamente vazio e com ódio na face
O ódio me define, mas eu não o demonstro
O monstro que dizem ser eu.
Vocês jamais o conheceu.
Numa tarde bela, tudo esta indo tão bem
Mas na outra semana, tudo desaba, por que, meu bem ?!
Tento sempre fazer o bem, e faço.
Mas ninguém consegue reconhecer, esse meu vazio, ingrato…

Publicado por ViniciusMiranda em: Agenda | Tags: , , ,
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Os Desafiantes – 1

Inicio

Uma vida simples, não muito empolgante e nada extraordinário, essa era a vida de Dillian, um jovem prestes a sair da puberdade, jogador de games online na internet, mau sabia ele que iria fazer algo interessante naquele dia…

1 Desafio

Dillian estava de ferias, jogando seu game online em sua casa, de repente chega uma mensagem privada em seu celular com a seguinte mensagem: “Você foi Desafiado”.

Pessoas comuns achariam que isso seria apenas um trote, mas, para alguem curioso como nosso garoto, é uma forma de conseguir algo diferente da sua rotina.

A partir dessa mensagem, Dillian procura o dia inteiro sobre quem mandou ou quem foi o autor do texto. Quando ele encontra uma certa pessoa:

– Ei você, lembra de mim? – Diz o estranho

Surpreso Dillian o cumprimenta:

– Você é irmão do meu amigo.

-Sim, me chame de New, então estava observando, está procurando algo?

– Estou procurando a pessoa que me enviou essa mensagem.

Dillian mostra a mensagem de texto para New:

– Eu sei do que se trata, venha comigo – diz New decidido

Os dois seguem para a casa de New e la começam a conversar

– Todo ano ele reuni um seleto grupo de pessoas para que elas cumprem certos tipos de desafios, ainda não sei os requisitos que ele usa para escolher essas pessoas, mas normalmente são adolescentes.

– Não sei o motivo de ter sido escolhido, não tenho nada de especial, mas afinal quem esse cara que você falou? – Diz Dillian curioso

– Ninguém sabe, na verdade, são poucas pessoas que sabem, pois sempre que são escolhidas, no final de tudo elas mudam de cidade ou desaparecem – diz New apreensivo.

Nesse momento abre-se um buraco no teto de New e cai uma caixa lacrada nos pés de Dillian, então ele abre e dentro contém um objeto, uma espécie de clips.

– O que é isso?, um clips? – diz Dillian confuso

– Vai começar em breve, você não deve perder isso de jeito nenhum – diz New com certeza

Nesse momento está perto de anoitecer e New manda Dillian para sua casa, mas antes ele pergunta

– Você ja foi escolhido? – Diz Dillian

– Percebeu isso agora? – diz New surpreso

Chegando em casa, é noite e Dillian resolve ligar o computador novamente, mas escuta um barulho na frente de sua casa, é um grupo de adolescentes:

– O que fazem aqui? – Diz Dillian assustado

– Calma, a mensagem do cara dizia que o endereço do evento do tal de desafio seria aqui – Diz rudemente uma garota do grupo

– Ai meu deus, não passaram na mente de vocês que poderia ser um maníaco? – Diz Dillian

– Ah qual é, até parece que um maníaco ia pensar em “desafios” – diz um garoto do grupo

Em meio a discussão aparece uma luz e uma voz é ouvida:

“Todos aqui presentes, só poderam participar quem estiver com o dispositivo, coloque-o em algum lugar de sua roupa e ele se prendera a você e em alguns segundos serão transportados, mas somente quem estiver com o dispositivo em seu corpo.” E a luz some e começa uma contagem de exatos 10 segundos.

– Deve ser esse clips – diz a menina rude colocando na manga de sua camisa comprida

Enquanto todos colocavam em algum lugar Dillian derruba o clips:

– Ai caramba, eu nem estou preparado – diz Dillian tentando rapidamente pegar o seu clips do chão

Enquanto isso a contagem vai diminuindo faltando cinco segundos

– Cara você vai ficar ai – diz a garota rindo

Quando a contagem acaba Dillian coloca o seu clips totalmente “alargado” em seu dedo, assim que a contagem foi terminada, o cenário muda e parece exatamente a mesma rua e casa de Dillian:

– Nossa, não acredito que zuaram a gente e foi apenas um truque de luzes – Diz um rapaz do grupo furioso

Enquanto isso, eles percebem que o clips foi transformado, e se tornou uma espécie de chave e que se adaptou a cada um no seu corpo como por exemplo no Dillian que virou um anel, e cada tipo de chave havia uma cor diferente.

– Cara, o meu virou uma pulseira, que droga – Diz a menina rude

A frente deles estava um tipo de superfície que havia varias fendas e estava sobre uma forma de uma bola, enquanto se deparam com aquilo ouvi-se uma voz

“Aqui está o primeiro desafio, não desçam de cima da superfície, se caírem ou saírem de cima, serão desqualificados e perderam a chance de passarem para o próximo passo.”

Após a mensagem, todos eles sobem em cima daquela superfície e la permanecem, nisso, Dillian encontra um amigo seu de escola sentado com uma garota:

– Você aqui também John – diz Dillian feliz

– Pois é cara, parece que não sou o único louco – Diz John meio sem vontade de conversar

Os desafiantes tem uma certa dificuldade para ficar em cima da superfície, porém alguns como John estavam sentados sem problema algum e então Dillian pergunta:

– John como você está conseguindo?

– Cara sinto muito, mas se eu disser, outros podem fazer o mesmo e ai teremos mais concorrência não acha?

Dillian não ligando muito para o que John disse, sai a procura do “truque” de John e os outros, mas com muito cuidado para não cair, no momento, ele para e raciocina, olha para as fendas na superfície e em seu anel:

– Pera, eu acho que sei – Diz Dillian para si mesmo sussurrando

Dillian coloca seu anel entre uma das fendas com o formato correto do anel e se prende la, John o olha e faz um sinal de jóia, nesse momento a superfície começa ficar mais agitada e alguns caem, nisso Dillian fica quase pendurado por noventa graus e aparece um garoto:

– Ei você, me diga como fez para ficar ai sem cair, me mande o macete – Diz o garoto com assustado

Dillian lembra do que seu amigo John falou:

– Cara, eu não posso dizer, desculpa

Depois disso a superfície volta ao normal, se agitando um pouco, no mesmo momento o garoto pula por vontade própria da superfície, Dillian se acalma pois sabe que ele ja foi desqualificado, mas o garoto entra na casa de um dos vizinhos de Dillian e os rende:

– Tudo bem cara, se você não me dizer agora qual o truque, vou matar eles agora!

Todos ficam assustados e surpresos, no momento Dillian tenta pedir ajuda, mas percebe que não tem ninguém na rua, apenas nessa casa havia pessoas:

-CARA TA LOCO? PARA COM ISSO VOCÊ JÁ FOI DESQUALIFICADO – Diz Dillian gritando assustado

– Socorro Di – diz a garotinha filha dos moradores

Alguns dos desafiantes descem da superfície para tentar parar o cara, outros só para observar, mas não sabendo o que fazer, Dillian fica confuso, porém ele quer descobrir o final de todo esse negócio de desafios e não quer descer. Ele lembra de New ter dito de desafios inimagináveis e como Dillian é muito lógico, ele pensa que isso é só parte do desafio e nada é real:

-Cara escuta, não adianta eu dizer o que você quer, você está fora do evento e não vai ganhar nada fazendo isso, algo que não sabe o que é direito – diz Dillian calmamente e firme

John tenta descer mas Dillian o impede:

-NÃO VÁ, ISSO É O QUE ELE QUER, CONFIA EM MIM

– DILLIAN, ELE VAI MATAR AQUELA GAROTINHA CARA, VOCÊ SEMPRE FOI FRIO ASSIM, EU VOU LA – diz John furioso

-JOHN, NÃO VAI É SERIO, FICA AGORA, VOCÊ VAI SER DESQUALIFICADO!! – insiste Dillian

Enquanto isso o garoto mira na cabeça da garotinha, e ela está chorando

-Ninguem vai fazer nada? ela vai morrer em – diz a garota rude

– NÃO SE MECHA JOHN – diz Dillian firme

Todos olhando aquela cena, todos focados e ninguem se meche ouvindo o que Dillian disse, e quando estava prestes a atirar, os moradores, a criança e o garoto somem, e a superficie some e os que estavam em cima caem no chão:

– o que aconteceu? – diz John surpreso

– parece que eu estava certo – diz Dillian

Enquanto isso aparece uma luz e a voz pode ser ouvida novamente:

“Parabéns a todos que continuaram na superfície e confiaram em seu colega, esse foi o desafio da confiança, e aos que não obedeceram e ficaram fora da superfície por favor coloque seus dispositivos na bolsa e adeus”. E a voz some novamente, os dispositivos que são grudados e não podem ser retirados foram pulados para fora de seus donos desqualificados, e um gato aparece com uma bolsa e os dispositivos são colocados lá e o gato desaparece voando:

– Cara isso é completamente sobrenatural – diz um dos desqualificados

– Que droga, foi tão sem graça mesmo – diz outra desqualificada

Agora os que sobraram estão a espera do segundo desafio que está por vir.

 

 

FIM DO PRIMEIRO CAPITULO. O que acharam? é minha primeira historia, quem quiser ajudar só falar, não sou muito bom em escrever corretamente kk

 

 

 

Publicado por joaocastree em: Agenda | Tags: , , , , , , , , ,
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E eles foram felizes para sempre…..

Imagem | Antimidia

Imagem | Antimidia

Quando Dona Maria levantou para começar a preparar o café-da-manhã Seu Eduardo nem se mexeu na cama. Nos quartos de Alex e Cristiane também não havia o menor sinal de movimento. Primeiro ela limpou a pia dos assaltos noturnos à cozinha. Deixou a água do café e o leite para fervendo e foi regar as flores da entrada. Por fim colocou comida e trocou a água do Rex. Tempos depois do cuco anunciar que já eram seis horas ela foi acordar as crianças. O marido já estava no banho, o Alex fingiu que estava dormindo e a Cristiane reclamou de cólicas. Ela voltou para cozinha e cortou maçã, mamão e melão e preparou dois queijos-quentes na tostequeira elétrica. “Hoje tem reunião da equipe no escritório depois do expediente, então não me espere acordada.” Seu Eduardo pegou uma banana na fruteira e saiu apressado sem um beijo de tchau. Três minutos antes da perua da escola chegar os dois estudantes sentaram na mesa. “Mãe, preciso do dinheiro para pagar o acampamento na escola.” “Depois da aula vou na casa da Natália fazer trabalho.” A buzina tocou e os dois saíram comendo queijo quente.

As frutas intocadas Dona Maria colocou num pote e guardou na geladeira. Assim como o leite, mas como ela não tomava café preto esvaziou a garrafa térmica na pia. Tirou a mesa e lavou a sujeira antes de subir para os quartos. Abriu as janelas, arrumou as três camas, tirou o lixo dos banheiros e recolheu as roupas sujas no chão. Desceu até a lavanderia e pôs a máquina de lavar para funcionar. Então começou a limpar a sala. Tirou o pó de todos os bibelôs espalhados pelo ambiente e passou lustra-móveis nas madeiras. Arrastou os sofás, cadeiras e a mesinha para varrer o chão. Depois passou aspirador nos tapetes. Antes de estender as roupas passou pela cozinha. Picou uma cebola e dois dentes de alho e começou a preparar arroz. Tirou o feijão congelado do freezer e colocou no microondas. Enquanto o cheiro de fome se espalhava pela casa ela estendeu as roupas. Não eram nem dez da manhã quando ela começou a temperar e cortar os bifes e a salada do almoço. Deixou tudo pré-pronto e foi tomar um banho.

Dona Maria se preparou com sua melhor lingerie e passou óleo de amêndoas pelo corpo. Quando estava pronta sentou na escada, usando um roupão de hotel, olhando para porta da frente. Exatamente as 10:03 A.M. a campainha tocou. Paulo era jardineiro do condomínio, e gostava de usar tênis Nike e Iphone de última geração. Ela levantou com aquela sensação de aventura no estômago e abriu a porta com aquele sorrizinho sacana de quem sabe o que quer. Dona Maria se virou e saiu desfilando pela sala. Deixou o roupão cair pelas suas costas no caminho e deitou de lado na escada. Ele fechou a porta com cuidado e foi atrás dela já tirando a roupa. Sem nenhuma proteção nem camisinha eles foderam ali mesmo. Até o relógio soar décima primeira badalada. Ele se levantou, colocou o macacão, pegou o envelope que estava na mesinha do lado da porta e saiu prometendo voltar na outra semana. Ela ficou caída curtindo aquela porra gosmenta escorrendo pela sua coxa por um momento. Aí se levantou e foi se lavar.

Alex abriu a porta da frente e gritou: “Cheguei!” Dona Maria já estava na cozinha fritando os bifes e requentando o arroz com feijão. O garoto deixou a mochila no sofá, sentou na mesa da cozinha, comeu assistindo Chaves e se trancou no quarto. A mãe almoçou assistindo Jornal Hoje e depois limpou toda cozinha. Ainda eram duas da tarde, então se sentou na varanda para ler um pouco e passar o tempo. Como se casar com um marquês, Julia Quinn. Cinco páginas depois estava na lavanderia engomando camisas, passando blusas encardidas e dobrando meias e cuecas. Percebeu que Cristiane chegou quando escutou a porta da frente abrir, fechar, passos na escada, porta do quarto abrir, fechar. Alex acordou do cochilo da tarde e fez uma imundice na cozinha montando um lanche para comer enquanto jogava vídeo game. Cristiane estava escutando música num volume ensurdecedor. Dona Maria se fechou no seu quarto e ligou para sua irmã. Cheia de entusiasmo ficou uma hora e meia no telefone falando sobre a visita de Paulo.

Saiu do quarto chamando as crianças para a janta. Pegou umas salsichas, batata palha, pão de hot-dog, ketchup, mostarda e maionese e preparou um lanche. Colocou uma Coca-Cola gigante na mesa e ficou observando os filhos comerem enquanto petiscava as frutas do café-da-manhã. “Come devagar Alex!” “Melhorou a cólica filha?” Os dois voltaram para os quartos ainda mastigando. Ela arrumou a cozinha de novo e sentou na sala para ver novela. Na hora do Jornal Nacional ligou para sua mãe para falar sobre o tempo. Assistiu a novela das nove, checou se estava tudo bem e deu boa noite para o Alex e a Cristiane antes de ir dormir. Seu Eduardo chegou pouco lá pra uma da manhã. Entrou no quarto sem fazer muita questão de ser silencioso. Se trocou no banheiro e deitou ao lado de Dona Maria, que tinha acordado na hora que o carro chegou na garagem. Estava agitado e não conseguia pegar no sono, e ficava se virando de uma lado para o outro. E ele fedia azedo e suava como um porco.

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Sobre o primeiro livro que lí, exemplos na vida e meu pai

julio-verne-volta-ao-mundo-80-diasA Volta ao Mundo em Oitenta Dias. Esse não foi o primeiro livro que li. Mas foi um dos responsáveis que me levou a ele.

Deveria ter em torno de 9 anos de idade.

Eu lembro muito bem, estar sentado no chão da sala de casa, com um mapa mundi aberto. Na tv passava A Volta ao Mundo em 80 Dias. Eu acompanhava pelo mapa a aventura e viajava por todo lado junto com o filme. Nisso meu pai chegou e me viu no chão, mapa aberto, olhou para a tv e perguntou o que eu estava fazendo. Eu expliquei. Então ele falou a frase que mudou minha vida: “Ah! Volta ao Mundo em 80 Dias do Júlio Verne. Já li esse livro.”

Como assim já leu esse livro? Não existia na minha concepção de criança que filmes eram feitos de livros. E a auto-pergunta surgiu: “Quer dizer que existem mais historias como essas por ai?”

No dia seguinte estava vasculhando as prateleiras da biblioteca da escola. Encontrei Júlio VerneViagem ao Centro da Terra“. Meu primeiro livro. 🙂

Nas semanas seguintes fiz meu cadastro na biblioteca pública.

Muitro livros vieram desde então.

15 anos depois criei um site chamado O Nerd Escritor.

Agora. Tudo isso começou com um comentário feito por meu pai. Dias atrás resolvi contar essa historia pra ele. Acho justo ele saber da parcela de culpa que tem nisso. Pois ele é o maior frequentador da biblioteca que tenho hoje.

Quantas pessoas inspiramos sem saber? Quantos exemplos na vida de outros nos tornamos?

Publicado por The Gunslinger em: Blog do Guns | Tags: , , , , ,

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